Carminha Paiva chega a 2026 com uma mudança importante no tabuleiro: não deve disputar a reeleição para deputada estadual. A deputada, eleita em 2022 com 34.790 votos pelo Republicanos e hoje filiada ao PT, abre espaço para o esposo, Padre Inaldo, ex-prefeito de Nossa Senhora do Socorro. A informação pública mais recente aponta que Carminha dá como certa a candidatura de Padre Inaldo à Alese e aguarda definição do PT sobre seu próprio caminho político.
Seu mandato teve uma marca social evidente. Carminha trabalhou pautas ligadas à assistência, mulheres, pessoas com deficiência, saúde, dignidade menstrual, mães atípicas e população vulnerável. Não foi uma deputada de grandes confrontos ideológicos, mas de atuação comunitária e de base. É aquele tipo de mandato que não vive de foguetório, mas tenta aparecer na ponta, onde o povo cobra remédio, acolhimento, transporte, assistência e respeito.
O ponto mais delicado da trajetória recente foi a candidatura barrada à Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro em 2024, por inelegibilidade reflexa, em razão da relação com Padre Inaldo. Depois, os dois se filiaram ao PT em ato político conduzido por Rogério Carvalho, reposicionando o grupo no cenário estadual. Em Sergipe, mudança de partido é igual troca de camisa em noite de forró: o povo olha, comenta e quer saber se foi por projeto, por cálculo ou por sobrevivência no salão.
Agora, com Carminha cedendo espaço a Padre Inaldo, o eleitor sergipano precisa avaliar com calma. Inaldo tem peso político, já governou Socorro e carrega base própria. Mas voto não é herança de família nem cadeira passada de mão em mão no almoço de domingo. Se ele disputar a Alese, terá que mostrar serviço, projeto e compromisso concreto com Sergipe. Porque tradição ajuda na largada, mas só entrega real segura mandato.




