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A SIRENE TOCOU, O CAFÉ FERVE E A POLÍTICA ESCORRE PELA MESA

Se você piscou, perdeu: Sergipe virou palco de novela política com roteiro de ação, humor involuntário e mais reviravolta que série mexicana com orçamento da Netflix. Tem professor esperando reajuste que nunca chega, político fazendo cosplay de gestor eficiente, justiça que derruba operação que parecia episódio de CSI e vice que virou prêmio de reality show, tudo isso enquanto o presidente da OAB viaja e o semáforo entra em crise existencial dentro de uma rotatória.

É isso mesmo: em Sergipe, o improvável é rotina e o contraditório é política pública. Tem deputado distribuindo ingratidão como quem joga santinho no calçadão, senador que brigava com “fichas sujas” e agora senta com eles pra dividir palanque e café sem açúcar (porque a coerência já foi pro espaço), e prefeita em missão oficial de avó no Canadá enquanto a cidade, pasme, funciona até melhor.

A coisa tá tão surreal que até o Governo Federal lançou RG pra cachorro, enquanto gente inocente só queria um CPF limpo pra seguir a vida. E no meio disso tudo, Cabrini apareceu em Sergipe e o pânico se espalhou feito fake news em grupo de zap.

Então segura na mão do bom senso (se ainda sobrar) e vem comigo, porque o noticiário de hoje é uma mistura de House of Cards, Porta dos Fundos e um jornal de bairro escrito por roteiristas do Choque de Cultura. Bora? P.S.: Tem até nota de pesar porque até o absurdo tem hora pra parar e respeitar o silêncio.)

Sergipe: Professores voltam à mesa, mas o apito segue no bolso – Depois de anos no modo “não perturbe”, o governo de Sergipe finalmente resolveu conversar com os professores. Prometeu uma proposta “em breve” (leia-se: talvez esse ano). Mas a categoria não tá convencida e já marcou mobilização pro dia 23. Querem o óbvio: descongelar gratificações, corrigir salários e destravar direitos que ficaram no século passado. O governador acenou positivamente, mas jogou as partes importantes pro segundo semestre — tipo quem promete presente e entrega vale-presente. Enquanto isso, o governo diz que educação é prioridade. Só esqueceu de combinar com o contracheque.

Luiz Roberto afia planos pra Alese, segue entregando como gestor — e já fez as pazes com os Mouras – Enquanto metade da classe política já vive em 2026, Luiz Roberto (PDT) segue no presente e entregando obra como quem sabe que voto não cai do céu, mas de resultado concreto. Diante da guerrilha que promete ser a disputa pela Câmara Federal, ele cogita trocar Brasília pela Alese. Nada cravado, mas a conversa já rolou com a família… e com o espelho. Mesmo fora da disputa nacional, Luiz não está parado: comanda a Sedurb com eficiência rara, técnica no currículo e entrega no asfalto. Gestor bom é assim: trabalha enquanto outros postam story com promessa. E pra quem achava que o campo político tava rachado, fica o aviso: Luiz já selou a paz com os Mouras — André e Iandra — porque em política até aliança se reconstrói mais rápido que ponte de campanha. Agora é esperar o próximo movimento, porque peça boa no tabuleiro político não fica muito tempo parada.

Parte 1 – Torre de Babel desaba: Justiça absolve réus e desmonta acusação – Fim de linha (ou melhor, de narrativa) para a Operação Torre de Babel. A Justiça sergipana absolveu todos os réus envolvidos no caso que, anos atrás, prometia ser o grande escândalo de contratos de limpeza urbana em Aracaju. O juiz foi claro: não houve associação criminosa, nem fraude em licitação, nem a tal organização estável que os inquéritos pintaram com pincel grosso. A investigação, na época, foi tocada pela então delegada Danielle Garcia, no comando do Deotap, com apoio do Ministério Público. A denúncia apontava favorecimento da Torre Empreendimentos em detrimento da empresa CAVO. Mas, segundo a sentença, o que houve mesmo foi falta de prova e, no fim das contas, os artigos 89, 90 da Lei de Licitações e o famoso 288 do Código Penal viraram letra morta no processo. A decisão judicial reconhece que não só os crimes não se confirmaram, como nem mesmo a estrutura de grupo criminoso foi minimamente caracterizada. Um puxão de orelha técnico que, na linguagem do judiciário, diz muito mais do que parece.

