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Sergipe tem sede de respostas

Em São Cristóvão, abrir a torneira exige mais fé que acreditar em promessa eleitoral. Moradores do Lauro Rocha denunciam mais de vinte dias sem água; no Parque Santa Rita, mais de oito. Eduardo Gomes e Madre Paulina também aparecem nas reclamações. O deputado Paulo Júnior levou o problema à Assembleia. Enquanto o governo Fábio Mitidieri anuncia modernização, famílias improvisam com baldes para cozinhar e tomar banho. Até quando água tratada será artigo de luxo em Sergipe?

Na Grande Aracaju, moradores relatam pressão fraca e interrupções. Em outubro, um vazamento na Adutora do São Francisco reduziu a operação entre 25% e 30%, enquanto Nossa Senhora do Socorro enfrentou dificuldades. A Deso produz, a Iguá distribui e a Agrese fiscaliza. Belo organograma, péssimo consolo diante da torneira seca. O consumidor não quer assistir ao campeonato de empurra-empurra: quer saber a causa, o prazo de solução e quem responde pelo serviço.

Enquanto falta água, sobram papéis. Em 22 de outubro, a Deso realizou o Pregão Eletrônico nº 046/2026 para adquirir duas válvulas motorizadas. Não foi possível confirmar o valor estimado nos registros consultados, nem há irregularidade comprovada. Mas a direção da companhia deve explicar o custo, a instalação e o benefício esperado. Edital não mata sede. E investimento público só merece aplauso quando sua eficiência aparece também na casa do contribuinte.

O governador Fábio Mitidieri precisa exigir respostas transparentes da Deso, da Iguá e da Agrese. Concessão não é licença para diluir responsabilidades. Que divulguem as causas das falhas, os investimentos, as medidas de fiscalização e os prazos reais de normalização. Quem governa deve cobrar resultados, não apenas celebrar anúncios. Em Sergipe, a conta parece chegar com pontualidade exemplar; a água, segundo os moradores, ainda procura o endereço. 

Sigilo virou jogo de empurra. O ministro André Mendonça, do TSE, decidiu que Lula e Flávio Bolsonaro podem divulgar seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos sem autorização judicial. Depois de desafios no debate, condições e acordos entre as campanhas, a Justiça Eleitoral deixou claro que não será responsável por publicar os documentos. Mendonça ainda lembrou que abrir extratos pessoais não substitui investigações sobre eventuais irregularidades. Agora, a bola está com os candidatos. Afinal, na política brasileira, até para mostrar a própria conta bancária tentaram arrumar um intermediário. O eleitor quer transparência de verdade, não apenas uma competição de promessas com firma reconhecida.

Professor na mira. O vereador Lúcio Flávio criticou professores que, segundo ele, fariam propaganda eleitoral nas escolas. Anunciou que pretende acionar a Justiça e empregou uma expressão ofensiva para se referir aos educadores. Acusações exigem provas e análise individual, não um julgamento geral da categoria. A tribuna serve para fiscalização, mas não substitui investigação. Afinal, a educação já tem desafios suficientes sem ganhar um tribunal improvisado no horário do recreio.

Itabaiana em disputa. Douglas de Heleno confirmou candidatura de oposição à presidência da Câmara de Itabaiana, enquanto Moisés de Acioli representa o campo governista. A votação está marcada para hoje. Depois de uma eleição anterior por consenso, a nova escolha revela divisão entre os grupos da cidade. O comando da Mesa pode parecer assunto interno, mas influencia a pauta e as negociações legislativas. Na política serrana, até a campainha do plenário entrou no centro da disputa.

Plantão do voto. O Ministério Público do Trabalho anunciou plantão especial para 24 e 25 de outubro, em razão do segundo turno. O objetivo é atender denúncias e demandas relacionadas ao assédio eleitoral. A medida ganha relevância com o crescimento das queixas registradas pelo órgão. Empresas e repartições precisam distinguir orientação administrativa de pressão política. Até porque a cabine de votação continua sendo individual, mesmo quando o chefe acha que comprou o pacote completo.

Eleitor sem endereço errado. A Ouvidoria Itinerante do TRE-SE foi anunciada para funcionar de 22 a 24 de outubro no Shopping Riomar, além do atendimento remoto por WhatsApp. É uma chance de resolver dúvidas antes do segundo turno. Melhor descobrir onde votar agora do que fazer turismo involuntário no domingo.

A conta do não comparecimento. Nos relatórios do primeiro turno, o TRE-SE registrou 300.851 ausentes, equivalentes a 17,32% do eleitorado apto do estado. O número merece análise sobre deslocamento, desinteresse e dificuldades de acesso, sem chute sobre os motivos. Na política, até 

Água sob fiscalização. O MPSE divulgou ações judiciais contra concessionária por desabastecimento em Aracaju e decisão liminar relacionada ao Santa Maria. A questão é simples para quem abre a torneira: não basta saber de quem é a responsabilidade no organograma; é preciso ter água de verdade. O processo merece acompanhamento de cumprimento e resposta da empresa.

