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Do soldado ao Parlamento: a nova missão de Coronel Ribeiro

    A história de Alexsandro Ribeiro de Souza começou muito antes da urna. Nascido em Aracaju, criado no Siqueira Campos e aluno da rede pública, ingressou na Polícia Militar de Sergipe em 1994 como soldado. Passou pela formação de sargentos e oficiais, serviu em várias cidades, comandou o 11º Batalhão, assumiu o Comando do Policiamento Militar do Interior e, em 2023, chegou ao posto mais alto da corporação como comandante-geral da PMSE. Em 2026, estreou nas eleições e conquistou 27.711 votos, sendo eleito deputado estadual pelo PSD. A maior votação veio de Aracaju, seguida por Nossa Senhora do Socorro e Tobias Barreto, cidade onde sua trajetória profissional também deixou marcas importantes.

    A campanha teve identidade clara: Ribeiro se apresentou como alguém que conhece a segurança pública por dentro. Defendeu valorização de policiais e bombeiros, saúde física e mental da tropa, renovação de equipamentos, tecnologia, integração das forças, policiamento comunitário e melhorias na carreira. Levou para a campanha uma experiência administrativa construída no comando da PM, período em que a corporação registrou investimentos em infraestrutura, reformas de unidades, equipamentos e promoções de militares. O principal argumento de Ribeiro foi justamente esse: não prometia descobrir a segurança pública depois da eleição, porque passou quase 32 anos convivendo diariamente com seus problemas.

    Sua chegada à Assembleia também reforça a representação política dos militares estaduais. Como deputado, Ribeiro não poderá sozinho aumentar salários, alterar efetivos ou mudar regras de carreira, matérias que dependem de iniciativa do Executivo. Mas poderá votar projetos, apresentar emendas ao orçamento, fiscalizar ações do governo, cobrar investimentos, participar de audiências e levar demandas da Polícia Militar, Bombeiros e demais forças ao centro das decisões estaduais. É aí que sua experiência poderá fazer diferença: transformar conhecimento de caserna em orçamento, fiscalização e articulação parlamentar.

    Agora começa uma etapa completamente diferente. Ribeiro conheceu a segurança pública como soldado, sargento, oficial, comandante de batalhão e comandante-geral. Passará a conhecê-la também pelo lado político, onde reivindicação precisa virar projeto, orçamento precisa de voto e boas intenções precisam sobreviver às negociações do Parlamento. Sua eleição representa o reconhecimento de uma trajetória longa dentro da Polícia Militar e abre uma nova missão. A farda sai do centro da cena. Entram a tribuna, as comissões e o voto parlamentar. E, para quem passou mais de três décadas servindo dentro da corporação, chega agora a oportunidade de levar essa experiência diretamente para a Assembleia Legislativa.

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