A comunidade de Nossa Senhora do Socorro está em choque após o corte abrupto do convênio entre a prefeitura, comandada por Samuel Carvalho, e o Ciras, projeto social que há mais de vinte anos atende crianças e jovens com deficiência. O prefeito, sem aviso prévio e sem apresentar alternativa digna, simplesmente retirou dezenas de famílias do único serviço especializado ao qual tinham acesso. Pais e responsáveis, muitos deles dependentes do SUS para garantir o mínimo de qualidade de vida a seus filhos, se dizem indignados com o descaso e acusam Samuel de abandonar quem mais precisa de socorro.
A denúncia foi levada a público por Júnior Maroto, que ouviu relatos emocionados dos pais afetados. Maria Vitória, por exemplo, frequentava o Ciras há mais de um ano e meio, e agora está totalmente desassistida. A comunicação da prefeitura foi feita de forma desrespeitosa, via WhatsApp, sem detalhar quais seriam os próximos passos e deixando as famílias em total insegurança. “Pegaram a gente de surpresa, sem ninguém saber informar nada concreto, e agora estamos sem apoio nenhum”, lamenta uma das mães.
Casos como o de Luca Sandro do Nascimento, atendido desde os seis anos de idade, evidenciam ainda mais a gravidade do problema. Ele, que é portador de deficiência mental, motora e epilepsia, progrediu graças ao acompanhamento no Ciras. Agora, sem qualquer alternativa adequada, os pais enfrentam o medo do retrocesso no tratamento e na qualidade de vida dos filhos. A prefeitura sugeriu encaminhamento ao CAPS, mas as famílias protestam: o serviço não tem estrutura, nem perfil para acolher crianças e jovens como os que eram atendidos pelo Ciras.
No desabafo coletivo, fica claro que o prefeito Samuel Carvalho virou as costas para as famílias mais vulneráveis do município, deixando crianças e adolescentes desamparados, um verdadeiro abandono daqueles que só têm o SUS como opção. Como destacou Júnior Maroto, a luta agora é para que os direitos das crianças sejam respeitados e o atendimento do Ciras seja restabelecido. Enquanto isso não acontece, o sentimento é de indignação e revolta contra a gestão pública que deveria, no mínimo, garantir dignidade a quem mais precisa.




