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TRE de Sergipe dá tapa com luva de pelica em Sukita: R$ 30 mil por fake news eleitoral

A justiça tarda, mas quando acerta, dói no bolso. Foi o que sentiram Manoel Sukita e sua filha Isadora, recém condenados pelo TRE de Sergipe por propaganda eleitoral antecipada — e, pior, recheada de fake news. A conta? R$ 15 mil para cada um. O motivo? Um festival de acusações sem pé nem cabeça, transmitidas como se fossem jornalismo.

Acusações delirantes e um “site russo exclusivo”

Durante o programa “Jornal da Mega”, exibido no YouTube pelo canal Portal de Notícias 79 em junho de 2024, Manoel Sukita não economizou no delírio. Disse que a prefeita de Capela teria torrado R$ 27 milhões em combustível entre 2018 e 2024. De onde tirou isso? Segundo ele, de um misterioso “site russo de acesso exclusivo”.

Sim, você leu certo: site russo. Como se isso fosse atestado de credibilidade.

Mas não parou por aí. Sukita sugeriu que o combustível teria abastecido, veja só, foguetes do Elon Musk (!). E ainda aproveitou o microfone para insinuar falcatruas na gestão de 2020. Tudo isso no ar, na maior naturalidade, como se desinformar o eleitor fosse parte da cobertura eleitoral.

Liberdade de expressão não é licença para caluniar

A juíza relatora Brígida Declerc Fink foi clara: liberdade de expressão não é escudo para crime. Disse, com todas as letras, que as falas tinham o objetivo de desqualificar adversários e manipular o debate público. O Tribunal, aliás, foi unânime. Ninguém ali comprou a versão dos Sukitas.

A condenação vem como recado direto da Justiça Eleitoral: ou o jogo é limpo, ou a multa canta. E não estamos falando de troco de padaria.

Uma tentativa (fracassada) de sabotar o processo eleitoral

Num país afogado em desinformação, esse tipo de condenação deveria ser regra, não exceção. Sukita apostou alto no sensacionalismo, talvez achando que no YouTube vale tudo. Mas o TRE-SE mostrou que não: vale o que está na lei — e quem ultrapassa, paga.

O mais grave é que não se tratava de opinião. Eram “informações” fabricadas, sem qualquer embasamento, usadas para manchar reputações e desviar o foco da eleição. Pior: feitas de forma antecipada, fora do calendário legal.

E agora, Sukita?

A dupla pai e filha, agora com R$ 30 mil a menos, deve pensar duas vezes antes de tentar enganar o eleitor. O eleitor, aliás, precisa pensar também: em quem confiar, quem informa e quem só quer manipular.

E quanto aos foguetes do Elon Musk abastecidos com verba de Capela? Fica o alerta: talvez seja hora de abastecer a democracia com mais senso crítico e menos sensacionalismo barato.


Você já caiu em alguma fake news eleitoral? O que acha da decisão do TRE-SE? Comente, compartilhe e fique de olho: política se discute sim — mas com informação, não com invenção.


Fontes Principais:
TRE-SE, Fanf1, G1 Sergipe

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