Sergipe conhece Ana Lúcia antes do cargo. Conhece da sala de audiência, do olhar atento, da escuta paciente. A desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos construiu sua trajetória na magistratura desde 1989, passando por comarcas do interior até chegar à capital, sempre com a mesma marca, serenidade, firmeza e humanidade. Quem advogou diante dela sabe, havia técnica, mas havia também respeito. Havia autoridade, mas havia escuta. Não é detalhe. É essência.
Ao longo de décadas no Tribunal de Justiça de Sergipe, consolidou-se como magistrada equilibrada, postura leve, decisões fundamentadas e trato cordial. Quando ascendeu ao cargo de desembargadora, em 2016, não mudou o tom. Mudou o alcance. Tornou-se referência entre os pares, querida no convívio institucional, respeitada pela personalidade autêntica e pela firmeza quando necessário. Liderou a Escola Judicial, formou quadros, incentivou estudo. Não construiu carreira com ruído. Construiu com constância.
Na Justiça Eleitoral, onde já atuava há anos, exerceu a Vice-Presidência e a Corregedoria Regional Eleitoral no biênio anterior. Agora, eleita por aclamação para presidir o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe no biênio 2026-2028, assume em um dos momentos mais decisivos do calendário republicano. Eleição geral exige equilíbrio, comando técnico e sensibilidade institucional. Exige pulso sereno. Exige alguém que saiba ouvir antes de decidir. Ana Lúcia reúne essas credenciais.
Sua história também dialoga com a própria tradição do Judiciário sergipano. É casada com o desembargador aposentado José dos Anjos, ex-presidente do TRE, magistrado respeitado por sua densidade intelectual e contribuição ao tribunal. Dois percursos marcados pelo compromisso com a Justiça. Duas trajetórias que ajudaram a fortalecer a cultura institucional do Estado. Não se trata de herança. Trata-se de legado compartilhado de dedicação ao serviço público.
A posse de Ana Lúcia na presidência do TRE simboliza mais do que uma transição administrativa. Representa a força da mulher no comando da engrenagem eleitoral, em um ano que exigirá equilíbrio, firmeza e independência. Sergipe entrega a condução das eleições de 2026 a uma magistrada experiente, humana e respeitada. A democracia agradece quando é conduzida por mãos firmes e coração sereno. Que venha o novo ciclo. Sergipe sabe quem está à frente. Boa sorte Ana Lúcia!