Parte 2 – Quando o inquérito vira sentença política, quem paga a conta? – Agora que a Justiça fez o que deveria ter sido feito lá atrás, analisou as provas com frieza, e não manchetes com fervor. Fica a pergunta: quem responde pelos danos causados a quem foi escalado como vilão, preso, arrastado à execração pública e, agora, inocentado? A Operação Torre foi um divisor de águas na carreira da então delegada Danielle Garcia e também do hoje senador Alessandro Vieira. Ambos ganharam protagonismo justamente por conduzir investigações como essa  que, como se vê agora, tinham mais fôlego político do que fundamento jurídico. Importante dizer: muitos dos alvos da Torre foram presos, escrachados e tiveram a imagem triturada pela opinião pública, baseada num inquérito que agora a própria Justiça reconhece como frágil, inconclusivo e, na prática, injusto. Não se trata aqui de atacar instituições, mas de lembrar que cargos de autoridade exigem mais do que boas intenções e holofotes. Exigem responsabilidade. Porque erro em inquérito não é só um tropeço técnico, é vida que se perde, reputação que não volta, empresa que quebra, família que sangra. E enquanto alguns seguiram carreira na política com base nessa onda, outros ficaram para trás com a pecha de criminosos, mesmo sendo, hoje, inocentes pela própria Justiça sergipana. Se a Torre caiu, é hora de rever não só os escombros, mas quem subiu nela com megafone na mão e dedo em riste. Justiça tardia não paga o estrago, mas expõe quem construiu castelo de popularidade em cima de areia política. Diante disso, fica a pergunta para a população sergipana:  Quem deve ser responsabilizado quando uma investigação causa danos irreparáveis a inocentes? Você acha justo que os investigados paguem com a liberdade e a honra, enquanto os responsáveis seguem sem responder pelos erros? A Justiça fez sua parte. Agora, o que o povo pensa disso?

Rodrigo Valadares segue firme como favorito para relatar projeto da anistia – O deputado sergipano Rodrigo Valadares (UB) deve continuar como relator do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A proposta, engavetada após a primeira discussão na CCJ, volta ao jogo com pedido de urgência e pode ser votada já após a Páscoa. Rodrigo, articulado e em ascensão na oposição, é visto como o nome ideal para tocar uma pauta explosiva com equilíbrio. A proposta prevê anistiar crimes mais graves, como tentativa de golpe, mantendo punições para danos ao patrimônio. Técnico, com discurso afiado e bom trânsito político, Valadares mostra que está pronto para o desafio. Resta saber se o país está pronto para encarar esse debate.

A vice que virou trono disputado – A vice-governadoria de Sergipe virou o prêmio mais cobiçado da temporada 2026. Em vez de alianças, o que se vê nos bastidores é uma guerra fria à la Game of Thrones, versão nordestina. Fábio Mitidieri (PSD), que ainda tenta manter o reino unido, assiste de camarote ou finge que assiste ao surgimento de favoritismos. Os irmãos Reis – Sérgio e Fábio – já fizeram seu lance no tabuleiro e empurrou Priscila Felizola (Podemos) para o centro do palco. A moça é a filha de Belivaldo Chagas que, por sinal, sabe muito bem como pesar na balança quando chega a hora do voto. Só que onde há favoritismo, há também ciúmes políticos. E é aí que entra Jeferson Andrade (PSD), o nome que Mitidieri pessoalmente confia e que muitos dizem ser o preferido do próprio governador. O grupamento político de Mitidieri, mais discreto que sussurro em confessionário, já sinaliza que, se for pra escolher entre lealdade e sobrenome de peso, fica com Jeferson sem pestanejar.

