Quase R$ 5 milhões em cena! Em Arauá, as licitações de 2026 parecem uma superprodução: quentinha no camarim, câmera no poste e vassoura nos bastidores. Só as refeições ultrapassam R$ 1 milhão em previsão. É tanto almoço que o feijão já quer crachá! Quem conta as quentinhas, confere as entregas e atesta a qualidade? Quando o contribuinte paga, até a sobremesa precisa de recibo.
O astro do espetáculo é o videomonitoramento, estimado em R$ 2,16 milhões. Arauá ensaia virar o Big Brother do interior! Na piada da praça, a beata já pergunta ao padre se o confessionário terá transmissão ao vivo. Calma, não há notícia disso! A cobrança é real: quantas câmeras, em quais locais, por qual custo? Quem fiscalizará instalação, funcionamento e proteção dos dados?
A produção reservou ainda R$ 1,29 milhão para limpeza, higiene e copa. Haja vassoura! Se todas entrarem em cena, até as bruxas pedem licença para desfilar. Quem confere estoque, consumo e notas fiscais? Somam-se R$ 218,9 mil para internet das secretarias e R$ 195 mil para bancas provisórias do mercado. A conexão vai funcionar? E o provisório terá prazo para terminar?
As cinco contratações somam cerca de R$ 4,92 milhões em valores previstos, não necessariamente pagos, e isso não prova irregularidade. Mas onde estão os fiscais designados, os relatórios de execução e os critérios para liberar pagamentos? Arauá pode servir almoço, instalar câmera e distribuir detergente. Só não pode varrer a prestação de contas para debaixo do tapete. Nesse reality, o povo banca a produção e tem direito à câmera aberta sobre cada centavo! E será que o TCE e o MPE vai assistir de camarote ou mudar de canal?




