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Charge do dia

Em Brasília, a defesa de Jacques Wagner saiu com gosto de confissão coletiva. Ao dizer, na prática, que Lula já enfrentou coisa pior e continuou de pé, o líder do governo mandou um recado simples: “Presidente, eu não lhe abandonei; não me abandone agora.” O problema é que a frase abraça Lula com uma mão e empurra para o lamaçal com a outra. Era para ser lealdade. Virou comparação de prontuário político. Uma daquelas cenas em que o aliado tenta apagar o incêndio jogando gasolina premium. No fim, a charge já vem pronta: Wagner olhando para Lula e dizendo que ninguém ali tem roupa branca para posar de santo. Em Brasília, quando a lama sobe, tem gente que chama de companheirismo.

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