A eleição de 2026 redesenhou a Assembleia Legislativa de Sergipe sem produzir uma ruptura completa com o passado. O eleitor combinou experiência e renovação, devolveu veteranos ao plenário, confirmou parlamentares em ascensão e abriu espaço para nomes que chegam pela primeira vez ao Legislativo estadual. Nas 24 cadeiras cabem ex-prefeitos, vereadores, advogados, médicos, policiais, servidores públicos, empresários, gestores e representantes de movimentos sociais.
A mudança, porém, não está apenas nos nomes. A própria forma de exercer um mandato mudou. A próxima legislatura será provavelmente a mais exposta da história da Alese. O deputado continuará votando projetos e discutindo orçamento, mas fará isso sob vigilância quase permanente das redes sociais. Uma fala de dois minutos no plenário pode alcançar mais gente no Instagram do que uma sessão inteira transmitida pela televisão. O corredor político continua existindo, mas agora divide espaço com o celular.
Foi também uma eleição proporcional dura. Base municipal, estrutura partidária, presença nas ruas, alianças e capacidade de comunicação fizeram diferença. O resultado reúne políticos com décadas de estrada e candidatos que praticamente começam agora a escrever a própria biografia eleitoral. É essa mistura que dará identidade à Assembleia a partir de 2027. Conhecer os eleitos, portanto, significa ir além dos números da urna. Significa saber de onde vieram, quais profissões exerceram, onde construíram suas bases e que experiências levarão para o plenário.
Cristiano Cavalcante

Christiano Rogério Rêgo Cavalcante nasceu em Maceió, em 14 de janeiro de 1979, mas construiu sua vida política em Sergipe, especialmente no Baixo São Francisco. Advogado, empresário e ex-prefeito de Ilha das Flores, chegou à Assembleia em 2022 depois de uma longa experiência no municipalismo. Foi prefeito por dois mandatos, presidiu a Federação dos Municípios de Sergipe e passou a ocupar posição de destaque na articulação política da Alese. Em 2026 recebeu 52.765 votos, a maior votação entre os eleitos. Cristiano chega ao novo mandato com uma característica clara: conhece a política estadual a partir da experiência concreta de quem administrou município pequeno, onde a distância entre o gabinete e a cobrança popular costuma ser de poucos metros.
Jorginho Araújo

Jorge Araújo Filho nasceu em Aracaju em 27 de maio de 1991. Advogado formado pela Universidade Tiradentes, entrou cedo na vida pública e acumulou passagem por diferentes áreas da administração municipal e estadual antes de conquistar mandato eletivo. Filho do jornalista e ex-parlamentar Jorge Araújo, construiu trajetória própria em órgãos ligados ao trabalho, juventude, esporte, governo e administração pública. Foi eleito deputado em 2022 com 23.854 votos e, quatro anos depois, chegou a 49.550. É um dos exemplos mais claros da nova geração política sergipana, formada ao mesmo tempo nos bastidores tradicionais e na comunicação digital.
Zezinho Sobral

José Macedo Sobral nasceu em 26 de dezembro de 1965 e tem trajetória profissional profundamente ligada à gestão pública. Engenheiro agrônomo, advogado e administrador público, passou por diversas áreas do Governo de Sergipe. Dirigiu a Pronese e ocupou postos nas secretarias do Trabalho, Agricultura, Planejamento, Casa Civil, Saúde, Assistência Social e Educação. Foi deputado estadual, tornou-se vice-governador em 2023 e comandou a Secretaria de Educação. Em 2026, retornou às urnas para a disputa legislativa e recebeu 44.155 votos. Poucos integrantes da futura Assembleia conhecem tão profundamente a estrutura administrativa do Estado. Zezinho volta ao Legislativo com o repertório de quem viu o poder público tanto pelo lado de quem fiscaliza quanto pelo de quem executa.
Maisa Mitidieri

Maisa Cruz Mitidieri nasceu em Aracaju em 15 de outubro de 1978. Formada em Biomedicina e Direito, pertence a uma família tradicional da política sergipana, mas construiu atuação parlamentar voltada especialmente às pautas relacionadas às mulheres. Filha do ex-deputado Luiz Antônio Mitidieri e irmã do governador Fábio Mitidieri, foi eleita pela primeira vez em 2018 e renovou o mandato em 2022. Na Assembleia, ocupou funções na Mesa Diretora e assumiu a Procuradoria Especial da Mulher. Em 2026 recebeu 41.559 votos. O novo mandato deverá reforçar uma trajetória já identificada com políticas de proteção às mulheres e ações sociais, agora sob atenção ainda maior em razão do peso político que seu sobrenome adquiriu no Estado.
Adailton Martins