Sérgio Reis, o ingrato em campanha – Enquanto Mitidieri busca unidade, Sérgio Reis parece andar com a Bíblia embaixo do braço, mas sem ler a parte sobre gratidão. Na corrida por 2026, o deputado virou míssil desgovernado. Ignorou solenemente o papel do governador em sua vitória em Lagarto, onde Mitidieri não apenas subiu no palanque como ainda engoliu sapos e silenciou aliados para ajudar Sérgio. E o troco? Sérgio simplesmente atropela o governador e já faz campanha paralela: declarou publicamente que quer Priscila Felizola como vice e ainda apoia Rogério Carvalho para o Senado, num aceno claro à esquerda. E Gustinho Ribeiro? O aliado que nunca pulou do barco, mesmo nas tempestades? Para Sérgio, virou figurante. O deputado, que merecia um salmo sobre lealdade, se depara com a realidade dura: “Em tudo dai graças” (1 Tessalonicenses 5:18), mas parece que quem pratica isso hoje é Gustinho, e não Sérgio, que anda distribuindo ingratidão como quem distribui santinho na feira.

Priscila com pedras no caminho – Priscila Felizola (Podemos) pode até ser a queridinha da vez, mas sua ascensão na corrida pela vice não será um passeio no parque. Com o apoio ruidoso e rebelde do clã dos Reis, a superintendente do Sebrae ganha musculatura política e problemas. Primeiro, porque carrega o sobrenome de Belivaldo Chagas, o que atrai e afasta ao mesmo tempo. Segundo, porque seu nome virou símbolo de uma disputa velada dentro do próprio governo. E, terceiro, porque está sendo usada como peça de pressão: aliados como Sérgio a jogam no tabuleiro como forma de desafiar o próprio Mitidieri. E ninguém desafia um governador sem consequências. O cenário, por enquanto, é de guerra fria, mas os movimentos são claros: enquanto Priscila cresce nas manchetes, Jeferson Andrade fortalece sua rede nos bastidores. E nesse jogo, quem piscar primeiro, dança.

Enquanto o presidente da OAB/SE toma um café em Paris… – Olha só o que acontece quando o chefe da Ordem resolve dar um pulinho na Europa: a Câmara Criminal do TJSE acaba lembrando que videoconferência não é bruxaria e concede, por unanimidade, o direito da advocacia participar de audiências remotamente. Sim, tudo isso graças a um Mandado de Segurança da OAB/SE, que garantiu a um advogado que está em SP, mas é inscrito em Sergipe o direito de atuar sem precisar pegar ponte aérea pra garantir defesa técnica. A justificativa do juiz, diga-se, era mais arcaica que ficha de cartório. No fim, prevaleceu o bom senso (e o Estatuto da Advocacia), e ficou a lição: o Judiciário precisa andar no mesmo ritmo do século XXI. E que bom que a OAB/SE mostrou serviço — mesmo com o comandante passeando fora do mapa. Vai que era isso que faltava pra engrenar!

Lula lança RG para cães e gatos. Agora falta só o CPF pra declarar Imposto de Ração – O Governo Federal anunciou, com pompa e latido, o SinPatinhas, um banco de dados para cadastrar cães e gatos. A ideia é nobre: proteger os bichinhos, identificar perdidos, combater maus-tratos. Mas como sempre, quando o Planalto aparece vendendo empatia gratuita, convém cheirar com cuidado antes de abanar o rabo. A carteirinha é de graça, o cadastro é voluntário (por enquanto) e o microchip é opcional. Mas conhecendo Brasília, a gente sabe como essas coisas evoluem: hoje é “RG pet”, amanhã é MEI Canino com alíquota pra Golden Retriever e taxa de entretenimento sobre miados acima de 85 decibéis. Com 62 milhões de cães e 30 milhões de gatos no Brasil, o governo descobriu um novo eleitorado: aquele que late, mia e ainda não desconfia quando político faz carinho.

Adailton Sousa avalia candidatura ao Senado em 2026 – O nome de Adailton Sousa vem ganhando força nos bastidores do grupo de Valmir de Francisquinho (PL) como possível pré-candidato ao Senado em 2026. Ele já manifestou publicamente interesse na disputa e defende que Valmir tenha poder de indicação dentro do partido. Atualmente, o PL já conta com Eduardo Amorim e Rodrigo Valadares como pré-candidatos, o que acirra a disputa interna. Caso não haja espaço na legenda, Adailton pode migrar para os Republicanos, com quem já mantém conversas. Com base forte no interior e alinhado ao eleitorado conservador, Adailton é visto como um nome com potencial para mobilizar o sertão e ampliar a disputa pelas duas vagas ao Senado que estarão em jogo nas próximas eleições.

