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Forró de Estância acende a fogueira da alegria

Estância abre hoje seu São João com cara de festa grande, coração de cidade acolhedora e cheiro de tradição no ar. A abertura oficial acontece com a tradicional Salva Junina, no Forródromo Rogério Cardoso, marcando o início de uma programação que promete movimentar a cidade, atrair famílias, turistas, comerciantes, artistas e apaixonados pelo forró sergipano. A Prefeitura divulgou a abertura para este domingo, 31 de maio, dentro de uma programação de 30 dias de festejos, reforçando Estância como uma das grandes referências culturais do período junino em Sergipe. 

O prefeito André da Graça entra nessa história como quem entende que São João não é apenas palco, som e artista famoso. São João é pertencimento. É o menino olhando o barco de fogo com os olhos arregalados, é a família chegando cedo para garantir lugar, é o comerciante sorrindo porque a cidade está cheia, é o sanfoneiro puxando a primeira nota e o povo lembrando que Estância tem uma alma que dança. André acertou ao tratar a festa como patrimônio vivo, não como evento jogado no calendário para cumprir tabela.

A noite de abertura chega com atrações para ninguém ficar parado. A programação divulgada pela imprensa local traz Fabinho do Acordeon, Zé Vaqueiro, Dudu Moral, Manim Vaqueiro e Henry Freitas no Forródromo Rogério Cardoso. É aquela escalação que começa no acordeon, passa pelo piseiro, atravessa a madrugada e só termina quando o povo já não sabe se está dançando, andando ou sendo levado pela zabumba. Para quem gosta de forró, é prato cheio. Para quem não gosta, é bom ir também, porque Estância costuma converter descrente na primeira sanfonada. 

O grande mérito de André da Graça é perceber que a festa precisa ter brilho, mas também precisa ter raiz. Estância não pode ser apenas mais uma cidade com palco montado e artista contratado. Estância tem o Barco de Fogo, tem cultura popular, tem história, tem tradição, tem aquele jeito próprio de fazer São João com barulho, riso, fumaça, foguete e orgulho. Quando a cidade se veste de festa, não é maquiagem. É identidade. E identidade, quando bem cuidada, vira turismo, renda, memória e autoestima.

A abertura também tem um sabor familiar muito bonito. É festa para ir com pai, mãe, filho, namorado, vizinho, compadre, comadre e até aquele amigo que diz que vai embora cedo, mas três horas da manhã ainda está perguntando quem é a próxima atração. É o tipo de noite em que a cidade se encontra na praça, o abraço volta a circular e todo mundo parece ter nascido sabendo dançar pelo menos dois passos de forró, mesmo que um deles seja só balançar o copo e fingir intimidade com o ritmo.

Elogiar André da Graça, neste caso, é reconhecer uma gestão que soube colocar Estância na vitrine do São João sergipano com força, organização e alegria. Festa pública boa não nasce por acaso. Precisa de planejamento, estrutura, segurança, divulgação, sensibilidade cultural e vontade política. O prefeito conseguiu entregar uma abertura com cara de grande evento, mas sem perder o cheiro de cidade nossa, de festa de família, de povo na rua e de tradição respeitada.

Estância começa o ciclo junino dizendo ao resto de Sergipe que o forró está oficialmente liberado. Quem ficar em casa vai ouvir o eco da festa e se arrepender antes da meia noite. Porque hoje a cidade promete música boa, povo bonito, comida típica, cervejinha gelada para quem aprecia com responsabilidade, família reunida e aquele clima gostoso de São João que faz até o mais sisudo bater o pé no chão. André da Graça acendeu a fogueira. Agora é o povo quem vai esquentar a noite.

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