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A pesquisa fotografa a disputa; o eleitor escreve o final

A Quaest divulgada pela TV Sergipe ontem, dia 24, mostra Fábio Mitidieri à frente na corrida pelo governo, com 43% das intenções de voto, contra 34% de Valmir de Francisquinho. Essa é a primeira informação que o leitor precisa ter. A segunda merece igual atenção: em relação à rodada de agosto do mesmo instituto, Fábio passou de 40% para 43%, enquanto Valmir foi de 28% para 34%. A diferença caiu de 12 para nove pontos. Valmir cresce sem que seja preciso declarar uma virada que a pesquisa não mostrou; o mérito político está em ter reduzido a distância enquanto o governador também avançava. A Quaest ouviu 804 pessoas entre 20 e 23 de setembro, com margem de erro informada de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. 

Há um jeito simples de entender os demais números. Na pesquisa estimulada, o entrevistado vê os nomes dos candidatos: é daí que vêm os 43% e os 34%. Na espontânea, precisa lembrar de um nome sem receber a lista. Nessa pergunta, Fábio foi de 26% para 33%, e Valmir deu um salto de 13% para 24%; 36% ainda não citaram candidato. Já na simulação de segundo turno entre os dois, a vantagem do governador diminuiu de 13 para sete pontos: o placar agora é 48% a 41%. São sinais de que Valmir ganhou presença na disputa e se tornou o adversário que oferece o confronto mais apertado a Fábio entre os cenários testados. Simulação, porém, não é resultado de urna nem garantia de que haverá segundo turno. 

O sergipano também tem razão ao perguntar por que vê números diferentes em outros levantamentos. Na pesquisa INOR feita de 1º a 4 de setembro, Valmir apareceu numericamente à frente no cenário estimulado, com 38,69%, ante 34,11% de Fábio, uma diferença que o próprio levantamento tratou como empate técnico diante da margem de erro informada. A Quaest, realizada semanas depois, mostra Fábio na liderança. Uma não apaga a outra: foram entrevistas em períodos distintos, conduzidas por institutos distintos. Para saber se alguém cresceu, a comparação mais clara é entre rodadas do mesmo instituto; para avaliar pesquisas diferentes, é preciso olhar também datas, perguntas, amostra e método. É compreensível que resultados tão diversos alimentem a desconfiança de parte do público, mas desconfiança, por si só, não prova que um levantamento seja falso. 

A Quaest trouxe ainda um recado que vai além da disputa entre nomes. A crise hídrica passou de 13% para 24% nas respostas sobre o principal problema de Sergipe, aproximando-se da saúde, citada por 27%. O governador conserva 68% de aprovação, mas a água entrou com força na conversa das famílias. Quem abre a torneira e não encontra água não consulta índice de aprovação antes de cobrar solução. Valmir encontra aí uma pauta concreta para questionar o governo; Fábio tem a tarefa de responder com medidas e resultados. A pesquisa registra a preocupação do eleitor, embora não permita afirmar que a falta d’água, sozinha, causou o crescimento de qualquer candidato. 

Na corrida ao Senado, a cautela deve ser a mesma. André Moura aparece numericamente à frente na combinação dos dois votos, com 12%, seguido de André David, com 11%, e Rogério Carvalho e Alessandro Vieira, com 10% cada. Como o eleitor escolhe dois senadores, convém observar as duas escolhas separadamente: para a segunda vaga, 22% ainda se dizem indecisos. Portanto, há movimento, disputa e espaço para conversa, sem cadeira entregue por antecipação. Faltam nove dias para 4 de outubro. Até lá, o melhor serviço que uma pesquisa pode prestar ao sergipano é mostrar onde a eleição está hoje e quais perguntas os candidatos ainda precisam responder. 

Jorginho pisa forte e incomoda aliados. Jorginho Araujo passou por Feira Nova e Nossa Senhora da Glória mostrando uma campanha intensa, mas a maneira de ocupar espaço começa a gerar atritos até entre aliados de Fábio Mitidieri. Nos bastidores, políticos relatam incômodo com sua aproximação de bases ligadas a outras lideranças e descrevem seu estilo como ríspido e pretensioso. Também há relatos de perda de apoio no interior. Jorginho pode até chegar primeiro ao palanque; se continuar atropelando quem está nele, corre o risco de sair sozinho.

Yandra percorre Capela. Yandra Moura apareceu em carreata ao lado de Cristiano Cavalcante e de lideranças municipais. Também recebeu reconhecimento público do governador por emendas destinadas ao Opera Sergipe em ato no interior. A caravana mostra alianças; o eleitor tem o direito de saber onde os recursos chegaram e que resultado produziram. Os atos relatados ocorreram na quarta-feira, 23, e foram repercutidos ontem. 

Susane entre as eleitoras. A campanha de Susane Vidal ganhou visibilidade em uma mobilização feminina no bairro 18 do Forte, com a presença de Emília Corrêa. É uma oportunidade de apresentar a própria voz a quem já conhece as lideranças ao seu lado. Apoio chama atenção; proposta própria é o que mantém a conversa depois que a carreata passa. 

Fábio Reis e a conta da saúde. Fábio Reis apresenta as emendas para o Opera Sergipe como marca de seu trabalho parlamentar. Saúde é assunto que atravessa palanque e chega à mesa de quem espera atendimento. O eleitor pode reconhecer o investimento e, ao mesmo tempo, cobrar uma conta objetiva: quanto foi aplicado e quantas pessoas tiveram a espera reduzida? 

Danielle Garcia e os cavalos selados. Delegada Danielle Garcia caminhou pelo Siqueira, mas sua campanha parece menor do que o tamanho político que já lhe atribuíram. Nas ruas, chamam atenção a pouca presença de carros plotados e a ausência de grandes lideranças ao seu lado. Danielle já foi vista como nome capaz de disputar espaços maiores, inclusive o Senado e a Prefeitura de Aracaju. Agora precisa mostrar força na corrida pela Assembleia. Na política, deixar passar um cavalo selado pode ser escolha; deixar vários passarem pode terminar em decepção na urna.

Gustinho mostra as emendas. Em encontro recente com moradores do Marivan, Gustinho Ribeiro falou de ações financiadas por emendas parlamentares. O argumento é conhecido de quem busca a reeleição: mostrar serviço antes de pedir outro mandato. A parte mais forte dessa conversa será sempre a obra ou o atendimento que o morador consegue apontar na própria comunidade. O encontro ocorreu no dia 22. 

Paulo Júnior fala de inclusão. O deputado levou à campanha sua atuação em acessibilidade e proteção de direitos. É uma pauta que merece sobreviver ao calendário eleitoral, porque a barreira enfrentada por uma pessoa com deficiência continua na segunda-feira seguinte à votação. A boa promessa é aquela que vem acompanhada de execução e fiscalização. 

André Davi reage sem sair da campanha. André Davi respondeu rapidamente em vídeo às questões levantadas sobre sua atuação e deixou claro que seguirá na disputa pelo Senado. O delegado afirma que não aceitará o que considera perseguição, sobretudo se vier da instituição à qual pertence. Sua reação mostra disposição para enfrentar o episódio publicamente, sem recolher a candidatura. As acusações exigem apuração e resposta dos envolvidos; a firmeza do candidato, por sua vez, já ficou evidente.

Cristiano acompanha a caravana. Cristiano Cavalcante percorreu Capela ao lado de Yandra Moura e de lideranças da cidade. A presença conjunta deixa clara a força de uma aliança municipal. O teste para quem disputa a reeleição estadual é explicar o que essa articulação entregou a Capela e o que pretende cobrar no próximo mandato. O ato ocorreu no dia 23. 

Cláudio vai ao Sertão, mas o fôlego preocupa. Cláudio Mitidieri passou a manhã com vaqueiros em Nossa Senhora da Glória e circulou entre apoiadores. A cena rende boas fotos, mas há entre seus simpatizantes a percepção de que a campanha perdeu firmeza, inquietação que o próprio candidato parece sentir. Quem largou cedo e forte corre o risco de chegar à reta final com pouco fôlego. No Sertão, além de segurar as rédeas, Cláudio precisa mostrar que ainda conduz a própria campanha e responder pelo atendimento de saúde na região.

Ibrain declara seu lado. Ibrain de Valmir reafirmou em entrevista o apoio à reeleição de Alessandro Vieira e relacionou essa aliança a investimentos para Lagarto. Em campanha, parceria rende fotografia e discurso. O eleitor pode pedir a parte mais interessante da história: quais investimentos, em que fase estão e quando chegam à vida da cidade? A entrevista ocorreu na quarta-feira. 

Georgeo mantém a cobrança. Georgeo Passos tem levado à disputa pautas como concursos públicos, pagamento devido a policiais militares e dificuldades dos citricultores. É o tipo de agenda que troca o confete por perguntas incômodas. Para ganhar força, cada cobrança precisa apontar a medida necessária e quem tem poder para adotá-la. 

Moana e o botão do “é mentira”. Moana Valadares ganhou estrutura e visibilidade na disputa pela Câmara, mas também começa a adotar nas redes um tom de confronto parecido com o de Rodrigo Valadares: diante de críticas e notícias incômodas, a resposta tende a ser “é mentira”. Uma informação pode estar errada e deve ser corrigida. Para isso, é preciso mostrar onde está o erro, apresentar os fatos e respeitar quem pergunta. Chamar o outro de mentiroso é rápido; esclarecer o eleitor dá mais trabalho e rende mais confiança.

Maisa mostra a aliança. Maisa Mitidieri disputa a reeleição pelo PSD e aparece publicamente ao lado do projeto político do governador. A proximidade dá visibilidade, mas também convida a uma avaliação individual. Quem volta à Assembleia precisa apresentar ao eleitor o trabalho que fez com o próprio mandato e as prioridades que levará adiante. 

Ícaro assina a própria campanha. Ícaro de Valmir entrou na disputa com um sobrenome conhecido, mas vem conquistando espaço com sua própria presença. O apoio de Valmir de Francisquinho e do grupo abre portas; quem precisa atravessá-las, conversar com o eleitor e ganhar confiança é Ícaro. E ele tem mostrado disposição para isso. A campanha começa a revelar um candidato que quer ser reconhecido pelo que faz, além do nome que carrega.

Alessandro vai ao debate. Alessandro Vieira participou do debate da FM Sergipe na noite de quarta-feira e tratou de educação, fiscalização do Supremo e de sua atuação parlamentar. Debate dá ao eleitor a chance de ouvir uma proposta ser confrontada por outra. É ali que a experiência de mandato precisa sair do currículo e virar resposta direta. 

Patrão não escolhe voto. O TRT da 20ª Região reforçou o combate ao assédio eleitoral e mantém plantão para medidas urgentes. A regra cabe numa frase: contrato de trabalho não inclui procuração para votar pelo empregado. Ameaçar demissão ou oferecer vantagem por apoio político pode levar a disputa do escritório para a Justiça. O chefe manda no expediente; na urna, quem manda é o eleitor.

Rodrigo enfrenta o microfone. Rodrigo Valadares participou do debate para o Senado e também repercutiu após interromper a fala de Luizão Dona Trampi em um ato do PL. São duas cenas diferentes com a mesma pergunta para quem pretende representar Sergipe: como ouvir quem discorda ou disputa espaço? Saber falar é parte da campanha; saber dividir a palavra também. 

Edvaldo perdeu terreno na Quaest. Edvaldo Nogueira apresenta a experiência na Prefeitura de Aracaju como credencial para o Senado, mas a pesquisa de 24 de setembro trouxe um sinal incômodo: na soma das duas vagas, passou de 6% para 5%. No cenário da segunda vaga, caiu de 6% para 3%. É uma perda de força numérica que sua campanha precisa enfrentar, embora, pela margem de erro, não seja possível afirmar queda estatisticamente confirmada. Currículo de prefeito ajuda; na reta final, Edvaldo precisa convertê-lo em voto. 

Iran leva a escola à mesa. Iran Barbosa participou do debate da FM Sergipe e insistiu na qualidade do ensino e nos critérios para avaliá-la. Professor em campanha tem a vantagem de conhecer a sala de aula. A cobrança é transformar esse conhecimento em medidas que possam ser votadas, financiadas e acompanhadas pelo público. 

Eduardo cresce na conversa com o eleitor. Eduardo Amorim recebeu o apoio da Cooperativa dos Anestesiologistas de Sergipe e também dos dirigentes do sindicato dos policiais civis. São duas categorias que conhecem de perto serviços essenciais e decidiram ouvi-lo nesta campanha. Médico anestesiologista, ex-deputado federal e ex-senador, Eduardo chega à disputa com experiência para falar de saúde e segurança sem precisar decorar o assunto na véspera da entrevista. 

Eduardo fez a lição de casa. Formado em Medicina pela UFS e em Direito pela Unit, Eduardo Amorim construiu uma trajetória que passou pela Câmara e pelo Senado. Preparação é uma marca reconhecível de sua vida pública: ele estuda os temas, conhece o funcionamento do Congresso e chega às conversas com propostas para apresentar. Na Quaest de 24 de setembro, marcou 8% na soma das duas vagas ao Senado, percentual que o mantém na disputa. A pesquisa anterior também lhe atribuía 8%; portanto, o dado permite falar em presença competitiva, mas ainda não comprova uma subida.

Renatinha pede espaço. Renatinha disputa uma das vagas do Senado pela Democracia Cristã e já anunciou Alessandro Vieira como seu segundo voto. O gesto mostra uma escolha política, mas sua própria candidatura também precisa ser ouvida. O público tem o direito de conhecer as propostas pelas quais ela pede o primeiro voto.

Carira acordou com operação. Policiais militares e civis cumpriram mandados na Operação Cidade Segura. Segundo as forças de segurança, um investigado por homicídio morreu em confronto; outro não foi localizado. Arma, drogas e celulares foram apreendidos. A ação chegou aos programas policiais, mas a apuração não termina quando a câmera desliga: as circunstâncias da morte e o destino das provas exigem registro e investigação rigorosos.

A Justiça respondeu no Zap. O TJSE implantou uma central de suporte de tecnologia pelo WhatsApp para magistrados e servidores, com abertura e acompanhamento de chamados e consultas por inteligência artificial. Por enquanto, é serviço interno. O Judiciário entrou na conversa com a IA; o verdadeiro teste será enfrentar a pergunta mais brasileira do sistema de Justiça: “Bom dia, doutor. Tem alguma novidade no processo?”

Condenação vira oportunidade. O fundo estadual de recomposição de danos trabalhistas aprovou o projeto Sergipe Delas – Mulheres na Reciclagem, com participação do MPT em sua estrutura. A proposta prevê destinar recursos de multas e indenizações coletivas a mulheres que trabalham com reciclagem. É uma mudança interessante de roteiro: o dinheiro sai do processo e pode chegar a quem conhece o peso real do trabalho.


Encomenda desviou para a investigação. A Polícia Federal deflagrou a Operação Desvio de Rota para apurar extravio de encomendas e possíveis fraudes em registros de duas agências dos Correios em Sergipe. A investigação menciona notebooks e celular; a 8ª Vara Federal autorizou busca cumprida em Estância. O cliente esperava a entrega em casa. A polícia agora quer descobrir por que parte da rota parece ter terminado em outro endereço.

O passado pede socorro na UFS. O MPF reuniu a Universidade Federal de Sergipe e pesquisadores para discutir a proteção de coleções científicas, paleontológicas, arqueológicas e biológicas. Há medidas emergenciais em pauta e uma proposta de imóvel para o Museu de Ciências Naturais. Acervo guardado sem conservação corre o risco de virar uma descoberta amarga: perder uma peça antes que o público tenha a chance de conhecê-la.

Ouvidoria entra em campo. O TRE-SE anunciou um plantão especial da Ouvidoria a partir de segunda-feira, 28, para orientar eleitores sobre votação, justificativa e denúncias. Na reta final, essas dúvidas se multiplicam com uma pontualidade que a campanha inteira invejaria. É melhor consultar antes: procurar a seção no domingo, com pressa e o celular sem bateria, não deveria ser tradição eleitoral.

Matheus de volta à campanha. Após o acidente, Matheus Corrêa recebeu alta ontem e já retomou as atividades. Ainda volta com cautela, como recomenda a recuperação, mas encontrou apoio dos correligionários e recebeu visitas de Emília Corrêa e Eduardo Amorim. A campanha ganha de volta um candidato disposto a percorrer seu próprio caminho até a Assembleia. O susto interrompeu a agenda; Matheus quer mostrar que não interrompeu sua vontade de vencer.

Itabaiana mudou o caminho da urna. A 9ª Zona Eleitoral comunicou alterações em nove locais de votação na cidade. É aviso para quem já sabe fazer o trajeto de olhos fechados: desta vez, a memória pode levar ao colégio errado. Antes de sair para votar, confira o endereço atualizado. Democracia exige escolha consciente; encontrar a escola certa já é um excelente primeiro passo.

TRE ensaia o domingo decisivo. A 1ª Zona Eleitoral reuniu a equipe de apoio logístico para acertar procedimentos nos locais de votação e no atendimento ao eleitor. Não rende o suspense de uma disputa de candidatura, mas evita o suspense que ninguém quer viver às sete da manhã: onde está a urna, quem recebeu a chave e para qual sala foi o mesário?
Ribeiro avança em Lagarto. Coronel Ribeiro ganhou o apoio da advogada Sheila Bio, filha do falecido Sargento Bio. Ela relacionou sua escolha à experiência de quem começou como soldado e chegou ao comando-geral da PM. Ribeiro também vem levando a campanha ao interior, onde serviu por anos e conhece as cidades além das placas na estrada. Sua trajetória dá força ao discurso sobre segurança e valorização policial. Agora, o desafio é transformar essa experiência em propostas para a Assembleia.

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