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A pegadinha do Flavinho: Lula caiu na armadilha e agora vai ter que mostrar serviço!

Flávio Bolsonaro resolveu dar uma aula de malandragem política. Anunciou que não participaria do debate da Band, esperou Lula confirmar presença e, no dia seguinte, reapareceu garantindo que estaria lá. O senador apresentou a manobra como uma pegadinha cuidadosamente planejada. Se foi esse o roteiro, Flavinho conseguiu transformar uma simples confirmação em espetáculo nacional. Lula entrou na conversa e agora terá de enfrentar o adversário. A brincadeira começou antes do primeiro comercial!

Lula, que evitou os debates do primeiro turno, agora não terá uma multidão de candidatos para justificar sua ausência. Serão apenas dois microfones e uma montanha de perguntas. Inflação, impostos, segurança pública, custo de vida e promessas de campanha. O presidente terá de trocar o conforto dos discursos preparados pelo desconforto das respostas improvisadas. Afinal, governar pelo microfone é uma coisa. Explicar os resultados olhando para o adversário é outra bem diferente!

A inteligência política da jogada está na inversão dos papéis. Flávio conseguiu apresentar sua confirmação como uma vitória de comunicação e colocou o governo na defensiva. Lula, veterano na arte dos palanques, terá de demonstrar que também sabe lidar com perguntas que não passaram pelo gabinete. O presidente gosta de falar ao povo. Domingo será uma oportunidade de ouvir também aquilo que o povo deseja perguntar.

O encontro está previsto para domingo, 18 de outubro, às 20 horas, na Band. Flavinho já fez sua pegadinha. Lula confirmou presença. Agora falta descobrir se o presidente vai enfrentar o debate com argumentos ou transformar as perguntas difíceis em mais um discurso de campanha. Porque, na televisão, até é possível mudar de assunto. Difícil é convencer o eleitor de que a pergunta desapareceu!

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