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Kitty Lima e o voto da causa animal no teste de 2026

Kitty Lima voltou à Assembleia Legislativa em janeiro de 2025, ocupando a vaga deixada por Dr. Samuel Carvalho, eleito prefeito de Nossa Senhora do Socorro. Ela já tinha sido deputada estadual entre 2019 e 2023, eleita em 2018 com 18.008 votos, e em 2022 ficou como suplente pelo Cidadania, com 15.168 votos. Hoje, aparece oficialmente na Alese pelo PSB, depois de uma trajetória marcada pela causa animal, pela militância urbana e por uma presença forte nas redes sociais. É aquela figura que parece “quietinha”, simpática, fala mansa, mas quando o assunto é bicho, maus-tratos e abandono, vira uma onça de plenário com microfone na mão. 

O mandato dela tem uma marca muito clara: proteção animal, saúde pública, meio ambiente e dignidade social. Em 2025, Kitty aprovou um pacote expressivo de leis ligadas à causa animal, incluindo normas sobre cadastro estadual de animais domésticos, selo para estabelecimentos amigos dos animais, Maio Amarelo Animal, vedação de limitação arbitrária de animais em residências e proibição de nomeação de pessoas condenadas por maus-tratos para cargos comissionados. Também articulou recursos para políticas de castração, vacinação, atendimento veterinário gratuito e apoio a ONGs e protetores independentes. Para quem achava que causa animal era só “miado de rede social”, Kitty transformou a pauta em orçamento, lei e cobrança pública. 

Nas comissões, Kitty ocupa espaços relevantes: é vice-presidente da Comissão de Legislação Participativa e membro das comissões de Ciência, Tecnologia e Informática e de Economia, Finanças, Orçamento e Tributação. Antes disso, também passou pelo Conselho de Ética, Segurança Pública e outras estruturas da Casa. O ponto político mais sensível foi sua ida para a vice-liderança do Governo Fábio Mitidieri, depois de ter construído parte da carreira em campo mais oposicionista. Ela respondeu às críticas dizendo que não estava perdendo coerência e que sua relação com Fábio sempre foi respeitosa. Para aliados, foi maturidade política. Para críticos, foi aquela conversão que em Sergipe o povo chama de “mudou de banco na missa, mas jura que continua rezando igual”. 

Por isso, a candidatura de reeleição de Kitty Lima deve ser observada com atenção pelo eleitor sergipano. Ela tem pauta própria, boa comunicação, identidade pública e resultados concretos na causa animal, área em que conseguiu sair do discurso e entrar na política pública. Mas também carrega cobranças: precisa mostrar que sua aproximação com o governo aumentou entrega e não apenas conforto político; e precisa provar que seu mandato fala também para além da proteção animal, alcançando saúde, assistência, meio ambiente e vida urbana. Kitty é simpática, bem avaliada em sua bolha e voltou à Alese com energia. Agora, a urna perguntará se ela é apenas a deputada dos animais ou uma parlamentar completa, capaz de transformar afeto, causa e voto em entrega real para Sergipe.

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