PUBLICIDADE

TCE/SE: JULGAMENTOS AGITADOS, MAS UM CONSELHEIRO ROUBOU A CENA

Na maratona de julgamentos do Pleno do Tribunal de Contas de Sergipe, realizada nesta quarta-feira (5), sob a batuta da conselheira-presidente Susana Azevedo, o que não faltou foi trabalho: 40 processos e protocolos passaram pelo crivo da Corte, envolvendo de denúncias a prestações de contas de prefeitos e secretários. Mas entre tantos votos, pareceres e canetadas, quem mais chamou a atenção foi o conselheiro Luiz Augusto Ribeiro. Com sua fala direta, posicionamento técnico e serenidade cirúrgica, ele foi o destaque da sessão.

FLÁVIO CONCEIÇÃO BATE O MARTELO E MULTA GESTORES DE ILHA DAS FLORES – O conselheiro Flávio Conceição foi direto ao ponto: denúncia procedente contra a Prefeitura de Ilha das Flores por falhas no pagamento de professores aposentados. A punição? Multa de R$ 10 mil e encaminhamento do caso ao Ministério Público. E não parou por aí: ele também relatou as contas do Ipesaúde (2019), aprovadas com ressalvas e multa de R$ 3 mil. Sem rodeios, Flávio mostrou que o rigor com o dinheiro público não tira férias.

LUIZ AUGUSTO APROVA CONTAS DO FUNDO DA INFÂNCIA DE ARACAJU – Com voto firme, o conselheiro Luiz Augusto Ribeiro deu sinal verde para as contas de 2016 do Fundo da Criança e do Adolescente de Aracaju. O Pleno acompanhou de forma unânime. Quando a pauta é infância, o controle é total.

LUIS ALBERTO PASSA O PENTE FINO NAS CONTAS DE TRÊS ÓRGÃOS – O conselheiro Luis Alberto Meneses não poupou análise: Tobias Barreto (2021) teve as contas aprovadas com ressalvas e recomendações; A Secretaria de Turismo (2023) escapou com contas regulares, mas sob determinações; O Fundo de Saúde de Itabaiana (2021) fechou a rodada com selo de regularidade. Luis Alberto mostrou que aprovar não é sinônimo de relaxar — o foco é qualidade na gestão pública.

FELIZOLA ANALISA CINCO MUNICÍPIOS E PUXA AS RÉDEAS NAS RECOMENDAÇÕES – Com olhos atentos, o conselheiro José Carlos Felizola deu seu parecer pela aprovação das contas de 2021 da Prefeitura de Campo do Brito. Já Pacatuba (2021) e Cedro de São João (2023) levaram ressalvas e recomendações no pacote.
E ele foi além: julgou regulares com ressalvas as contas do Fundo de Saúde de Indiaroba (2022) e do Fundo de Assistência Social de Ilha das Flores (2023). Felizola reforça: quem cuida de gente precisa cuidar das contas também

Uma resposta

  1. O conselheiro José Carlos Felizola “analisou” contas de cinco municípios e, como de costume, tudo terminou em aprovação com ressalvas. Campo do Brito passou direto, e os demais Pacatuba, Cedro de São João, Indiaroba e Ilha das Flores levaram recomendações, como se isso bastasse diante de qualquer indício de má gestão. A pergunta que não quer calar é: se fosse encontrada alguma coisa realmente errada, haveria punição ou só mais uma nota de rodapé no diário oficial? O discurso de “quem cuida de gente precisa cuidar das contas” soa bonito, mas sem responsabilização real, vira só frase de efeito. Fica a sensação de que, no fim, tudo se resolve no tapinha nas costas e no famoso “não volte a fazer isso”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *