Rodrigo Valadares assumiu o protagonismo do PL sergipano prometendo transformar a legenda numa potência política, com senador, deputados federais e um bolsonarismo fortalecido. Mas as urnas apresentaram uma conta amarga: nenhum senador, nenhum deputado federal e Rodrigo terminando em sétimo lugar na disputa pelo Senado, com 129.356 votos. Faltou articulação, sobraram disputas internas e o partido desperdiçou uma oportunidade de crescimento. Rodrigo quis dirigir o ônibus, escolher os passageiros e determinar até quem sentaria na janela. No final da viagem, ninguém do PL desembarcou no Congresso!
Nos bastidores de Brasília, informações apontam que Valdemar Costa Neto teria decidido substituir o comando estadual, entregando interinamente a presidência a Luizão Dona Trump, com a missão de reorganizar a legenda e coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro em Sergipe. Luizão surge como uma alternativa de diálogo, alguém capaz de reconstruir pontes e recuperar a confiança de lideranças. Mas a grande especulação é que Valmir de Francisquinho poderá retornar ao partido e assumir futuramente o 22. Se tudo se confirmar, Luizão chega com a chave, Valmir poderá herdar a casa e Rodrigo corre o risco de descobrir que trocaram a fechadura sem avisar ao antigo administrador!
Enquanto isso, o capitão Samuel, mesmo filiado ao Progressistas, vem demonstrando capacidade de articulação entre lideranças identificadas com o bolsonarismo. A ironia é deliciosa: o PP esteve alinhado ao governador Fábio Mitidieri, aliado de Lula, enquanto Samuel procura reunir setores da direita. É uma salada política que deixa até o liquidificador confuso! Mas Samuel parece compreender uma lição que faltou à condução de Rodrigo: política se constrói somando aliados, não colecionando desafetos. Enquanto Samuel busca aproximar lideranças, Rodrigo deixa como principal questionamento o isolamento político que marcou sua gestão partidária.
Uma aliança envolvendo Rodrigo, Luizão Dona Trump, Edvan Amorim, Valmir de Francisquinho, Emília Corrêa e outras lideranças poderia ter produzido um cenário eleitoral muito mais competitivo, inclusive nas disputas pelo governo, Senado e Câmara Federal. Não existe garantia de vitória, mas havia potencial político para construir uma frente robusta. Agora, a possível reorganização com Luizão e o eventual retorno de Valmir representam uma oportunidade de reconstrução, enquanto Samuel ganha espaço como articulador. Valdemar parece ter percebido que partido político não é cartório de propriedade particular. Rodrigo quis reger a orquestra sozinho, desafinou nas urnas e agora poderá assistir ao espetáculo da arquibancada. Afinal, na política, quem não sabe dividir o palco corre o risco de terminar cantando sozinho no banheiro!




