A Câmara Municipal de Aracaju realiza, nesta quinta-feira, 25 de junho, às 8h40, a posse de Avilé Dantas, do PP, que assumirá temporariamente a vaga do vereador Levi Oliveira. A solenidade está marcada para o Gabinete da Presidência da Casa, e a chegada de Avilé ocorre em razão da licença de Levi por 121 dias, sem remuneração, com retorno previsto para 11 de outubro de 2026. A informação foi divulgada oficialmente pela Câmara Municipal de Aracaju.
Avilé chega à Câmara com um perfil técnico e urbano. Arquiteto, urbanista, consultor imobiliário e empreendedor, ele recebeu 1.798 votos e entra como primeiro suplente do Progressistas. É um nome que pode contribuir bem para os debates da cidade, especialmente em temas como planejamento urbano, mobilidade, uso do solo, crescimento imobiliário, ocupação dos bairros e organização de Aracaju. Para a Prefeitura de Aracaju, sua presença pode ser positiva justamente por trazer uma visão prática sobre a cidade real, aquela que precisa ser pensada na rua, no bairro, na calçada e no trânsito.
A posse também movimenta o tabuleiro político porque Levi Oliveira deixa temporariamente o mandato em um momento de maior articulação eleitoral. Oficialmente, a licença foi concedida para tratar de interesse particular, mas Levi já aparece publicamente como pré-candidato a deputado federal por Sergipe, inclusive em seu próprio site de pré-campanha. Com isso, o afastamento também abre espaço para que ele intensifique agendas, conversas, deslocamentos e articulações fora da rotina diária da Câmara.
É importante reconhecer que Levi construiu uma atuação de presença, com foco em geração de emprego, renda e diálogo com comunidades, pautas que aparecem em registros institucionais da própria Câmara. Agora, ao abrir espaço para Avilé, mantém a cadeira dentro do PP e permite que outro quadro da legenda ganhe visibilidade. Na prática, Levi sai para ampliar o campo político, e Avilé entra para mostrar serviço em tempo curto, mas com uma vitrine relevante.
Para Avilé Dantas, esses 121 dias podem ser muito mais do que uma passagem protocolar. Podem ser uma oportunidade de apresentar ideias, marcar posição e mostrar que um mandato técnico também pode falar a língua do povo. Aracaju precisa de vereadores que entendam a cidade para além do discurso, e Avilé tem currículo para entrar nesse debate. A partir do dia 25, ele deixa de ser apenas suplente e passa a ser testado no plenário, onde toda boa intenção precisa virar trabalho, presença e resultado.




