O que era pra ser um passeio turístico sobre os cânions virou tragédia nacional. Nesta sexta-feira, 21 de junho de 2025, um balão com 21 pessoas a bordo pegou fogo em pleno voo e caiu em Praia Grande, no extremo sul de Santa Catarina — região conhecida pelo marketing turístico como a “Capadócia brasileira”. O resultado: oito mortos, treze feridos e um país inteiro se perguntando como isso foi possível.
Tragédia no ar: o que se sabe
Segundo o piloto, o incêndio teria começado no cesto do balão, possivelmente após o acionamento de um maçarico de emergência. Ao perceber as chamas, ele ordenou que os passageiros saltassem. Treze conseguiram pular antes que o balão voltasse a subir, ainda em chamas, e despencasse logo depois. Oito pessoas morreram no impacto — algumas, carbonizadas.
As vítimas estavam em um voo turístico de rotina, em uma manhã com clima estável, céu limpo e sem vento. Ou seja: não dá pra colocar a culpa na natureza.
Praia Grande: do paraíso ao pesadelo
O município virou referência em voos turísticos por balão, atraindo visitantes do Brasil inteiro para sobrevoar os imensos cânions da região sul. Em junho, com as festas juninas e o clima propício, o balonismo costuma bombar. Só que agora, a mesma imagem dos balões coloridos virou símbolo de luto e indignação.
Investigações em andamento
ANAC, CENIPA, Polícia Civil e Ministério Público já estão apurando o que causou o incêndio e por que o equipamento falhou tão gravemente. A empresa responsável pelo passeio ainda não se pronunciou oficialmente.
Enquanto isso, familiares das vítimas exigem respostas. Quem fiscaliza essas empresas? Que tipo de manutenção os balões recebem? Existe plano de emergência ou todo mundo sobe na sorte?
Reações políticas
O governador Jorginho Mello se manifestou afirmando que o governo estadual está prestando todo o apoio necessário às vítimas e às famílias. O presidente Lula também lamentou o ocorrido e colocou o governo federal à disposição para auxiliar nas investigações e atendimentos.
Mas a solidariedade, por mais importante que seja, não apaga a pergunta que mais incomoda: quantas tragédias precisam acontecer até que se leve a sério a segurança do turismo radical no Brasil?
Turismo de risco ou negligência disfarçada?
Essa não é a primeira vez que o balonismo entra no radar das tragédias. E provavelmente não será a última, se nada mudar. O problema é simples: vendem a experiência como algo mágico, quase cinematográfico — mas esquecem de avisar que não há plano B se tudo der errado.
Até quando vamos aceitar que “fatalidades” como essa sejam normalizadas?
O que você acha: precisa suspender os voos de balão até que haja garantias reais de segurança? Acha que há fiscalização suficiente nesse tipo de turismo? Comente, compartilhe e entre no debate.
Fontes principais
- Corpo de Bombeiros de Santa Catarina
- Governo do Estado de SC




