O Supremo Tribunal Federal começou a julgar nesta semana um grupo de 13 acusados — entre eles generais, coronéis e um agente da Polícia Federal — por participação direta na tentativa de golpe de Estado após a vitória de Lula em 2022. E, se você acha que é exagero, saiba que os autos falam em plano de sequestro, assassinato e chantagem para dobrar o Alto Comando do Exército.
Golpe não é mais hipótese. É acusação formal. Com nome, farda e CPF.
Quem são os acusados?
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) divide os participantes do complô em núcleos. O grupo atual — o chamado “núcleo 3” — seria o responsável por executar o golpe, usando a força das armas e do prestígio dentro das Forças Armadas para dar verniz de legitimidade ao crime.
Aqui estão os envolvidos:
- General Estevam Theophilo
- General Nilton Diniz Rodrigues
- Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto
- Coronel Fabrício Moreira de Bastos
- Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior
- Tenente-Coronel Cleverson Ney Magalhães
- Tenente-Coronel Hélio Ferreira Lima
- Tenente-Coronel Rafael Martins de Oliveira
- Tenente-Coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo
- Tenente-Coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior
- Tenente-Coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
- Tenente-Coronel Wladimir Matos Soares (agente da PF infiltrado no grupo)
Todos são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Sim, os três crimes estão na mesa do STF.
O plano golpista: PowerPoint, tanques e sequestro
Segundo as investigações, o grupo elaborou um plano detalhado para sequestrar o ministro Alexandre de Moraes, anular o resultado das eleições e prender adversários políticos sob pretextos “legais”. Tudo isso com apoio logístico de parte das Forças Especiais e expectativa de adesão do Alto Comando do Exército.
E você aí achando que golpe militar era coisa do passado…
Quem deixou chegar a esse ponto?
É aqui que a coisa complica: esses militares atuavam dentro da estrutura oficial do Estado, muitos com cargos de comando ou ligação direta com o Palácio do Planalto. Nenhum alarme tocou? Nenhuma chefia percebeu? Nenhuma alta patente freou a insanidade?
Ou seja: o Brasil não escapou do golpe por força institucional, mas por sorte. Ou por cálculo político.
O STF quer mostrar força. Mas vai até o fim?
O Supremo tem sido protagonista da reação democrática desde a ascensão do bolsonarismo. Mas é bom lembrar: foi também leniente quando o discurso golpista ainda era “só retórica”. Agora, com provas, prints e áudios no processo, a Corte tem a chance — e a obrigação — de dar um basta institucional.
Mas uma dúvida paira: o STF vai até o final ou vai aliviar pra manter a “estabilidade”?
O silêncio que fala alto: cadê os generais?
A pergunta que ninguém faz em Brasília, mas que o povo quer saber: por que o Alto Comando das Forças Armadas não denunciou o golpe quando ele estava sendo tramado nos quartéis?
O que se viu foi um silêncio conveniente. Quase cúmplice. Uma omissão que, se não for investigada, deixa a porta aberta para o próximo delírio autoritário com farda e saudade da ditadura.
O julgamento não é sobre o passado. É sobre o que pode se repetir.
Se o STF não for exemplar nesse julgamento, estará dizendo para toda a caserna e seus entornos políticos que o crime compensa — desde que venha fardado e sorridente.
Não há espaço para meias palavras. Ou a democracia se defende com firmeza, ou ela será apenas uma palavra bonita em discursos cívicos.
🗣️ O que você acha: o STF vai ter coragem de condenar os golpistas ou vai passar pano institucional?
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Fontes Principais:
- STF (Supremo Tribunal Federal)
- PGR (Procuradoria-Geral da República)
- UOL Notícias
- Estadão
- Agência Brasil




