O governo Fábio Mitidieri transformou a falta de soluções em rotina administrativa. Na Fundação Hospitalar de Saúde, a Justiça Federal determinou, em maio de 2026, prazo de 60 dias para cumprimento de obrigações assumidas desde 2024, incluindo a substituição de temporários por concursados. O Ministério Público Federal já havia apontado pendências. É constrangedor que compromissos básicos dependam de cobrança judicial. O Ministério Público precisa exigir comprovações e apurar responsabilidades. Afinal, onde está a competência administrativa tão anunciada pelo Palácio?
Na educação, o tratamento dispensado aos professores revela prioridades questionáveis. O STF declarou inconstitucional a legislação que alterou a carreira do magistério, respeitados os efeitos definidos pela Corte. Após semanas de greve, os profissionais receberam mais 90 dias de espera por uma proposta. Fábio demonstra entusiasmo para anunciar realizações, mas uma lentidão injustificável para solucionar conflitos educacionais. Professor não precisa de propaganda, precisa de direitos respeitados. O governador deve explicar por que a valorização do magistério continua dependendo de negociações prolongadas.
Na crise da água, os números são revoltantes. A Agrese aplicou aproximadamente R$ 5,9 milhões em penalidades à Iguá, enquanto um acordo de R$ 32 milhões prevê investimentos para corrigir falhas no abastecimento. A concessionária deve responder por suas obrigações, mas Fábio não pode utilizar a concessão como desculpa para escapar da responsabilidade política. A população paga pelo serviço e exige fornecimento regular. É inadmissível comemorar avanços administrativos enquanto persistem problemas que exigem fiscalização e medidas corretivas.
O retrato é constrangedor: saúde sob cobrança judicial, professores aguardando soluções e abastecimento marcado por penalidades. Três áreas essenciais que desmentem o discurso de eficiência. O Ministério Público precisa fiscalizar, e a Assembleia Legislativa deve cobrar resultados. Fábio Mitidieri foi reeleito para governar, não para administrar desculpas. O governador pode controlar a publicidade oficial, mas não os fatos registrados pela Justiça. Enquanto o Palácio comemora realizações, a população continua cobrando serviços e direitos que já deveriam estar assegurados.




