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Pré-Caju segura é aqui

Se existe algum momento do ano em que Sergipe resolve dar uma aula pública de organização, civilidade e alegria, tudo ao mesmo tempo, esse momento atende pelo nome de Pré-Caju. E antes que algum cético de plantão tente reduzir a festa a “aglomeração com trio elétrico”, vale observar o que de fato aconteceu: uma coreografia quase cirúrgica entre governo, segurança e povo. Nada mal para um estado pequeno que, no mapa, parece miúdo, mas na prática se comporta como gente grande.

O governador Fábio Mitidieri, aliás, merece aplauso sem cerimônia. E não é bajulação gratuita: é reconhecimento objetivo de quem resolveu tratar turismo não como enfeite de plano de governo, mas como setor estratégico. Mitidieri colocou dinheiro, articulou gente, puxou responsabilidade para si e fez o básico que poucos fazem: planejou. Resultado? Um Pré-Caju que movimenta economia, traz gente de fora, levanta autoestima e ainda serve de vitrine para mostrar que Sergipe não está para brincadeira quando o assunto é organização pública.

E falar do Pré-Caju sem citar Fabiano Oliveira seria quase crime editorial. O homem é mais que idealizador; é patrimônio afetivo. Ele transformou o evento numa espécie de “democracia dançante”, onde quem paga camarote se mistura com quem está na pipoca, e quem sai do bloco abraça quem ficou de fora. É a prova empírica de que festa boa não precisa de segregação, basta ter gestão.

Mas nada disso funcionaria se a segurança não fosse o que foi: impecável. E aí entra a figura de João Eloy, comandante da operação e responsável por sincronizar tecnologia, inteligência policial e equipe humana como se estivesse regendo uma orquestra. O que se viu não foi improviso; foi estratégia. O número de ocorrências despencou, o clima permaneceu leve e, talvez o mais espantoso para quem acompanha eventos pelo Brasil, a sensação de tranquilidade foi real, não marketing.

Não dá para ignorar o trabalho conjunto da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e SAMU. Cada qual no seu quadrado, sem estrelismo, fazendo exatamente aquilo que o cidadão espera e raramente vê: presença, eficiência, prontidão.

E enquanto isso, Sergipe reafirma sua reputação de Estado seguro, especialmente nas áreas turísticas. Reputação essa construída com rotina, planejamento e política pública, não com discurso vazio. Enquanto em outros lugares o cidadão pensa duas vezes antes de sair à noite, aqui o sergipano circula pela Orla, tira foto no Caranguejo, vai Pastel Sol e no bar do Cabeça, pega ônibus, pega Uber, anda com celular na mão. Parece pouco? No Brasil atual, isso é quase um privilégio escandinavo.

O Pré-Caju deste ano não foi apenas uma festa. Foi uma demonstração prática de como o poder público, quando trabalha direito, não precisa de discurso inflamado nem de pirotecnia ideológica. Bastam organização, responsabilidade e gente competente no lugar certo. E nisso, Fábio Mitidieri, Fabiano Oliveira e João Eloy entregaram um serviço digno de aplauso, aquele aplauso sincero, não o que vem amassado em cartilha eleitoral.

Sergipe viveu uma festa bonita, segura e democrática. Uma festa que o Brasil poderia olhar com mais atenção. Porque, convenhamos, alegria com segurança é coisa rara. E quando aparece, merece ser celebrada, no trio, na pipoca e na crônica jornalística.

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