Advogada sergipana com quatro décadas de dedicação ininterrupta ao Direito, Ana Lúcia Souza Alves representa a maturidade institucional que se constrói na prática diária da advocacia, na vivência nos Tribunais e na entrega contínua ao serviço público. Formada em 1985 na primeira turma da Universidade Tiradentes, trilhou uma carreira marcada pela ética, pela responsabilidade institucional e por uma atuação múltipla, sólida e coerente ao longo dos anos. Com experiência nas áreas Cível, Família e Sucessões, Trabalhista, Criminal, Consumerista, Militar e Administrativo, além de ter exercido dois mandatos no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (como juíza titular e, posteriormente, substituta) — Ana Lúcia traz para o Quinto Constitucional um perfil que combina técnica, serenidade e profundo senso de Justiça. É candidata ao Quinto Constitucional da Advocacia com o número 20, e apresenta a seguir sua entrevista exclusiva ao Portal Fausto Leite.
Portal Fausto Leite: Qual a sua compreensão sobre a função constitucional do Quinto e de que forma essa representação fortalece a harmonia entre os Poderes e a democracia em Sergipe?
Ana Lúcia Souza Alves: “Vejo o Quinto Constitucional como uma forma de levar ao Tribunal uma visão mais próxima do dia a dia da advocacia e da sociedade. O advogado que chega ao Tribunal carrega a experiência de quem lida com as dificuldades reais do cidadão e com as angústias que envolvem um processo judicial. Essa vivência ajuda a equilibrar a atuação dos Poderes e fortalece a democracia, porque amplia o olhar dentro da própria Justiça. Acredito que essa presença contribui para decisões mais humanas, mais conectadas com a vida concreta das pessoas.”
Portal Fausto Leite: Caso chegue ao Tribunal, quais critérios pretende adotar para manter imparcialidade e independência em julgamentos de alta sensibilidade política, econômica ou institucional?
Ana Lúcia Souza Alves: “ A imparcialidade é um compromisso que carrego desde o início da minha trajetória. Quando atuamos na vida pública, aprendemos que decisões importantes só podem ser tomadas com serenidade, técnica e distância de interesses externos. Minha postura será sempre a mesma: fundamentar claramente cada decisão, agir com absoluta independência e manter uma coerência que permita ao cidadão entender que o julgamento não se dobra a pressões políticas, econômicas ou de qualquer natureza. Meu compromisso é com a Justiça e apenas com ela.
Portal Fausto Leite: Quais propostas concretas pretende defender para aproximar o Judiciário do cidadão e modernizar a entrega da Justiça em Sergipe?
Ana Lúcia Souza Alves: O cidadão quer um Judiciário que funcione, que explique, que atenda e que resolva. Acredito muito na combinação entre tecnologia e sensibilidade humana. Quero contribuir para ampliar o balcão virtual, facilitar atendimentos, dar mais transparência aos atos e modernizar o sistema processual para reduzir a demora. Também considero essencial fortalecer o interior do Estado, porque a Justiça precisa chegar a todos, não apenas a quem vive na capital. O Judiciário deve ser compreensível e acessível, e isso exige diálogo,
Portal Fausto Leite: O Quinto Constitucional é frequentemente alvo de críticas sobre influência política. Como responde a essas preocupações e como pretende blindar sua atuação?
Ana Lúcia Souza Alves: “Entendo essa crítica, porque a sociedade espera e deve esperar um Judiciário completamente isento. Mas minha trajetória inteira fala mais alto do que qualquer discurso: sempre atuei com independência e ética, em todos os espaços por onde passei. Sei que, no Tribunal, devo seguir o mesmo caminho. O Quinto pode ser um instrumento extraordinário de pluralidade e democracia, desde que a pessoa que o representa esteja comprometida unicamente com o que é justo. E esse é o compromisso que levo comigo.
Portal Fausto Leite: Qual experiência profissional considera mais marcante e que melhor demonstra sua capacidade de contribuir para o Tribunal de Justiça? E que legado pretende deixar?
Ana Lúcia Souza Alves: A experiência mais marcante da minha vida profissional foi ter servido ao Tribunal Regional Eleitoral por dois mandatos. Ali aprendi, diariamente, a importância de decidir com equilíbrio, responsabilidade e consciência de que cada decisão afeta vidas e fortalece, ou fragiliza, a democracia. Levo comigo essa maturidade.
Se chegar ao Tribunal de Justiça, quero deixar um legado de humanidade, de diálogo e de respeito. Quero ser lembrada como alguém que ajudou a tornar a Justiça mais célere, mais moderna e, sobretudo, mais próxima das pessoas. A Justiça existe para servir, e essa será sempre a minha prioridade.
Na simbólica Floresta dos Bichos, Ana Lúcia é representada pela Abelha, ser de inteligência coletiva, organização impecável e disciplina natural, capaz de transformar trabalho em vida. A abelha simboliza construção constante, cooperação, responsabilidade, eficiência, sabedoria aplicada e o equilíbrio entre força e delicadeza, além da capacidade de polinizar, conectar e fazer florescer tudo ao seu redor. Assim também é Ana Lúcia: sua trajetória foi edificada tijolo por tijolo, dia após dia, em uma disciplina silenciosa que produz resultados concretos. Nos Tribunais e na advocacia, ela se destaca não por buscar holofotes, mas por construir. Sua candidatura ao Quinto Constitucional é, antes de tudo, um voo consciente, firme, organizado e guiado pelo instinto de servir com ética, técnica e humanidade.




