Fábio Mitidieri passou a segunda-feira comemorando pesquisa. Valmir de Francisquinho passou o dia fazendo política. Essa foi a diferença das últimas 24 horas. A pesquisa CTAS colocou Fábio na liderança. O governador aproveitou o resultado como se a eleição já estivesse resolvida. Vieram postagens, comemorações e a velha tentativa de transformar intenção de voto em diploma antecipado. Pesquisa ajuda. Mas não vota. Muito menos governa sozinha.
Valmir preferiu a rua. Esteve na feira de Nossa Senhora das Dores, conversou com comerciantes, recebeu lideranças e manteve o contato direto com o eleitor. Sem excesso de cerimônia. Sem depender de telão. Sem precisar que um assessor explique onde está o povo. O maior fato político do dia continuou sendo o apoio do prefeito de Simão Dias, Cristiano Viana, a Valmir e Priscila Felizola. O prefeito deixou o campo governista e atravessou para a oposição sem pedir permissão ao PT de Rogério Carvalho. Fábio esteve em Simão Dias e levou fotografias. Valmir saiu de lá levando o prefeito. Na política, existe uma pequena diferença entre visitar uma cidade e conquistar uma liderança.
Fábio possui a máquina estadual, muitos aliados e uma comunicação bem financiada. Mas máquina não produz lealdade automática. O governador reúne muita gente em torno do palco. O problema é descobrir quantos continuarão ao lado dele quando as luzes forem apagadas. Valmir ainda precisa crescer nas pesquisas. Esse é o fato. Não adianta esconder. Mas também é fato que ele continua avançando sobre áreas que o governo considerava controladas. Cada novo apoio aumenta a sensação de que a eleição não será o passeio que o Palácio tenta vender.
Fábio trabalha para mostrar que já venceu. Valmir trabalha para impedir que isso aconteça. Um vende tranquilidade. O outro espalha inquietação. Um apresenta números. O outro procura votos onde eles realmente estão. Nas últimas 24 horas, Fábio ganhou a manchete. Valmir ganhou movimento. A pesquisa favoreceu o governador.
A política favoreceu o adversário. O eleitor sergipano deverá decidir entre dois estilos. Fábio aposta na estrutura, na propaganda e na força do cargo. Valmir aposta na proximidade, na estrada e no olho no olho. Fábio tem a máquina. Valmir tem vontade. Fábio aparece na frente. Valmir continua avançando. E quem comemora antes da urna pode terminar descobrindo que eleição não se ganha em postagem. Ganha-se com voto.