PSB projeta crescimento em Sergipe com foco em 2026 – O PSB realizou seu congresso estadual na Alese com a presença de lideranças como Geraldo Alckmin, Carlos Siqueira e Zezinho Sobral. O evento reforçou a estratégia do partido para as eleições de 2026, com destaque para Cláudio Mitidieri, que se consolida como um dos principais nomes para a Câmara Federal. Embora o encontro tenha reunido figuras importantes, esperava-se uma participação maior do público e militância. O partido ainda aposta em nomes como o ex-prefeito Anderson de Zé das Canas para ampliar sua força no interior.

Auxílio-saúde: magistrado nada de braçada, servidor só boia – A presidente do TJ-SE, Iolanda Guimarães, recebeu o Sindijus para apresentar proposta de reajuste no auxílio-saúde dos servidores: 5% de aumento para quem tem até 49 anos e só um “pingado” do que prevê o CNJ para quem tem mais de 50. Falou, explicou, fez conta, mas não convenceu ninguém. Resultado? Magistrado segue no clube de natação; servidor, no máximo, ganha uma bóia furada.

PL Aracaju promete Bolsonaro em Sergipe — só falta o capitão levantar da maca – Recém empossado como presidente do PL Aracaju, o vereador Lúcio Flávio anunciou com entusiasmo que Jair Bolsonaro virá a Sergipe “em breve” como parte da tal Rota 22. O problema? O ex-presidente ainda está em recuperação e, por enquanto, a única rota confirmada é entre o leito e o centro cirúrgico. Lúcio foi comissionado para trazer a caravana ao estado — missão digna de fé, força e um bom plano de saúde. Por ora, Sergipe aguarda. Sentado.

Aleluia, irmãos! Sergipe ficou sem governo… e ninguém percebeu – Neste sábado de Aleluia, Sergipe viveu um momento tão raro quanto eclipse com cobertura da TV Aperipê: o estado e a capital estão oficialmente sem seus titulares no comando. E a população? Segue firme, trabalhando e agradecendo. O governador Fábio Mitidieri pegou um voo para os EUA, onde foi prestigiar um evento da filha. Já a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, embarcou rumo ao Canadá, em missão oficial de avó, sim, foi visitar a neta. Enquanto isso, os vices assumiram: Zezinho Sobral no estado e Ricardo Marques na prefeitura. Um cuidando da caneta, outro calibrando o microfone. Pela primeira vez, temos um governo terceirizado internacionalmente, com escala na América do Norte e conexão direta com a tranquilidade local. Porque, sejamos honestos: o povo não está revoltado. O povo está aliviado. Aliás, que momento! Sergipe sem seus governantes por uns dias e nenhuma crise foi detectada. Nem trânsito, nem nota oficial, nem polêmica nas redes. Nem coletiva com café requentado. Só paz. Aleluia mesmo. Se bobear, no próximo feriado o povo vai pedir bis: “Fábio, Emília… aproveitem mais uns dias fora! Conheçam a Europa, quem sabe a Ásia. A gente segura aqui.” Afinal, como já dizia o povo sábio do interior: quando os donos da casa saem, às vezes a bagunça até melhora.

Brasil acolhe ex-primeira-dama condenada do Peru — e a FAB virou Uber de luxo diplomático – A ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, fugiu pra Embaixada do Brasil em Lima horas antes de ser condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Foi tão rápida que nem esperou a sentença sair — e o Brasil, claro, abriu as portas. E mais: até avião da FAB estaria no roteiro pra resgate da condenada. Missão dada, missão cumprida. O marido dela, o ex-presidente Ollanta Humala, também foi condenado no mesmo esquema — envolvendo milhões da Odebrecht e do governo Hugo Chávez. Segundo delatores, os repasses tinham até dedo do PT brasileiro na articulação. Mas no Brasil, a resposta é diplomática: está tudo bem, estamos conversando. Agora, imagina se fosse Bolsonaro pedindo asilo e a FAB na pista. Já teria nota do STF, editorial em caixa alta e Alexandre de Moraes dando 24 horas pra se explicar sob risco de bloqueio até da conta da avó. Mas como é “amiga do partido”, o silêncio é… institucional. Brasil: onde a FAB virou Uber de luxo, e o tratamento muda conforme a cor do escândalo.

