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Resumão da Câmara

Na 79ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Aracaju, realizada nesta quarta-feira (24), os vereadores mostraram que, quando sobem à tribuna, vale de tudo: tem futebol, bronca na prefeita, pedido de mais professores de educação física, homenagem a torcedor raiz e até reclamação de terreno abandonado. Foi uma manhã com muito discurso, doses de ironia e um desfile de temas que vão do Confiança à ONU, passando por ambulantes, ônibus, lotações e aniversários.

Entre cobranças sérias, promessas de campanha e pitadas de humor involuntário, cada parlamentar deixou sua marca no microfone. A seguir, o resumo, com ação, crítica e aquele tempero de ironia, de quem disse o quê e como, na sessão em que a Câmara foi palco de debates tão variados quanto um mercado popular no fim de semana.

Anderson de Tuca (União Brasil) – Anderson de Tuca entrou em campo para falar de futebol e não foi qualquer pelada. O vereador defendeu a eleição do Confiança e declarou apoio a Petrúcio, candidato à presidência do clube. “Não cair já foi vitória, mas queremos voos mais altos”, disse. Com direito a Copa do Brasil e Copa do Nordeste no discurso, Anderson mostrou que, pelo menos no gogó, o Dragão está na Série A.

Binho (Podemos) – Na sequência, Binho subiu à tribuna com a bola do esporte, mas não do Confiança, da Educação Física. Revoltado com o baixo número de professores na rede municipal, o vereador pediu mais atenção da secretária Edna Amorim. “São 34 mil crianças para pouco mais de 90 professores efetivos”, disparou. Binho deixou claro: se depender dele, musculação não é só na academia, mas também na escola.

Breno Garibalde (Rede) – Breno preferiu falar de trânsito. Cobrou da prefeita Emília a regulamentação dos motoristas de lotação. “Já estamos em setembro e nada de projeto”, reclamou. Chamou os clandestinos de trabalhadores injustiçados e pediu pressa. Breno quer ver a lotação saindo da sombra para a legalidade e de preferência sem multa no retrovisor.

Camilo Daniel (PT) – Camilo pegou carona na polêmica da retirada dos ambulantes do centro da cidade. Para ele, sem diálogo, a decisão da prefeitura pode virar um trauma. “Se as ruas estão tomadas de vendedores é porque o poder público foi omisso”, cutucou. Camilo mostrou que, na sua visão, o problema não é a fruta na calçada, mas a falta de governo no tabuleiro.

Élber Batalha (PSB) – Elbinho voltou ao ataque contra a prefeita Emília Corrêa. Ironizou o prêmio recebido pela gestora por melhorias no transporte público. “Sabe quantos ônibus ela comprou? Nenhum”, disparou. Segundo ele, os veículos novos foram adquiridos pela empresa Atalaia. Nas redes sociais, Élber diz receber queixas de trabalhadores sem verbas rescisórias — mas na tribuna, quem ficou sem freio foi ele mesmo.

Iran Barbosa (PSOL) – Iran Barbosa levantou a bandeira da educação. Cobrou pressa na obra da escola José Conrado de Araújo, interditada e demolida para reforma. Enquanto isso, alunos cruzam a cidade sob sol e chuva. “Precisamos de agilidade”, insistiu. Iran mostrou que, para ele, não há ginástica política que justifique tanto atraso.

Levi Oliveira (PP) – Aniversariante do dia, Levi Oliveira ganhou parabéns e devolveu com cobrança. Seguiu a linha de Binho e pediu mais educadores físicos, não só nas escolas, mas também nos postos de saúde. “Atividade física previne doenças”, justificou. Levi defendeu que, em vez de receita médica, o povo precisa de alongamento no posto de saúde.

Marcel Azevedo (PSB) – Marcel Azevedo preferiu destacar o lado positivo da gestão. Elogiou o programa “Tamo Junto”, que leva serviços básicos aos bairros. Disse que as filas estão andando e a população está satisfeita. Em meio a tantas broncas na sessão, Marcel foi a voz do “ufa, algo deu certo”.

Maurício Maravilha (União Brasil) – Maurício Maravilha trouxe a bronca do bairro Industrial: um terreno abandonado que poderia virar creche ou posto de saúde. Disse já ter levado a demanda ao Executivo. A população quer ver obra no lugar do mato. Maurício deixou claro: promessa sem cimento não vale nada.

Selma França (PSD) – No grande expediente, Selma França vestiu a camisa dos ambulantes. Defendeu seu projeto de lei para valorizar o trabalho informal e até criar uma semana dedicada a esses profissionais. “Sustento de família não pode ser tratado como problema”, afirmou. Selma mostrou que, no mercado da política, o camelô tem vez.

Fábio Meireles – Fábio Meireles foi para o ataque contra a SMTT. Com documentos em mãos, questionou os gastos com diárias, vans e vigilância. Citou a CPI e apontou falhas de gestão. Em tom de denúncia, Fábio deixou claro: no trânsito da política, tem gente acelerando demais com dinheiro público.

Isac Silveira (líder da prefeita) – Isac Silveira entrou como bombeiro. Disse que é líder da prefeita, não de erros, e pediu calma antes de condenar Nelson Felipe, gestor da SMTT. “Vamos esperar o relatório da CPI”, defendeu. Isac tentou frear a colisão política, mas mostrou que ser líder do governo também exige freio ABS.

Miltinho Dantas – Fechando, Miltinho Dantas transformou a sessão em homenagem a Zé do Rádio, torcedor símbolo do Sergipe. Aproveitou para elogiar Vinicius Porto, convidado a ser vice-presidente do Confiança, e ainda parabenizou Lula pelo discurso na ONU. Entre futebol e política internacional, Miltinho mostrou que sua pauta vai da arquibancada ao plenário da ONU.

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