Enquanto Sergipe falta tudo, sobra verba para “vender o estado” lá do outro lado do mundo
Uma comitiva liderada pelo governador Fábio Mitidieri embarcou rumo ao Oriente Médio para participar da Missão Consórcio Nordeste. O objetivo oficial? “Apresentar o potencial de Sergipe e atrair investimentos estrangeiros”. A pergunta que não cala: quanto custa essa vitrine internacional — e quem está realmente comprando?
De Dubai a Abu Dhabi, o governo estadual promete “vender Sergipe para o mundo” — mas não diz quanto está gastando pra isso. Afinal, é fácil falar de futuro quando se viaja em classe executiva. Difícil é explicar a fila no Hospital de Urgência, o atraso nas escolas ou a estagnação econômica local.
Diplomacia econômica ou vitrine de egos?
A viagem faz parte de um roteiro articulado pelo Consórcio Nordeste, com governadores e secretários tentando parecer estadistas globais por alguns dias. O governador de Sergipe, claro, entrou no pacote.
O problema é que o discurso não bate com a realidade. Enquanto se fala em “atração de investimentos” lá fora, aqui dentro o estado patina com problemas básicos: falta de infraestrutura, insegurança jurídica e baixa qualificação de mão de obra. E não adianta fazer carão em painel internacional se a casa está em ruínas.
“Sergipe é atrativo”, dizem eles
De acordo com o governo, o estado tem se destacado no setor energético e na produção de fertilizantes. Verdade. Mas até agora, nenhum investidor assinou contrato por discurso bonito em feira internacional.
É preciso mais do que um estande com logo bonito pra convencer o sheik a botar dinheiro em Aracaju. É preciso planejamento, política estável e, acima de tudo, um ambiente interno minimamente funcional. Coisa que o marketing de missão internacional não resolve.
E o custo dessa brincadeira?
Nada de detalhamento oficial até agora. Quantos foram? Quanto custou? Quem pagou as passagens? Qual o retorno estimado? Silêncio.
Enquanto isso, as fotos vão se acumulando nas redes sociais do governo — sempre com aquela pose de “fazemos parte do mundo”, ignorando que boa parte da população ainda luta pra fazer parte do mês.
O saldo real? Puro prestígio
No fim das contas, essas missões viram mais vitrine do que resultado. É a geopolítica do marketing: bonito no release, caro na prática e vazio nos efeitos concretos. Sergipe segue invisível para os grandes investidores — e o povo, invisível para o governo.
E você, o que acha? Vale investir em viagens internacionais em nome do “desenvolvimento”? Ou é mais um passeio com verba pública? Comente e compartilhe.
Você acredita que essa missão no Oriente Médio vai trazer algo real para Sergipe? Ou só serviu pra turbinar o feed da comitiva? Deixe sua opinião nos comentários e marque aquele amigo que também anda desconfiado.
Fontes principais:
Consórcio Nordeste, Governo de Sergipe, Destaque Notícias, Infonet




