Ontem, dia 24, teve campanha para todos os gostos em Sergipe. Fábio Mitidieri foi à cavalgada em Nossa Senhora da Glória; Dr. Helton apareceu na festa da colheita do arroz, em Brejo Grande. Teve cavalo, teve lavoura e teve candidato procurando conversa. O sergipano sabe apreciar uma festa, mas também sabe a hora de perguntar o que será feito quando a música parar.
Valmir de Francisquinho deu o tom mais forte do dia na sabatina do Jornal da Fan. Ao prometer encerrar a concessão dos serviços de água à Iguá se for eleito, falou de um problema que entra pela porta de casa: torneira seca e conta para pagar. Também afirmou que “o Estado está quebrado”, abrindo um confronto direto com Fábio. Valmir merece elogio por enfrentar, no microfone, perguntas sobre assuntos que afetam a vida do povo. A conversa fica ainda melhor quando vier acompanhada dos números: quanto custaria romper o contrato e quais dívidas sustentam seu diagnóstico sobre as contas do Estado?
Depois do rádio, Valmir conversou com médicos e seguiu em carreata pela Zona Norte de Aracaju, falando também de proteção às mulheres e valorização policial. Ricardo Marques gravou para a televisão e entregou material na avenida Hermes Fontes. Seu candidato a vice, Érico Menezes, ocupou o microfone da Fan FM para negar rumores de desistência e tratar dos recursos da campanha. Na reta final, cada palavra ganha velocidade. Às vezes, corre mais que o carro de som.
Taty Cristina reuniu apoiadores e conversou com eleitores em São Cristóvão. Emanuel Cacho passou o dia em São Paulo, segundo sua equipe, mas ficou faltando explicar qual foi a agenda e o que ela trouxe para a disputa em Sergipe. Para esta sexta-feira, 25 de setembro, não encontrei uma programação pública confirmada que permita informar horários e locais dos seis candidatos com segurança. As agendas podem aparecer ao longo do dia; por enquanto, a de ontem já mostra uma campanha em movimento, com estratégias bem diferentes para chegar ao eleitor.
Faltam nove dias para a votação de 4 de outubro. Do lado dos candidatos, cresce a pressa de falar, aparecer e conquistar cada voto. Do lado do povo, cresce a expectativa de escolher quem vai governar Sergipe. O sergipano escuta a entrevista, vê a carreata passar, comenta com o vizinho e guarda a decisão para si. Candidato nenhum consegue ler esse silêncio pelo retrovisor. A resposta sai da urna.




