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Coronéis marcham para as urnas em todo o Brasil; em Sergipe, Ribeiro entra forte na disputa

A eleição de 2026 levou a patente de coronel às campanhas das 27 unidades da Federação. Há candidatos a deputado, senador, governador, vice e suplente. A segurança pública virou assunto obrigatório, e muitos militares decidiram disputar também o microfone, o palanque e o voto. Só que urna não é quartel: ninguém ganha cadeira por tempo de serviço ou por estrela no ombro. O eleitor vai cobrar proposta, capacidade de diálogo e resultado.

Em Sergipe, o destaque desse grupo é o coronel Ribeiro, candidato a deputado estadual pelo PSD e ex-comandante-geral da Polícia Militar. Ele tem experiência administrativa e conhece por dentro uma das áreas que mais preocupam a população. Isso lhe dá força política, mas também aumenta a cobrança. Quem já comandou a corporação precisa apresentar soluções concretas para segurança, condições de trabalho dos policiais e atendimento ao cidadão. E, para ocupar uma cadeira na Assembleia, terá de falar também de saúde, emprego, água e infraestrutura.

Além de ser um nome conhecido, com trajetória pública e espaço real na disputa por uma vaga na Alese. A eleição, contudo, dependerá de seus votos e do desempenho da chapa do PSD. Sem pesquisa individual confiável para deputado estadual, seria propaganda antecipada tratá-lo como eleito. Ele é competitivo; a urna ainda precisa confirmar.

O levantamento de candidaturas mostra a dimensão nacional do fenômeno. No Acre aparecem Edvan e Ulysses. Alagoas reúne Danielli, Fragoso, Burity, Xavier, Francelino, Rocha Lima, Ivon e do Valle. No Amazonas estão Anibal, Rosses, Wilson Marques, Bonates, Vinicius Almeida e Menezes; no Amapá, André Dias, Flexa e Palmira. A Bahia tem Esmeraldino, França, Valter Araújo, Sturaro e Marchesini; o Ceará, Bezerra. No Distrito Federal, a relação inclui Leonardo, Michello, Moreno, Neviton Sangue Bom, Aviador Luiz Gama e Leite. É candidato suficiente para montar uma parada militar; conquistar mandato já é outra operação.

No Espírito Santo constam Roger, Douglas Caus, Wagner, Ramalho, Weliton, Fabricio e Pimenta. Em Goiás aparecem Hemerson, Cardoso, Braulio, Marreiros, Urzeda, Maia, Edson Raiado e Adailton; no Maranhão, Medeiros e Daladier. Minas Gerais reúne Lázaro, Fábio, Edvanio, Claudia, Evandro, Rodrigo Piassi, Henrique, Wanderley, Azevedo e Glauco. Mato Grosso do Sul tem Bittencourt e David; Mato Grosso, Darwin, Roveri, Fernanda, Assis, Grasi, Vania e Agnaldo Pereira. Entre os nomes cuja passagem pelo comando-geral foi apontada na apuração estão Douglas Caus, no Espírito Santo, e Rodrigo Piassi, em Minas. Ter comandado uma PM é informação biográfica relevante; prever vitória exige dados eleitorais que, para essas disputas proporcionais, ainda faltam.

O Pará apresenta Barra, Almeida Costa, Wellington, Jonildo, Firmino, Osmar, Vicente, Marco Antonio, Teen e Neil. Na Paraíba aparecem Almeida, Sergio, Sobreira, Lucas e Alixandre. Pernambuco tem Fabio Menezes, Paulo Matos, Tibério, Helio, Jackson, Meira, Linaldo, Feitosa, Fentes Man, Denize e Renato Aragão. No Piauí estão Najra e Feitosa; no Paraná, Villa, Figueiredo, Zocchi e Minikélo. O Rio de Janeiro reúne Lauro Botto, Germano, William Sodre, Lenise Durão, Marcio, Leocir Dal Pai, Principe, Guilherme Moraes, Busnello, Júnior, Vasconcellos, Menezes e Henrique. Busnello disputa o governo e traz experiência de comando no Bope, o que não equivale a ter sido comandante-geral da PM fluminense.

No Rio Grande do Norte constam Azevedo, Hélio e Brilhante; em Rondônia, Régis Braguin, Chrisóstomo, Jefferson e Vital; em Roraima, Chagas e Carla. Rio Grande do Sul reúne Ustra, Marco Santos, Frota e Everton. Santa Catarina tem Rodrigues, Armando, Mocellin e Jefferson Schmidt. São Paulo apresenta Prado, Fernando, Castro, Telhada, Costa e Silva, João Arrais, Helena Reis, Américo, Nicotari, Julião, Tadeu, Nishikawa e Paganotto. Tocantins reúne Silva Neto, Nilton Santos, Márcio Barbosa e Ricardo. Régis Braguin e Márcio Barbosa também foram identificados no levantamento como ex-comandantes-gerais de suas corporações. Coronel Medina aparece separadamente como candidato a vice-presidente, fora da lista de uma unidade da Federação.

Em Sergipe, além de Ribeiro, a relação traz Coronel Lino, Coronel Rocha, Coronel Mano, Coronel Fábio e Coronel Pontual. Rocha disputa o Senado; os demais concorrem a vagas legislativas, segundo o cadastro consultado. Há situações que exigem atualização antes da publicação definitiva: o registro de Lino aparecia indeferido em fase recursal na checagem de 27 de setembro, e nem todo candidato que usa “coronel” no nome de urna pertenceu à Polícia Militar ou chegou ao comando-geral. O nome de campanha é uma pista para apurar a trajetória, não uma biografia pronta.

O fenômeno merece atenção porque leva à política pessoas com experiência em comando, disciplina e gestão de crises. Mas nenhuma dessas qualidades substitui a obrigação de explicar propostas, ouvir críticas e prestar contas. Em Sergipe, Ribeiro tem uma oportunidade concreta de converter sua trajetória em mandato. Se apresentar respostas que alcancem também a vida fora dos quartéis, poderá confirmar nas urnas a força que hoje demonstra na disputa. Afinal, na democracia, o comando final pertence ao eleitor.

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