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Emília e Valmir unem forças para baratear o transporte

A proposta de transformação do transporte público nasce do entendimento político e administrativo entre a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho. Não é uma ideia construída por uma única pessoa nem uma promessa isolada de campanha. É um projeto de cooperação entre Prefeitura e Governo do Estado que, se colocado em prática, poderá mudar a vida de quem precisa do ônibus para trabalhar, estudar, cuidar da saúde ou simplesmente atravessar a cidade.

Emília já participa do financiamento do transporte coletivo da Grande Aracaju. A Prefeitura aporta cerca de R$ 6,3 milhões por mês para ajudar a manter a passagem em R$ 4,50, enquanto o custo técnico do sistema se aproxima de R$ 7 por usuário. Valmir anunciou que, caso seja eleito, o Governo do Estado entrará nessa conta, permitindo reduzir a tarifa para até R$ 3. É a Prefeitura fazendo a parte municipal e o Estado assumindo a responsabilidade que lhe cabe. Quando os governos conversam, a tarifa desce. Quando brigam por fotografia, quem sobe no prejuízo é o passageiro.

A redução poderá devolver mais de R$ 60 por mês ao trabalhador que utiliza dois ônibus diariamente. Em uma família com dois usuários frequentes, a economia pode passar de R$ 120. Parece pouco para quem enxerga o transporte pela janela do carro oficial, mas significa feira, gás, remédio e conta de energia para quem conta as moedas antes de chegar à catraca. O entendimento entre Emília e Valmir transforma mobilidade em política social, porque reduzir a passagem é também devolver renda ao cidadão.

A parceria pretende alcançar igualmente os moradores do interior. Pelo projeto de integração, uma pessoa que sair de Propriá em um veículo da Coopertalse pagará a passagem intermunicipal e, ao chegar a Aracaju, poderá utilizar o transporte coletivo da capital durante uma janela de quatro horas, conforme as regras que ainda deverão ser regulamentadas. Nesse período, poderá ir ao médico, ao banco, fazer compras ou resolver outros compromissos sem pagar uma nova tarifa a cada embarque. Dentro das condições previstas, também poderá iniciar o retorno ao município de origem utilizando o mesmo sistema integrado.

Essa integração exigirá bilhetagem eletrônica, participação das cooperativas e articulação entre o sistema estadual e a rede municipal organizada pela gestão de Emília. Também dependerá de regras claras sobre quantidade de embarques, prazo de utilização e viagem de retorno. Mas a lógica é simples e poderosa: o sergipano não deve pagar várias vezes para exercer o direito de circular. O passageiro deixa de ser tratado como uma carteira ambulante e passa a ser reconhecido como cidadão.

O projeto ainda reúne a entrega de 100 ônibus elétricos para a Grande Aracaju, usinas de energia solar, pontos de recarga e linhas de crédito para que a Coopertalse, cooperativas e proprietários de vans possam substituir veículos convencionais por modelos elétricos. Emília oferece a experiência e a estrutura da capital. Valmir propõe ampliar o financiamento e levar a integração ao conjunto do Estado. Esse é o verdadeiro sentido do engajamento entre os dois: Prefeitura e Governo trabalhando na mesma direção. Se essa união sair do discurso e entrar no orçamento, Emília e Valmir poderão construir o maior avanço da mobilidade sergipana das últimas décadas.

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