Erika Hilton culpa Trump por erro em visto e desiste de viagem – A deputada Erika Hilton (PSOL) afirmou que o governo Trump emitiu um visto com identificação de gênero masculino, mesmo sem ela ter fornecido essa informação. O visto foi concedido para um evento em Cambridge, mas, por conta do suposto erro, ela se recusou a usá-lo e não viajou. A equipe alegou que o processo foi confuso e truncado, e como o visto é um ato de soberania americana, não houve como contestar. Culpar Trump por um erro burocrático anos depois, no entanto, parece mais uma tentativa de lacração internacional do que uma crise diplomática real.

Nota 1 – Deputada Linda Brasil e a aula que ninguém pediu – Em Nossa Senhora das Dores, a deputada Linda Brasil decidiu inovar no currículo escolar: parou uma escola estadual, pegou o microfone e deu uma aula de militância política, chamando bolsonaristas de “fascistas, homofóbicos e transfóbicos” — tudo isso durante o horário escolar, com alunos como plateia obrigatória. Nada contra o direito de opinião, muito menos contra o debate político. Mas transformar escola em palanque é confundir educação com comício, e aluno com eleitor cativo. O que aconteceu ali não foi palestra, foi campanha disfarçada de fala inclusiva. A escola virou ringue, e o estudante, refém de um discurso que nada ensina, mas muito impõe. Quer militar? Milite. Mas na praça, na tribuna ou nas redes sociais. Na escola, o conteúdo tem que ser ciência, história, português — não catecismo ideológico em versão remixada.

Nota 2 – Onde está o MPE? E Zezinho Sobral, acordou? – Diante do caso envolvendo a deputada Linda Brasil, o silêncio das autoridades é ensurdecedor. A escola foi utilizada para militância política, com alunos expostos a discursos ideológicos sem qualquer consentimento. E o que o Ministério Público Estadual fez até agora? Nada. Nem um bilhete no caderno. A pergunta é séria: onde está a Curadoria da Educação do MPE? Vai se pronunciar ou está esperando a próxima “aula-show” com faixa e palmas obrigatórias? E o Secretário Zezinho Sobral, está sabendo que estão usando escolas estaduais como palco político? Ou vai dizer que foi “fora do horário pedagógico” e seguir como se nada tivesse acontecido? Isso não é apenas uma falha administrativa. É um precedente perigosíssimo. Porque se hoje é Linda, amanhã pode ser qualquer um — de qualquer lado — fazendo campanha disfarçada em sala de aula. Fica aqui o apelo: MPE, tome providências. Educação não é arena ideológica; Secretaria, crie regras claras ou abrace o caos; E ao governo do Estado: ou garante neutralidade nas escolas, ou assina embaixo da bagunça.

Nota 1 – Alessandro Vieira: de crítica feroz a chapa dos sonhos – O senador Alessandro Vieira, aquele mesmo que já chamou o grupo dos Reis de “ficha suja”, “fantoche”, “condenado” e até “preguiçoso” — palavras dele, agora parece ter feito as pazes com o dicionário… e com os próprios alvos. É que Sérgio e Fábio Reis, outrora tratados como símbolos do atraso político por Alessandro, agora são potenciais aliados na sua chapa de reeleição. E não é só isso: André Moura, outro nome que ele classificava como “inviável” e “sentença ambulante”, também entrou no combo. A pergunta que Sergipe inteira se faz: foi Alessandro que mudou ou só percebeu que sozinho não passa nem da convenção? Se antes o grupo era “o retrato do que precisa mudar”, agora virou “parceiro estratégico”. Ah, se esse discurso tivesse CPF, já teria sido preso por contradição ideológica com agravante de conveniência eleitoral.

