A política de Macambira ganhou um novo capítulo com o anúncio de apoio do prefeito Carivaldo Souza à candidatura de Antônio Bala para deputado estadual. Na eleição passada, Carivaldo esteve ao lado de Marcelo Sobral; agora mudou de candidato, de fotografia e provavelmente de grupo de WhatsApp. Antônio, estudante de Direito de 25 anos e filho do prefeito de Laranjeiras, Juca de Bala, vem construindo sua candidatura com apoios municipais e agendas pelo interior. A bala ainda não saiu da urna, mas já está circulando bastante pelos palanques.
A adesão de Carivaldo tem peso porque ele é uma liderança consolidada em Macambira e ocupa novamente a prefeitura do município. Para Antônio Bala, é uma porta aberta em uma cidade onde ele ainda precisa transformar simpatia em voto. Para Marcelo Sobral, é uma perda política concreta. Em política, perder prefeito é como perder carregador de celular durante uma viagem: o aparelho continua funcionando, porém a pessoa passa a olhar a porcentagem da bateria com muito mais preocupação.
Marcelo Sobral não é um candidato sem estrutura. Ele foi eleito deputado estadual em 2022 com 22.159 votos, mantém atuação parlamentar e possui vínculos políticos fortes com Itaporanga D’Ajuda. Registros da Assembleia mostram ações e emendas destinadas a saúde, cultura e entidades do município. Por isso, seria exagerado afirmar, sem novas provas, que Marcelo perdeu completamente o apoio de sua base ou que está eleitoralmente abandonado. O que se pode dizer é que a saída de Carivaldo acende a luz amarela. Não é pane no motor, mas o painel já recomendou procurar um posto.
Antônio Bala, por sua vez, entra como uma candidatura jovem, apoiada na força política do pai e na tentativa de se apresentar como renovação. O desafio será provar que juventude não é apenas uma data bonita na certidão e que sobrenome conhecido não funciona como título eleitoral hereditário. O apoio de Macambira fortalece sua caminhada, mas eleição estadual exige presença em várias regiões, nominata competitiva e voto suficiente quando a música termina. Por enquanto, Antônio ganhou impulso e Marcelo perdeu um aliado importante. A bala da vez pode até ser Antônio, mas quem decide se ela alcança a Assembleia continua sendo a urna, essa senhora fria que não se impressiona com entusiasmo, apelido nem fotografia abraçada com prefeito.




