PUBLICIDADE

Editorial: A volta do Mestre: Luiz Mitidieri assume a Casa Civil e dá norte à reta final de Governo

Fábio Mitidieri deu um recado claro: na reta decisiva da sua gestão, quer menos improviso e mais resultado. E ninguém melhor para simbolizar esse novo momento do que Luiz Antônio Mitidieri, seu pai, ex-deputado estadual por seis mandatos, médico respeitado e, acima de tudo, um homem de palavra.

Ao convidar Luiz Mitidieri para assumir a Secretaria de Estado da Casa Civil, um dos cargos mais estratégicos do Executivo, o governador não fez um gesto de conveniência familiar. Fez uma escolha técnica, política e emocionalmente simbólica. Sai Jorginho Araújo, que cumpriu seu papel com dignidade, mas que agora se volta a pensar em sua reeleição em 2026. Entra Luiz Mitidieri, um nome que une a classe política, tranquiliza aliados e impõe respeito até entre adversários.

Estamos falando de um homem que conhece os bastidores da política sergipana como poucos. Luiz não é apenas ex-parlamentar. Ele é uma espécie de oráculo da governabilidade, uma figura que carrega décadas de história, de votos, de costuras silenciosas e de decisões firmes, sempre com um “sim” que vale como contrato e um “não” que ninguém ousa contestar. Homens assim não se fabricam: se forjam com o tempo, a coerência e a confiança coletiva.

A entrada de Luiz Mitidieri na Casa Civil representa o que faltava ao governo: peso político, maturidade institucional e, principalmente, tato no trato. É, sim, uma nova bússola. Se antes a Casa Civil era operacional, agora volta a ser articuladora, como deve ser. E essa guinada não chega por acaso: ela vem a 12 meses da eleição, quando Fábio precisa consolidar sua imagem de líder estadual, não apenas de gestor.

Vamos ser claros: Luiz Mitidieri não queria cargo. Saiu da política formal por escolha própria. Foi cuidar dos seus empreendimentos, da família, dos netos. Deu espaço para o filho brilhar por mérito próprio, sem cabresto nem sombra. Mas agora, convocado num momento crítico, volta ao jogo com a serenidade de quem sabe jogar e o compromisso de quem tem o nome a zelar. E nome, aliás, é o maior patrimônio que ele possui. E que patrimônio.

Essa nomeação carrega ainda outro mérito: o da reconciliação com a política como espaço de escuta. Luiz não vai à Casa Civil para mandar. Vai para ouvir, costurar, distensionar, congraçar. E isso, num tempo de egos inflamados e vaidades em brasa, é quase um ato de rebeldia civilizada.

Sim, Jorginho Araújo teve seu valor. Foi soldado leal, guerreiro técnico. Mas faltou-lhe o tato político que só os velhos mestres possuem. A transição não é um rebaixamento, é uma evolução da engrenagem. E Fábio acertou em cheio ao perceber que, para cruzar a linha de chegada com vigor, precisava de alguém que conhecesse o caminho com os olhos fechados.

Não é nepotismo, é estratégia. Não é favorecimento, é inteligência política. Se todos os filhos tivessem pais com o preparo, a ética e a trajetória de Luiz Mitidieri, a política brasileira respiraria aliviada.

Portanto, é bola dentro. De trivela. No ângulo. Luiz Mitidieri não é só o pai do governador. É o braço político que faltava para ajustar o prumo do governo e pavimentar, com estabilidade e inteligência, o caminho da reeleição. Agora, a Casa Civil tem voz firme, ouvidos atentos e uma mão amiga para conduzir os próximos passos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *