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SENADO EM DISPUTA: TRÊS CANDIDATOS E UMA DANÇA DAS CADEIRAS

A corrida pela presidência do Senado reúne três nomes e uma especialidade de Brasília: contar votos que ainda não apareceram. Davi Alcolumbre tenta permanecer no comando, Rogério Marinho prepara sua candidatura e Tereza Cristina se apresenta como alternativa. Marinho e Tereza conversaram para unir a oposição, mas saíram sem acordo. Querem trocar o síndico do Senado, só que cada um chegou à reunião carregando a própria faixa de posse. Desse jeito, o condomínio pode acabar reelegendo o porteiro!

Rogério Marinho chega à disputa com experiência parlamentar e administrativa: foi deputado federal, relator da reforma trabalhista, secretário de Previdência e Trabalho e ministro do Desenvolvimento Regional. O PL articula sua candidatura, o Novo sinaliza apoio e há conversas com outras legendas. Marinho defende maior protagonismo do Senado, inclusive no exame de pedidos contra ministros do STF. Tem currículo para sustentar uma candidatura séria; seu teste será agregar votos além da própria trincheira. Em Brasília, discurso firme não substitui a matemática: aplauso não entra na urna.

Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, tenta abrir espaço entre o confronto de Marinho e a habilidade negociadora de Alcolumbre. Prefere destacar reformas econômicas e não colocar o impeachment de ministros do STF no centro de tudo. Também circulam negociações sobre postos estratégicos, inclusive a Comissão de Constituição e Justiça. A dança das cadeiras já começou, só que ali ninguém dança por esporte: cada passo pode valer um gabinete, uma comissão e uma fatia de poder. Falta saber se a música é para o país ou para os músicos.

Alcolumbre conhece os corredores e o mapa dos interesses: voltou à presidência em 2025 com 73 votos, mas aquele placar não é escritura vitalícia do cargo. Para vencer em fevereiro de 2027, qualquer nome precisará reunir ao menos 41 votos entre os 81 senadores, em votação secreta. As contagens anunciadas nos bastidores se sobrepõem, e ninguém demonstrou publicamente maioria segura. O Senado precisa de debate, independência e compromisso constitucional, não de leilão de cadeiras. Em Brasília, o apoio às vezes chega com laço de presente. A conta, como sempre, tentam mandar ao contribuinte.

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