Adailton Martins de Oliveira Filho nasceu em Aracaju em 16 de julho de 1957. Engenheiro civil e servidor público, iniciou a carreira eleitoral ainda em 1982, quando foi eleito vereador da Barra dos Coqueiros. Também foi vice-prefeito do município e passou décadas ligado ao Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária. Só muitos anos depois, em 2018, chegou à Assembleia Legislativa. Foi reeleito em 2022 e novamente em 2026, quando obteve 38.977 votos. Sua trajetória é um retrato da política construída no longo prazo, sustentada por relações municipais e experiência administrativa acumulada ao longo de décadas.
Antônio Bala

Antônio Menezes Leite Neto nasceu em Aracaju em 16 de janeiro de 2000. Aos 26 anos, aparece entre os mais jovens integrantes da nova composição da Assembleia. Declarou à Justiça Eleitoral ensino superior completo e profissão de gerente. Diferentemente de boa parte dos colegas, não carrega uma longa sequência de mandatos ou disputas eleitorais anteriores. Em 2026, logo em sua estreia, recebeu 36.949 votos e conquistou uma cadeira pelo MDB. É uma das novidades mais expressivas da eleição. Chega sem o peso de uma longa história política, mas justamente por isso será acompanhado de perto para mostrar que tipo de mandato pretende construir.
Dra. Lidiane Lucena

Lidiane Cecília Azevedo Carvalho Lucena nasceu em Aracaju em 16 de janeiro de 1986. Médica, construiu boa parte da vida profissional na atenção básica e passou por unidades de saúde de diversos municípios sergipanos. Também teve experiência no Hospital de Urgência de Sergipe. Foi eleita deputada estadual pela primeira vez em 2022, com 37.332 votos, e conseguiu a reeleição em 2026, agora com 33.935. Sua trajetória profissional oferece uma conexão direta com um dos temas mais sensíveis da administração pública. Antes de discutir saúde nos discursos parlamentares, Lidiane conheceu o atendimento na ponta, onde políticas públicas deixam de ser números e passam a ter nome e rosto.
Paulo Júnior

Paulo Roberto de Santana Júnior nasceu em Aracaju em 15 de dezembro de 1985. Advogado, pós-graduado em Direito e Gestão Municipal e servidor público estadual, fez sua formação política em São Cristóvão. Foi secretário municipal do Meio Ambiente, vereador por dois mandatos e vice-prefeito antes de conquistar uma cadeira na Assembleia em 2022. Naquela eleição recebeu 27.947 votos. Em 2026 avançou para 31.195. É um político cuja carreira foi construída degrau por degrau. A experiência municipal aparece como principal ativo de um parlamentar que chega ao segundo mandato estadual conhecendo tanto o Legislativo quanto o Executivo local.
Netinho Guimarães

Leudes Alves dos Santos Neto, conhecido como Netinho Guimarães, nasceu em Aracaju em 31 de março de 1977. Tem formação superior e experiência no serviço público. Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2022 e, quatro anos depois, garantiu novo mandato com 30.937 votos, agora pelo União Brasil. Netinho chega à próxima legislatura com um perfil menos associado a grandes cargos executivos e mais ligado à consolidação de uma base eleitoral própria. A reeleição mostra que conseguiu transformar o primeiro mandato em permanência política.
Marcelo Sobral

Marcelo Oliveira Sobral nasceu em Aracaju em 10 de setembro de 1986. Advogado, possui ligação política e familiar com Itaporanga d’Ajuda e já exerceu funções jurídicas em administrações municipais. Filho do ex-prefeito Otávio Sobral, chegou à Assembleia em 2022 e ocupou espaço também na estrutura administrativa da Casa. Em 2026 recebeu 30.788 votos e conquistou o segundo mandato. Marcelo pertence a uma geração de políticos que herdou referências familiares, mas precisa provar diariamente autonomia política. A votação obtida agora reforça uma base que já ultrapassa a simples tradição do sobrenome.
Kaká Santos

Claílton Batista dos Santos, o Kaká Santos, nasceu em 24 de março de 1985 e construiu sua trajetória principalmente em Tobias Barreto. Sua história pessoal passa longe de uma origem marcada por privilégios políticos. Trabalhou ainda jovem em feira, foi balconista, tornou-se empresário e posteriormente entrou na vida pública. Foi secretário municipal de Esportes e participou de disputa majoritária antes de chegar à Assembleia. Eleito deputado em 2022, conquistou novo mandato em 2026 com 30.419 votos. Sua biografia tem força justamente por mostrar uma ascensão econômica e política construída fora dos caminhos tradicionais das famílias históricas do poder.
Pato Maravilha

