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Da ativa à reserva, a segurança fecha fileiras com Coronel Ribeiro

O lançamento da candidatura do Coronel Alexsandro Ribeiro a deputado estadual superou a dimensão de uma cerimônia partidária e se transformou numa vigorosa demonstração de força política. A sede da AEASE ficou tomada por apoiadores, familiares, lideranças e profissionais da segurança pública vindos de diferentes regiões de Sergipe. Não há contagem independente que autorize cravar duas ou três mil pessoas, mas as imagens dispensam exageros: casa cheia, público vibrante e uma candidatura que começou com organização, entusiasmo e musculatura eleitoral.

Mais importante que o tamanho do público foi a unidade demonstrada pela tropa. Coronel Ribeiro desponta como ponto de convergência entre policiais militares da ativa, integrantes da reserva, aposentados, pensionistas e os profissionais mais jovens que acabam de ingressar na corporação. O apoio também alcança policiais civis, bombeiros e outros segmentos da segurança. Ribeiro não surge como uma candidatura artificial fabricada em gabinete, mas como resultado de um sentimento construído dentro das corporações. A tropa parece ter encontrado um nome para chamar de seu e está animada para colocá-lo na Assembleia Legislativa.

O encontro reuniu André Moura, Jeferson Andrade, Katarina Feitoza, o secretário João Eloy, Zezinho do Bugio, ex-vereadore sargento Moraes e outras lideranças do grupo governista. Ribeiro apresentou o movimento “Sergipe Merece Essa Força” como continuidade natural de seus 32 anos dedicados à Polícia Militar, trajetória que o levou ao Comando Geral da corporação. Disciplina, lealdade, experiência administrativa e conhecimento da realidade das ruas formam um currículo que não precisa ser inventado por marqueteiro. A emoção aumentou quando o público entoou a Canção da Polícia Militar, transformando o encerramento numa declaração coletiva de identidade, respeito e confiança.

A expectativa nos bastidores é de que Coronel Ribeiro conquiste uma votação expressiva, especialmente porque sua candidatura reúne segmentos que há algum tempo reclamam representação própria na Alese. Ele consegue conversar com quem está começando na farda, com quem dedicou a vida inteira à corporação e com as famílias que acompanham diariamente os riscos e os sacrifícios dessa profissão. Não se pode declarar unanimidade matemática sem ouvir cada integrante da categoria, mas politicamente Ribeiro se aproxima muito de uma unidade rara entre os profissionais da segurança.

André Moura reafirmou apoio ao coronel, reconheceu o trabalho de policiais e bombeiros e destacou os avanços recentes da segurança pública em Sergipe. A presença de lideranças estaduais ampliou o peso do evento, mas o verdadeiro protagonista foi o vínculo de Ribeiro com a tropa. Ele conhece a linguagem, as necessidades, as angústias e as esperanças de quem vive a segurança pública por dentro. Por isso, sua candidatura não depende apenas de fotografia ao lado de autoridades. Depende de uma rede formada durante mais de três décadas de serviço.

O lançamento cumpriu mais do que o seu objetivo. Mostrou capilaridade, liderança e uma impressionante capacidade de mobilização. Coronel Ribeiro não entrou na disputa pedindo licença nem procurando espaço vazio. Chegou trazendo consigo uma tropa unida, famílias mobilizadas e profissionais de várias gerações. Pelo tamanho e pela emoção da largada, ele não lançou apenas uma candidatura. Fez revista no pátio, chamou a tropa pelo nome e descobriu que havia muita gente pronta para marchar com ele até a urna.

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