Lula e Trump trocam críticas e acenos na Assembleia Geral da ONU
O primeiro dia da Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro de 2025, foi marcado por discursos de forte tom político e trocas de mensagens indiretas — e diretas — entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Democracia, sanções internacionais, soberania e temas globais como Gaza e meio ambiente dominaram a pauta.
O discurso de Lula: defesa da democracia e críticas a sanções
Abrindo o debate geral, Lula afirmou que os princípios fundadores da ONU estão ameaçados e criticou a ascensão de políticas unilaterais e sanções arbitrárias, em referência indireta ao governo de Trump:
“O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder, atentados à soberania, sanções arbitrárias. E intervenções unilaterais estão se tornando regra” (Agência Brasil).
O presidente também usou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF como exemplo para reforçar a posição do Brasil em defesa da democracia:
“Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e àqueles que os apoiam. Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela” (G1).
No campo internacional, Lula destacou o conflito em Gaza, condenando o que chamou de “genocídio dos palestinos”, ao mesmo tempo em que defendeu o direito de existência de Israel e Palestina (Gazeta do Povo).
O discurso de Trump: críticas à ONU e ao Brasil
Trump, que falou em seguida, concentrou-se em atacar a atuação da ONU e exaltar realizações de seu governo:
“A ONU tem grande, grande potencial. Mas não está nem perto desse potencial” (Agência Brasil).
Ele afirmou ter encerrado sete guerras e ironizou dizendo que deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Ao falar sobre o Brasil, criticou tarifas e acusou o governo de “censura, repressão, uso político das instituições, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos” (G1).
Apesar das críticas, Trump também elogiou Lula:
“Lula é um homem muito agradável, tivemos uma química excelente durante nosso breve encontro” (CNN Brasil).
O ex-presidente dos EUA ainda reforçou sua agenda ambiental e migratória, ironizando a energia eólica e reiterando políticas de restrição à imigração (G1).
O que ficou evidente nos discursos
Enquanto Lula ressaltou a defesa da democracia brasileira e criticou medidas unilaterais, Trump mirou na ONU e atacou pontos da política brasileira. As falas, no entanto, tiveram espaço para acenos pessoais. De um lado, críticas sobre sanções e autoritarismo; de outro, elogios à “química” entre os dois líderes.
O contraste reforça o cenário de tensionamento entre Brasil e Estados Unidos, mas também aponta para a tentativa de diálogo bilateral.
O que você achou dos discursos de Lula e Trump na ONU? As críticas e elogios podem abrir espaço para maior diálogo ou apenas reforçam o conflito? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe este conteúdo.
Fontes Principais
Agência Brasil, G1, CNN Brasil, BBC, Gazeta do Povo, Poder360.
Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.