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Lula e o mês da mulher: o silêncio cúmplice das feministas de esquerda

Lula pode até se autoproclamar um “progressista”, mas quando abre a boca, parece ter saído de uma reunião de senhores engravatados dos anos 1950, discutindo o “papel da mulher” na sociedade. O problema não é apenas um ou outro deslize: é um padrão de comportamento que evidencia um pensamento enraizado no machismo estrutural que ele finge combater.

Mas o mais chocante nessa história toda não é o próprio Lula – afinal, o histórico dele fala por si. O que impressiona é a hipocrisia ensurdecedora de certos setores da esquerda feminista, que antes se indignavam com qualquer frase atravessada de Jair Bolsonaro, mas agora fazem vista grossa para as falas misóginas do presidente petista. Afinal, onde estão as hashtags furiosas? Onde estão os protestos? Onde estão os manifestos revoltados das militantes que acusavam o ex-presidente de ser o maior inimigo das mulheres?

Se Lula fosse um CEO de uma multinacional, já teria sido cancelado, processado e expulso pela porta dos fundos. Mas como ele é um ícone da esquerda, parece que pode despejar misoginia à vontade sem consequências. Vamos recordar algumas das suas pérolas e analisar a gravidade de cada uma.

Lula, ao perceber que não haveria música em um evento, apontou para uma jovem negra e disse: “Então essa menina vai batucar alguma coisa, porque uma afrodescendente gosta de um tambor.” O que dizer disso? Estereotipação racial e machismo em uma única frase. Imagine se fosse Bolsonaro falando algo assim? As ruas já estariam tomadas de cartazes e protestos. Mas como veio do “líder operário“, passou batido.

Diante de uma jovem mãe com três crianças, Lula não perdeu a chance de soltar um comentário grosseiro: “Olha aquela moça que veio aqui com três crianças. Eu falei para ela: minha filha, a primeira coisa que você tem que fazer é parar de ter filho.” Detalhe: ele mesmo vem de uma família com 17 irmãos! Então, quando é a mãe dele tudo bem, mas quando é uma mulher pobre de hoje em dia, é irresponsabilidade? Quem Lula pensa que é para decidir quantos filhos uma mulher pode ter? O dono dos úteros brasileiros?

Outra pérola: “Eu fiquei sabendo que tem pesquisa que mostra que depois de jogo de futebol aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável. Mas se o cara é corintiano como eu, tudo bem.” O presidente do Brasil, em um país onde 12 milhões de mulheres sofrem violência doméstica por ano, brincando com o assunto. Se fosse qualquer outro político de direita, as manchetes denunciariam “fomento à cultura do estupro”. Mas como foi Lula, tudo certo.

Falando sobre a ministra das Relações Institucionais, Lula soltou:
“Por isso eu coloquei essa mulher bonita para ser ministra das Relações Institucionais.” Ou seja, a competência da ministra é irrelevante. O que importa, segundo Lula, é que ela seja “um agrado”para os homens do Congresso. Se um executivo dissesse isso sobre uma funcionária, seria afastado imediatamente. Mas no governo petista, a militância finge que não ouviu.

Em um evento oficial, diante da própria esposa, Lula soltou:
“Eu sou um amante da democracia, porque na maioria das vezes os amantes são mais apaixonados pela amante do que pelas mulheres.” Imagina um chefe de empresa falando isso na frente da esposa em um jantar corporativo? Seria um escândalo. Mas Lula, o “progressista”, segue ileso.

Recentemente, Lula afirmou:“Uma mulher sem profissão vai ficar a vida inteira dependente dos outros. Vai casar e, se não tomar cuidado, o marido vai agredi-la e ela vai ficar com ele porque precisa dar comida para os filhos.” Quer dizer que, segundo Lula, a culpa da violência doméstica é da mulher que não se precaveu? O agressor é um coitado sem responsabilidade? Esse discurso não é apenas machista – ele é criminoso.

O machismo no clã Lula não se resume ao presidente. Em abril de 2024, seu filho caçula, Luis Cláudio Lula da Silva, foi denunciado por agredir fisicamente e psicologicamente sua companheira. Ele a xingava de “vagabunda, gorda, feia e doente mental” e chegou a dar uma cotovelada na barriga da mulher. Se fosse um filho de Bolsonaro, isso seria tratado como prova de que o patriarcado está enraizado na família. Mas com o sobrenome Lula, o caso sumiu dos noticiários rapidamente.

E agora? As mulheres que gritavam contra Bolsonaro não têm nada a dizer sobre Lula? O feminismo progressista só serve para atacar adversários políticos? A filósofa Simone de Beauvoir já alertava que o machismo estrutural se sustenta quando há conivência e omissão. E é exatamente isso que vemos agora. Quando Bolsonaro dizia frases infelizes, a revolta era instantânea. Mas quando Lula faz o mesmo (ou pior), as mesmas militantes progressistas fingem que não ouviram.

Isso não é feminismo. Isso é militância seletiva. Se o feminismo não serve para criticar os próprios aliados, então ele não serve para nada. E se Lula não for cobrado por essas declarações misóginas, a esquerda estará apenas provando que seu compromisso com as mulheres é pura conveniência política. Está na hora de parar de passar pano. Porque machismo não tem ideologia – e conivência também não.

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