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A raiz conversa com a raiz: Valmir ouve professores e policiais

Na sede do Sintese, em Aracaju, Valmir de Francisquinho encontrou professores em greve e assinou uma carta de compromisso com o magistério. Disse a eles: “Não é possível admitir que quem constrói o futuro de Sergipe precise ir às ruas para cobrar o que a lei e a Justiça já determinaram”. A frase tem o peso de quem ouviu uma categoria cansada de repetir a mesma cobrança. Professor sai cedo de casa, prepara aula, enfrenta sala cheia e ainda precisa ir à rua pedir que seus direitos sejam cumpridos. Ao se sentar com esses profissionais, Valmir acertou no gesto e no tom. Foi o povo conversando com o povo, a raiz conversando com a raiz.

A carta prevê negociação permanente com o Sintese, participação dos educadores nas decisões, valorização salarial, concursos, melhores condições de trabalho e atenção à saúde docente. “Vamos garantir que os educadores tenham voz”, afirmou Valmir. É uma promessa que fala ao coração de quem tantas vezes se sentiu tratado como problema, quando deveria ser ouvido como parte da solução. O governador Fábio Mitidieri precisa responder às reivindicações que permanecem abertas durante sua gestão. Já Valmir assume, diante dos professores, uma obrigação pública: se vencer, terá de manter a porta aberta quando a categoria voltar com prazos, documentos e cobranças.

Essa conversa não começou nem terminou na escola. Em 9 de setembro, Valmir também ouviu delegados, policiais penais, representantes da Polícia Militar e policiais civis do Sinpol. Recebeu pautas, escutou críticas à atual gestão e reconheceu que os resultados da segurança pública têm o trabalho de profissionais que enfrentam o risco todos os dias. “Respeito, reconhecimento e valorização”, prometeu. Quem veste a farda ou sai para investigar sabe quanto essas palavras custam na vida real: condições de serviço, carreira e remuneração. Valmir mostra força política ao procurar essas categorias e ouvi-las diretamente, sem esperar que a insatisfação desapareça sozinha.

O diálogo terá de continuar. O Sinpol permanece como sindicato dos policiais civis; em janeiro de 2027, quem assume é uma nova diretoria, liderada por Fábio Barreto. Os policiais penais também entregaram suas reivindicações e esperam respostas. É aí que a postura de Valmir poderá ganhar profundidade: conversar com quem está hoje à frente das entidades e seguir conversando quando os representantes mudarem. A raiz conhece a raiz justamente porque sabe que problema de servidor não acaba quando termina a reunião, a fotografia ou a campanha.

Valmir encontrou uma forma de fazer política que merece elogio: olhar nos olhos de professores e policiais e aceitar que eles falem por si. O contraste com as reclamações dirigidas ao governo Mitidieri é forte. Mas há uma régua justa para todos: carta assinada é compromisso assumido, não problema resolvido. Se eleito, Valmir terá a oportunidade de mostrar que essa conversa de gente para gente pode virar decisão, prazo e entrega. Professor e policial já conhecem a cerimônia da assinatura. O que eles querem, com toda razão, é ver chegar o dia do cumprimento.

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