Valmir chegou a Capela num momento em que cada apoio pesa, cada rua importa e cada eleitor quer saber quem aparece só para acenar e quem volta para conversar. Sukita entrou na roda com a disposição de quem não pretende ficar assistindo à festa pela janela. Na live de sexta-feira, chamou Valmir de futuro governador e prometeu empenho pela vitória. É declaração de aliado, claro, com todo o volume que a campanha gosta de colocar no alto falante. Mas também é um recado concreto aos adversários: em Capela, Valmir passou a contar com um grupo disposto a fazer campanha por ele.
Capela sentiu o peso político de Valmir de Francisquinho, ontem, dia 26, antes mesmo de alguém começar a contar passos na rua. Manoel Sukita e Isadora anunciaram apoio ao candidato ao governo, e Sukita prometeu colocar esforço e comunicação na campanha. Para quem conhece a política capelense, isso é mais do que uma foto de aliança: é um grupo local dizendo que vai trabalhar para fazer o nome de Valmir circular. A pisadinha ganhou parceiro de dança. Agora começa a parte que não se resolve só com música: transformar entusiasmo em voto.
Dá vontade de dizer que Valmir pisou em Capela com tanta força que a cidade inteira entrou no compasso. No palanque, essa frase funciona bonito. No jornalismo, ela precisa vir acompanhada das imagens do ato, porque a câmera próxima consegue transformar uma esquina animada numa avenida sem fim. Até aqui, não há registro verificável que permita cravar quantas pessoas participaram da pisadinha de sábado. A alegria de uma mobilização pode ser real sem precisar de uma multidão inventada. Se a campanha tiver imagem aérea, vale publicá-la com data, local e tomada ampla: aí o público vê a pisada com os próprios olhos.
A entrada de Sukita dá a Valmir uma oportunidade em Capela, e dá a Sukita uma tarefa: mostrar que o apoio anunciado na tela também mobiliza gente na rua. A política tem dessas coreografias. Primeiro vem a live, depois a caminhada e, por fim, a urna decide quem sabia mesmo acompanhar o ritmo. Valmir pode comemorar a nova aliança; seus adversários farão a conta do que ela representa. Enquanto isso, o capelense tem todo o direito de aproveitar a pisadinha e, entre um passo e outro, cobrar propostas para sua cidade. É aí que uma festa de campanha começa a demonstrar seu peso de verdade.




