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STF decide, os pais pagam?

O Supremo derrubou, por unanimidade, uma lei do Maranhão que permitia aos pais impedir a participação dos filhos em atividades escolares sobre gênero e diversidade. E agora, quem manda na educação das crianças? O eleitor sergipano precisa acompanhar esse debate. Afinal, quando chega o boleto da escola, Brasília não aparece para ajudar. Mas, quando o assunto é decidir os limites da participação dos pais na formação dos filhos, os ministros entram na sala de aula sem sequer pedir licença. Se querem assumir o papel de orientadores da família brasileira, que mandem também o PIX da mensalidade!

Atenção, pais sergipanos! Na hora da matrícula, abram os olhos, examinem a proposta pedagógica e procurem escolas comprometidas com seus valores. Quem prefere educação católica, cristã ou tradicional tem todo o direito de buscar instituições confessionais. E deve cobrar da direção explicações sobre conteúdos, atividades e alternativas pedagógicas legalmente possíveis. Respeitar todas as pessoas é obrigação; submeter crianças a constrangimentos, jamais! Ninguém precisa ensinar preconceito, mas também não precisa aceitar que a família seja tratada como uma simples patrocinadora da educação.

Imagine seu filho chegando da escola contando que participou de uma atividade com maquiagem, esmalte ou encenações que você desconhecia. Qual seria sua reação? Antes de transformar qualquer dinâmica numa guerra cultural, é preciso saber o que aconteceu e qual era seu objetivo. Mas uma coisa é ensinar respeito às diferenças; outra, completamente diferente, seria pressionar uma criança a adotar determinada identidade ou comportamento. Isso não pode acontecer. O Supremo não criou aulas obrigatórias de mudança de gênero, mas a decisão reacende uma questão fundamental: quem fiscaliza os métodos, a adequação à idade e a transparência das escolas?

E já que Brasília gosta tanto de decidir, fica uma sugestão aos ministros: experimentem pagar transporte escolar, alimentação, material didático, psicólogo, lazer e mensalidade. Porque determinar é fácil; difícil é sustentar uma família com impostos, contas e boletos chegando todos os meses. Daqui a pouco, até o refrigerante do lanche terá gosto de arrecadação com o chamado imposto do pecado! O sergipano não precisa escolher entre respeitar o próximo e preservar suas convicções. Precisa exigir escolas transparentes, crianças protegidas e famílias ouvidas. Educar é responsabilidade compartilhada, não monopólio de onze ministros.

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