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Resumão da Câmara de Aracaju: plenário com cara de reality show político

Hoje, na Câmara de Aracaju foi digna de temporada nova de série política: teve vereador sacando raquete de beach tennis, outro agradecendo seguidor de Instagram, professor dando aula magna de História, pastor misturando CPI com sermão e parlamentar denunciando lama, esgoto e ônibus quebrado como se fossem vilões de novela mexicana.

De um lado, discursos inflamados e denúncias que fariam inveja a qualquer CPI; do outro, homenagens, parabéns e agradecimentos dignos de influencer em live. Entre projetos aprovados, cutucadas na Iguá, críticas ao transporte e defesas da soberania nacional, o plenário virou palco de tudo ao mesmo tempo agora, com humor involuntário, drama declarado e pitadas de ironia que nem roteirista ousaria escrever.

Anderson de Tuca vira “coach” do turismo esportivo – O vereador Anderson de Tuca (União Brasil) entrou em quadra logo cedo. Sacou com força: Campeonato Mundial de Beach Tennis em Aracaju. “Evento mundial, gratuito, transmitido pro planeta inteiro e que ainda trouxe gringo gastando em hotel, barzinho e Uber.” Não satisfeito, ainda comemorou a vitória do Confiança como se fosse gol de final. Anderson defendeu emendas impositivas como o “patrocínio oficial” do futebol sergipano. Turismo esportivo é a bola da vez, e ele jura que Sergipe pode jogar na Champions da economia.

Binho agradece seguidor como quem agradece voto – Enquanto alguns puxam briga com empresa de saneamento, Binho (Podemos) fez live no plenário sem abrir o Instagram: agradeceu aos 7 mil seguidores que abastecem sua caixa de entrada com demandas de bairro. De quebra, distribuiu parabéns: um pra mãe de Sargento Byron, outro pra jornalista Magna Santana. Virou festa de feed no Pequeno Expediente.

Camilo Daniel mete água na Iguá – Camilo Daniel (PT) não quis saber de parabéns: partiu logo pro embate com a Iguá. Criticou a privatização da Deso, lembrou que era a empresa mais lucrativa do Estado e atirou: “Desde que a Iguá entrou, só falta darem falta d’água até em reunião da própria empresa”. Resultado: uma tsunami de denúncias ecoando no plenário.

Fábio Meireles: praça abandonada e poda esquecida – Vídeo na tela, indignação na fala: Fábio Meireles (PDT) mostrou que os moradores do Soledade tiveram que virar jardineiros e faxineiros de praça. “As mulheres se juntaram e limparam tudo, mas não dá pra podar árvore com tesoura de unha.” Ele pediu socorro à Emsurb. Depois ainda cutucou o Tesouro Nacional que trava os ônibus novos. Resumindo: sem poda, sem ônibus e com muito improviso.

Iran Barbosa, professor de História em aula magna – O PSOLista Iran Barbosa transformou o plenário em sala de aula no Dia do Historiador. Falou de democracia, soberania, memória coletiva e deu aquele aviso de professor severo: “Quem tenta apagar o passado quer controlar o futuro.”
Citou Joaquim Nabuco, bibliotecas, institutos, professores perseguidos… e deixou claro: sem História, o Brasil repete de ano.

Joaquim da Janelinha joga em dupla com Anderson – Joaquim da Janelinha (PDT) surfou na mesma onda do beach tennis e lembrou que foi cobrado por Anderson pra liberar emendas. Segundo ele, o Confiança agradeceu cada centavo. No fim, ainda mandou recado pra Emsurb sobre a feira livre nos bairros Areia Branca e 17 de Março. De raquete na mão e feira no bolso, Janelinha virou vereador multitarefas.

Levi Oliveira e a saga da lama infinita – Levi Oliveira (PP) visitou comunidades e voltou de bota suja. No Recanto dos Cajueiros, 15 ruas atoladas há 20 anos. Pediu pavimentação, saneamento e drenagem no Santa Maria, onde moradores precisam de balde como “equipamento oficial de defesa civil caseira”. O tom foi de clamor: “Queremos dignidade, não lama como herança.”

Pastor Diego mistura CPI, fé e obras sociais – Pastor Diego (União Brasil) pregou no microfone lembrando a audiência sobre doenças neuroimunológicas, depois abriu a Bíblia parlamentar e falou da CPI da SMTT, que investiga mais de R$ 135 milhões em multas. No mesmo fôlego, defendeu Silas Malafaia contra o STF, comemorou a ordem de serviço do CREAS e exaltou projetos sociais como passe livre e óculos para crianças. Diego virou um mix de CPI, culto e ação social.

Professora Sônia Meire entra com megafone – A vereadora (PSOL) chegou indignada. Cobrou redução da jornada de trabalho, defendeu educadores no SIMDIPEMA, atacou proselitismo religioso e meteu bronca no transporte público. Mostrou vídeo de cadeirante sem acesso a ônibus e ainda chamou de “retrocesso estúpido” a tentativa da gestão de acabar com o consórcio de transporte. No final, sobrou até pro aumento do subsídio: “Populismo caro e ilegal”, disparou.

Ricardo Vasconcelos denuncia crime ambiental debaixo do nariz – Vídeos de tubulação, esgoto em canais, rios e manguezais. Ricardo Vasconcelos (PSD) não economizou nas imagens e disparou: “É crime ambiental que mata aratu, siri e caranguejo.” Citou órgãos e cobrou providências. Se fosse série de streaming, o episódio de hoje se chamaria: ‘Aracaju, esgoto sem cortes’.

Projetos aprovados: da cultura à luta contra ladrão de fio – A Câmara aprovou sete projetos de lei. Destaques: Joaquim da Janelinha batizou centro cultural e exigiu lixeiras nos estacionamentos; Elber Batalha quer placas informativas nos ônibus e laudos de vistoria abertos pro público. Elber também criou o selo “Aju Emprega + Mulher”, que premia empresas que contratam mulheres em vulnerabilidade. Palhaço Soneca acordou pra combater furto e receptação de fios, cabos e até lâmpadas de LED; Anderson de Tuca conseguiu nomear rua na Farolândia. Resumo: aprovaram de batismo de rua a combate a ladrão de fio — a Câmara virou mix de cartório, RH e delegacia.

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