Carlos Alexandre Santos Costa nasceu em 18 de setembro de 1979 e construiu sua base política em Umbaúba. Foi vereador, passou pelas secretarias municipais de Saúde e Esporte e chegou à Assembleia Legislativa na eleição de 2022. Em 2026 conquistou 29.624 votos e garantiu a permanência no Parlamento. Pato Maravilha representa uma política de forte identidade municipal, sustentada por relações comunitárias e por um nome já reconhecido no sul sergipano. O desafio do novo mandato será ampliar essa identidade sem perder a ligação com a região onde sua carreira nasceu.
Luciano Bispo

Luciano Bispo de Lima nasceu em Itabaiana em 13 de março de 1954. É um dos nomes de maior experiência política entre os eleitos. Sua trajetória atravessa mais de quatro décadas. Disputou eleição municipal ainda nos anos 1980, foi prefeito de Itabaiana em diferentes períodos, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. Em 2026 recebeu 29.088 votos e retornará para mais uma legislatura. Luciano chega à nova Alese com um patrimônio político que nenhum curso ensina: memória. Conhece personagens, crises, governos e mudanças de composição do poder sergipano. Em uma Assembleia com jovens estreantes, sua presença representa a continuidade de uma geração que conhece profundamente os códigos da política estadual.
Marcos Oliveira

Marcos Vinícius Lima de Oliveira nasceu em Itabaiana em 11 de janeiro de 1990. Advogado, começou sua carreira política no Legislativo municipal. Foi eleito vereador em 2016, renovou o mandato em 2020 e chegou à Assembleia em 2022. Em 2026, já pelo Republicanos, recebeu 28.839 votos e conquistou novo mandato. Marcos é mais um produto da forte tradição política de Itabaiana. Sua ascensão foi rápida, mas seguiu um caminho reconhecível: Câmara Municipal, consolidação de base e chegada ao Legislativo estadual.
Luciano Pimentel

Luciano Azevedo Pimentel nasceu em Brumado, na Bahia, em 5 de agosto de 1957, mas construiu em Sergipe sua trajetória profissional e política. Administrador e bancário de carreira, passou pelo Banco Econômico, Baneb, Banco Nacional da Habitação e Caixa Econômica Federal, instituição na qual alcançou funções de comando regional. Também ocupou a Secretaria Municipal de Planejamento de Aracaju. Ingressou posteriormente na política eletiva e acumulou sucessivos mandatos na Assembleia. Em 2026 recebeu 28.675 votos pelo PL. É um parlamentar de perfil técnico, formado muito mais pela administração e pelas finanças do que pela política de palanque. Em uma Casa frequentemente dominada pela disputa discursiva, essa experiência oferece outro tipo de repertório.
Georgeo Passos

Georgeo Antônio Cespedes Passos nasceu em Aracaju em 23 de setembro de 1981. Advogado, foi policial civil e é servidor do Tribunal de Justiça. Chegou à Assembleia em 2014 e construiu ao longo dos mandatos uma atuação fortemente marcada pela fiscalização do Executivo e por pautas relacionadas ao funcionalismo e ao controle dos gastos públicos. Disputou também a Prefeitura de Ribeirópolis em 2024. Agora, com 28.098 votos, retorna para mais um mandato estadual. Georgeo consolidou uma identidade política facilmente reconhecível. Em vez de buscar espaço pela proximidade com governos, escolheu ao longo dos anos ocupar frequentemente o terreno da cobrança. É um papel institucional importante em qualquer Parlamento.
Coronel Ribeiro

Alexsandro Ribeiro de Souza nasceu em Aracaju em 25 de dezembro de 1973. É bacharel em Ciências Jurídicas, especialista em Segurança Pública e possui carreira de mais de três décadas na Polícia Militar de Sergipe. Ingressou na corporação em 1994, comandou unidades em várias regiões do Estado e chegou ao posto de comandante-geral da PM em 2023. Em 2026 fez sua primeira incursão eleitoral e recebeu 27.711 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia. A eleição marca uma mudança profunda em sua trajetória. Depois de décadas em uma instituição baseada na hierarquia, passará a atuar em um ambiente cuja essência é o confronto de opiniões. Sua experiência na segurança pública deverá ser um dos principais ativos no novo mandato.
Fábio Henrique

Fábio Henrique Santana de Carvalho nasceu em Simão Dias em 19 de junho de 1972. Policial rodoviário federal, radialista e apresentador de televisão, transformou a comunicação em uma das bases de sua carreira política. Foi vereador de Aracaju, prefeito de Nossa Senhora do Socorro por dois mandatos, secretário estadual de Turismo e deputado federal. Em 2026 disputou uma cadeira na Assembleia pelo MDB e recebeu 24.177 votos. Poucos dos novos deputados acumulam experiência tão variada entre Executivo municipal, governo estadual, Congresso Nacional e comunicação. Fábio chega à Alese trazendo um repertório político construído em arenas muito diferentes.
Ibrain de Valmir