André Moura 1. O ex-deputado André Moura amplia suas articulações em Sergipe e no cenário nacional. Com experiência em Brasília e no Rio de Janeiro, mantém diálogo com lideranças de diferentes partidos. Mesmo sem mandato, continua presente nos bastidores. Na política, enquanto uns precisam de cargo para serem lembrados, outros mantêm a agenda de contatos sempre atualizada.

André Moura 2. A aproximação de André Moura com o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, abre outro capítulo de sua trajetória. A imprensa noticiou um convite para colaborar com a gestão, ainda sem nomeação formal confirmada. Entre Sergipe, Brasília e Rio, Moura segue circulando. Afinal, na política, o endereço muda, mas o telefone não pode parar de tocar.

Kaká cobra água. O deputado Kaká Santos levou à tribuna a situação do abastecimento em Itabaianinha e cobrou providências da Iguá. Também anunciou uma visita ao município para acompanhar o problema. A concessionária precisa explicar as causas das interrupções e os prazos de normalização. No interior sergipano, há moradores querendo uma coisa bastante revolucionária: abrir a torneira e encontrar água. Promessa, infelizmente, ainda não serve para tomar banho.

Marcos e os irrigantes. Marcos Oliveira cobrou do governo estadual medidas para enfrentar o endividamento dos irrigantes sergipanos e evitar interrupções no fornecimento de água. O problema envolve atividade produtiva, renda de famílias e continuidade da produção agrícola. É uma cobrança que exige negociação e respostas objetivas. Afinal, agricultor precisa de água para plantar, crédito para produzir e condições para trabalhar. Discurso político, por mais irrigado que seja, ainda não faz nascer uma plantação.

Luizão se explica. Luizão Donatrampi voltou à tribuna para esclarecer a repercussão de declarações sobre as universidades. Afirmou que suas críticas não eram generalizadas e defendeu uma formação acadêmica voltada à qualificação profissional e à cidadania. O assunto movimentou o debate porque universidade pública sempre rende discussão quando entra na política. Luizão agora procura deixar claro o alcance de suas palavras. Na Assembleia, às vezes, explicar o que se disse exige um discurso quase tão comprido quanto o original.

Adailton reage. Adailton Martins criticou declarações que negam a existência do feminicídio e manifestou preocupação com discursos que relativizam a violência contra mulheres. A manifestação ocorreu na tribuna da Alese e recolocou a responsabilidade pública das autoridades no centro da discussão. Quando o assunto é violência, a política precisa de dados, prevenção e proteção às vítimas. A realidade não desaparece porque alguém resolveu discordar dela diante de um microfone.

Washington reconduzido. Washington da Mariquita foi reeleito presidente da Câmara de Lagarto por 12 votos a 3. A vitória para o biênio 2027-2028 contou com a articulação do prefeito Sérgio Reis junto à base governista. A oposição apresentou Eduardo de João Maratá, mas não conseguiu alterar o resultado. Genisson, Carlos de Zezé de Avelino e Fernando Moura completam a nova Mesa Diretora.

Zap não saiu do ar. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para suspender mensagens do governo federal sobre benefícios e serviços. Entendeu que o conteúdo examinado era informativo, sem propaganda eleitoral, e que bloquear a comunicação poderia afetar avisos úteis à população. O TSE separou recado de governo de pedido de voto. No Brasil, até uma notificação no celular já chega acompanhada de advogado e torcida organizada.

Meta na berlinda. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta explicar o funcionamento e os critérios usados no canal de WhatsApp chamado “Exército do Lula”, administrado por André Janones. A cobrança nasceu de questionamentos da campanha adversária sobre eventual coordenação irregular de conteúdos. Pedir relatório não é declarar fraude, mas a temperatura digital subiu. Em eleição apertada, até o botão de encaminhar ganhou ares de depoimento judicial.

Edvaldo reage. Edvaldo Nogueira endossou a nota do PDT contra as declarações de Vinicius Porto sobre Janja e classificou a fala como desnecessária e agressiva. O ex-prefeito também comentou a eleição de 2028: considera a discussão precipitada, mas afirmou que seu nome está “na crista da onda” e pode ser apresentado pelo partido. 

Alerta em Arauá. O prefeito de Arauá, Dr. Fábio, denunciou a circulação de mensagens falsas sobre mudanças nos locais de votação para o segundo turno. Em vídeo, afirmou que as escolas citadas nas mensagens sequer existem no município. O gestor compartilhou comunicado da Justiça Eleitoral informando a manutenção das seções em Arauá, Boquim, Pedrinhas e Riachão do Dantas. A orientação é conferir as informações nos canais oficiais.

Gás para Lagarto. A Sergas prevê implantar, a partir de 2027, uma rede estruturante de gás natural em Lagarto. O projeto deve partir da operação que hoje fornece gás natural comprimido à indústria Maratá, por transporte em caminhões e estação de descompressão. A expansão busca abrir caminho para novos consumidores comerciais e industriais. O anúncio integra a estratégia de interiorização do serviço, mas ainda representa planejamento, não uma rede já entregue.

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