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Câmara responde ao ataque de Arthur do Val

O pequeno expediente desta terça-feira parecia começar morno, mas bastou o nome Arthur do Val ecoar para transformar a Câmara Municipal de Aracaju em um verdadeiro ringue político. Vereadores, de todos os espectros, se uniram em um coro raro de indignação contra as falas xenofóbicas do ex-deputado — aquele mesmo cassado por declarações sexistas sobre mulheres ucranianas. Foi mais que repúdio, foi desabafo coletivo, com direito a broncas, ironias e promessas de Justiça. Teve vereador lembrando orgulho sergipano, cobrando obras e até dando lição de moral em banco ganancioso. E quem comandou o tom firme? Ricardo Vasconcelos, o presidente da Casa, que puxou a fila do protesto com a autoridade de quem sabe que Sergipe não aceita ser chamado de “chimpanzil”.

Ricardo Vasconcelos: o maestro que botou ordem na casa e deu voz ao povo – Se tinha alguém que não ia engolir calado as ofensas de Arthur do Val, esse alguém era Ricardo Vasconcelos (PSD). O presidente da Câmara não apenas desceu o tom grave, ele ligou o megafone: chamou Arthur de “deputado cassado com histórico que depõe contra ele” e prometeu Justiça. “Aqui ninguém vai aceitar ser tratado como chimpanzil”, cravou. E não ficou só no discurso: já articulou moção de repúdio e acionamento do Ministério Público. Resultado? A Câmara saiu do pequeno expediente com cara de “expediente de guerra”. E, convenhamos, é bom ter um presidente que não titubeia quando o assunto é defender Sergipe.

Anderson de Tuca: indignado e com a chuteira na mão – Primeiro a falar, Anderson de Tuca (União Brasil) não economizou indignação. Chamou Arthur de “sem escrúpulos”, lembrou que o ex-deputado já foi desrespeitoso com as mulheres da Ucrânia e cobrou que ele responda criminalmente. Mas Anderson é multifunção: saiu do tema xenofobia direto para o futebol, pedindo emendas para Confiança e Sergipe. “Respeito começa no campo também”, disse, quase convocando torcida organizada para a sessão.

Joaquim da Janelinha: de olho no gol e nas obras paradas – Joaquim da Janelinha (PDT) entrou na partida dando carrinho duplo: defendeu o repasse para o Sergipe e elogiou Milton Dantas pela Copa das Comunidades, “campeonato que abraça gente e revela talentos”, afirmou. Mas Joaquim não esquece o básico: cobrou a Emurb sobre obras paradas no Paraíso do Sul. “Tem rua pela metade, e o povo não joga em campo de areia”, ironizou.

Levi Oliveira: orgulho sergipano com troco bem dado – Levi Oliveira (PP) foi direto no contra-ataque: “Arthur não merece ibope, mas merece resposta”. E que resposta! Citou Eliza Feitosa, sergipana que brilhou no Domingão do Huck e faturou R$ 500 mil, como exemplo do “povo forte e inteligente que Sergipe tem”. Levi ainda jogou confete (merecido) na Fundat pela nova unidade de qualificação no Santa Maria: “Emprego é a melhor política social, e isso é dar dignidade sem esmola”, frisou.

Lúcio Flávio: esperança no Santa Maria e puxão de orelha nos ‘adolescentes da política’ – Com aquele jeito professoral, Lúcio Flávio (PL) agradeceu a prefeita Emília e a presidente da Fundat, Melissa Rollemberg, pela nova unidade de qualificação: “Isso é futuro, não assistencialismo”. Mas quando falou de Arthur, foi ácido: “Tenho medo de adolescente na política querendo dar aula de políticas públicas. Xenofobia não é opinião, é crime”.

Miltinho Dantas: futebol, banco e bronca nos banqueiros – Miltinho Dantas (PSD) agradeceu os elogios à Copa das Comunidades, mas não poupou os bancos: mostrou vídeo de um idoso quase passando mal em fila e lembrou da Lei dos 15 minutos. “Ganância de banqueiro mata mais rápido que cartão de crédito vencido”, disparou.

Pastor Diego: sermão na tribuna – Pastor Diego (União Brasil) foi direto, quase em tom de homilia: “Arthur perdeu o mandato por falta de caráter e continua com o mesmo comportamento”. Disse com todas as letras: “Preconceito é pecado, e ele vai colher o que plantou”.

Professora Sonia Meire: aula de cidadania e dedo na ferida das terceirizadas – Sonia Meire (PSOL) chamou a fala de Arthur do Val de “crime contra o povo nordestino” e aproveitou para virar o holofote: denunciou as empresas Estrela e Multiserv por não pagarem rescisões trabalhistas. “Falta de respeito com o trabalhador também é crime, e desses o Ministério Público precisa cuidar já”, concluiu

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