Ibrain Silva Monteiro nasceu em Lagarto em 31 de maio de 1982. Servidor público municipal, construiu sua trajetória eleitoral no município. Foi vereador, deputado estadual e candidato à Prefeitura de Lagarto. Em 2026 recebeu 23.314 votos e renovou sua presença na Assembleia. Ibrain é um exemplo clássico da força das bases territoriais na política sergipana. Sua identidade pública continua fortemente vinculada a Lagarto, uma das cidades com maior peso político e eleitoral do interior.
Camilo Daniel

Camilo Feitosa Daniel nasceu em Dourados, Mato Grosso do Sul, em 12 de abril de 1991. Filho de assentados da reforma agrária, cresceu ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e ao movimento estudantil. Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe e mestre em Desenvolvimento Territorial, construiu atuação em pautas relacionadas a moradia, agricultura, educação e segurança alimentar. Passou pela Câmara de Aracaju e, em 2026, recebeu 23.289 votos para chegar à Assembleia. Sua presença amplia a diversidade de origens políticas da Casa. Camilo não vem de prefeitura, família tradicional ou estrutura empresarial. Sua formação nasceu nos movimentos sociais, e é a partir dessa identidade que deverá atuar no Parlamento.
Ana Luiza

Ana Luiza Silva de Carvalho nasceu em Aracaju em 6 de julho de 1984. Advogada, chega à Assembleia sem um longo histórico anterior de mandatos eletivos. Em 2026 recebeu 22.886 votos e conquistou uma das cadeiras do Republicanos. Sua eleição é uma das novidades da nova composição. A ausência de uma biografia política extensa torna o primeiro mandato ainda mais relevante. Será nele que a deputada começará efetivamente a definir sua identidade pública, suas pautas prioritárias e a forma como pretende ocupar espaço no Legislativo.
Fernandinho Franco

Fernando Ribeiro Franco Neto nasceu em Aracaju em 28 de novembro de 1985 e construiu carreira política em Muribeca. Empresário, disputou a prefeitura pela primeira vez em 2008. Venceu em 2012 e conseguiu a reeleição em 2016, comandando o município durante oito anos. Depois de deixar o Executivo municipal, voltou às urnas em uma disputa estadual e recebeu 22.483 votos pelo PL. Fernandinho chega à Assembleia trazendo a experiência prática de quem administrou uma prefeitura. É uma passagem importante, porque transforma problemas locais em matéria de debate estadual e amplia sua responsabilidade para além da base original.
Kitty Lima

Priscilla Lima da Costa Pinto, a Kitty Lima, nasceu em Aracaju e construiu a vida pública a partir da defesa dos animais. Antes de conquistar mandato, já possuía atuação conhecida no ativismo. Foi eleita vereadora de Aracaju em 2016 e deputada estadual em 2018. Depois de ficar na suplência em 2022, retornou à Assembleia e agora conquistou diretamente uma cadeira com 18.829 votos. Kitty ajudou a mostrar em Sergipe que uma pauta específica pode deixar de ser considerada periférica quando encontra mobilização social consistente. Sua atuação na proteção animal tornou-se uma marca política própria e facilmente identificável.
Norberto Pinto

Norberto Souza Pinto nasceu em Estância em 28 de dezembro de 1987. Administrador, chega à Assembleia pelo Avante com 18.751 votos. Seu histórico eleitoral é curto, sem uma sequência anterior relevante de disputas registradas. Por isso, está entre os nomes que mais simbolizam renovação na nova composição. Norberto entra no Parlamento com espaço praticamente inteiro para construir sua identidade estadual. A eleição lhe deu visibilidade e mandato. O conteúdo político dessa trajetória começará a ser definido a partir de 2027.
Uma Assembleia que terá de se explicar mais
O conjunto dos 24 eleitos mostra que Sergipe não escolheu uma Assembleia de perfil único. Há veteranos e estreantes, políticos oriundos de famílias tradicionais e nomes surgidos em movimentos sociais, ex-prefeitos, profissionais liberais, integrantes das forças de segurança e parlamentares formados no municipalismo.
Essa diversidade não garante, por si só, um Parlamento melhor. Mas amplia a quantidade de experiências que chegarão à discussão das políticas públicas. Também será uma Assembleia mais observada. Redes sociais reduziram a distância entre representante e representado. O eleitor não precisa mais esperar quatro anos para avaliar o deputado. Pode cobrar pela manhã, comentar à tarde e transformar uma votação em assunto público à noite.
Os 24 venceram uma eleição difícil. Isso merece ser reconhecido. A partir de agora, contudo, muda a natureza da prova. Até domingo, precisavam convencer o eleitor de que mereciam chegar à Assembleia. A partir da posse, terão quatro anos para mostrar o que pretendem fazer depois de terem chegado. E essa é a parte que realmente transforma uma vitória eleitoral em biografia política.




