Áurea Ribeiro chega a 2026 com uma decisão importante: não será candidata à reeleição. Depois de conquistar 26.200 votos em 2022 e ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa, ela decidiu apoiar Hilda Ribeiro, sua nora, ex-prefeita de Lagarto e esposa do deputado federal Gustinho Ribeiro. A cadeira muda de nome, mas continua no mesmo campo político. Agora, cabe ao eleitor observar se essa troca representa renovação real ou apenas continuidade familiar.
O mandato de Áurea teve foco em saúde, assistência social, mulheres e inclusão. Ela apresentou projetos voltados à pessoa com diabetes, alimentação saudável, empreendedorismo feminino e combate ao sedentarismo. Não foi uma deputada de grandes confrontos ideológicos, mas atuou em pautas sociais e comunitárias. Seu trabalho deve ser avaliado pelo que entregou de concreto, não apenas pela força do sobrenome ou da base política.
O ponto mais delicado da trajetória recente foi o embate político em Lagarto. Áurea travou disputas duras com adversários locais, especialmente no campo ligado a Sérgio Reis e Ibrain Monteiro. Houve críticas, respostas atravessadas e episódios que renderam desgaste. Em Sergipe, briga política às vezes parece forró de feira: começa com zabumba e termina com todo mundo querendo microfone. Mas o eleitor precisa separar barulho de resultado.
Com Áurea fora da disputa, Hilda Ribeiro passa a ser a aposta do grupo. Ela tem capital político, já comandou Lagarto e conta com a força dos Ribeiro. Mas voto não é herança de família nem cadeira de varanda passada no almoço de domingo. Se Hilda quiser ocupar esse espaço, terá que mostrar projeto, entrega e compromisso com Sergipe. Porque tradição ajuda na largada, mas só resultado sustenta mandato.




