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Sergipe também está no Maranhão: a aracajuana Paula Prata chega à Assembleia com 52.300 votos

Há histórias políticas que começam muito antes do primeiro santinho, e a de Paula Prata tem um detalhe que toca especialmente quem é de Sergipe: ela nasceu em Aracaju. Aos 27 anos, Paula Prata Almeida de Carvalho atravessou simbolicamente a ponte entre dois Estados e transformou sua primeira candidatura em uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão. Foram 52.300 votos, distribuídos por 184 municípios, numa eleição em que Santa Inês foi sua principal base, mas esteve longe de ser seu único território eleitoral. Para o sergipano, há algo particularmente bonito nessa fotografia: uma conterrânea que construiu sua vida pública fora daqui, encontrou espaço político no Maranhão e agora chega ao Parlamento estadual carregando também, em sua origem, um pedaço de Aracaju.

Paula não apareceu diante do eleitor apenas na campanha de 2026. Antes da urna, existiu trabalho público. Como primeira-dama de Santa Inês e secretária municipal de Políticas Públicas voltadas às Mulheres, esteve associada a iniciativas voltadas à saúde e à proteção feminina. O Diário Oficial registra sua nomeação para comandar a secretaria, enquanto o Governo do Maranhão destacou sua participação na Clínica Especializada em Saúde da Mulher, inclusive em ações destinadas às mulheres da zona rural. É justamente esse caminho que ajuda a compreender como uma jovem nascida em Sergipe conseguiu criar raízes políticas tão profundas no Maranhão: antes de pedir voto, construiu presença administrativa e uma identidade pública ligada principalmente às políticas para mulheres.

E então vieram as urnas. Paula recebeu 16.336 votos somente em Santa Inês, mas sua votação avançou por Buriticupu, Pindaré-Mirim, São Luís, Pio XII, Governador Newton Bello, Igarapé do Meio, Timon, Bom Jardim e dezenas de outros municípios. É esse detalhe que dá outra dimensão à eleição: os 52.300 votos não ficaram confinados à cidade administrada por sua família política. Espalharam-se por 184 municípios e lhe garantiram uma das 42 cadeiras da Assembleia maranhense. Para uma estreante nas urnas, é uma estreia que chama atenção pelos números e pela extensão territorial alcançada.

Agora começa a parte mais importante da história, porque eleição abre a porta, mas é o mandato que escreve o capítulo seguinte. Paula chega à Assembleia com a experiência de quem trabalhou diretamente com políticas para mulheres e com a responsabilidade de representar milhares de maranhenses que confiaram nela pela primeira vez. E, para quem acompanha essa trajetória de Sergipe, fica uma conexão afetiva inevitável: Paula construiu sua caminhada no Maranhão, foi escolhida pelos maranhenses e será a eles que deverá prestar contas, mas nasceu em Aracaju. Há, portanto, um fio sergipano atravessando essa história. Uma filha de Sergipe encontrou no Maranhão o espaço para construir sua vida pública e, aos 27 anos, chega ao Parlamento estadual com 52.300 votos. A partir de agora, o desafio é transformar essa votação em trabalho parlamentar e fazer com que a história iniciada em Aracaju continue ganhando significado político do outro lado do Nordeste.

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