Nota 2 – Do “povo preguiçoso” ao palanque parceiro: a memória curta da política – Tem coisa que só a política explica, ou pior: nem ela consegue explicar direito. O senador Alessandro Vieira, que já chamou Fábio e Sérgio Reis de tudo, menos de “meus amigos”, agora parece disposto a dividir palanque, projeto e até santinho com os mesmos. Em vídeo que não deixa dúvida, Alessandro dizia com todas as letras que os Reis eram “testa de ferro”, “sem condição moral” e parte de um “grupo que só quer voltar ao poder pra fazer o que sempre fez”. Agora, adivinha quem pode estar no mesmo palanque com ele? Exatamente esse grupo. Ou seja: ontem eram o problema, hoje são a solução. E o eleitor? Que se vire pra acompanhar esse carrossel de coerência. Pelo jeito, a nova regra da política sergipana é: se não pode vencer os “fichas sujas”, junte-se a eles — mas de terno e com nota oficial. E o mais engraçado? Nenhum pedido de desculpa, nenhuma retratação. Só uma conveniência estratégica embrulhada em discurso reciclado.

Antes e Depois de Alessandro Vieira: quando a coerência vira suplente – ANTES (quando era oposição ferrenha): “Esse grupo político que está aí tentando voltar ao poder tem ficha suja, condenações graves, e coloca o Fábio Reis como fantoche, testa de ferro, pra voltar a dominar a prefeitura.” “Sérgio Reis, Fábio Reis e mais dois ou três são gente que não tem condição moral de disputar eleição.” “Esse pessoal é preguiçoso, trabalha pouco, não tem coragem de assumir responsabilidade.” DEPOIS (agora, de olho na reeleição): Foto sorrindo, café na mesa, reunião cordial com André Moura e conversas de bastidor com… os mesmos Fábio e Sérgio Reis.Viraram competentes da noite pro dia? Ou é só que agora trazem votos na mala? Alessandro, que sempre construiu sua imagem como o político “diferente dos outros”, acabou entrando no jogo mais antigo da política: falar duro na oposição e afrouxar na reeleição. Aos eleitores, resta a dúvida: será que o senador esqueceu o que falou? Ou só achou que o povo esqueceria primeiro?

Semáforo em rotatória em Socorro vira piada pronta — e susto pro comandante do BPTran – A SMTT de Nossa Senhora do Socorro, comandada pelo vereador e dono de autoescola Alam Mota, decidiu inovar na contramão da lógica e instalou um semáforo dentro de uma rotatória — o que vai contra tudo que o Código de Trânsito Brasileiro ensina desde a primeira aula (inclusive, na autoescola). O detalhe saboroso? O comandante do BPTran, Tenente-Coronel Silveira, só soube da “invenção” pelas redes sociais. Desde então, segundo fontes, está em jejum cívico tentando processar a cena. Fica o mistério: Alam quis aplicar um teste prático ao vivo com os motoristas da cidade? Ou é só mais um capítulo da série “Inovações que nem a contramão aceita”?

CABRINI, O FANTASMA DO JORNALISMO ATIVO – Bastou a sombra de Roberto Cabrini cruzar a BR-101 rumo a Sergipe, que muito figurão político começou a perder o sono e revisar a agenda — e não era pra checar compromisso, era pra ver se tinha rastro. O jornalista chegou quieto, mas o zum-zum-zum já virou alarde: Genivaldo, Reviver, Alok em Itabaiana — temas do cotidiano sergipano que sempre estiveram por aí, mas que só agora parecem ter despertado a súbita curiosidade de muita gente. Curioso, né? Quando o furo vem da casa, é silêncio. Quando vem da TV, é escândalo. Não deixa de ser simbólico: em Sergipe, parece que o noticiário precisa de sotaque paulista pra provocar investigação. Ou é muito fake news, ou tem verdade demais sendo tratada como ficção. E quando Cabrini aparece, ninguém dorme tranquilo — só o povo, cansado de esperar justiça acordada.

NOTA DE PESAR – ALDIRLA ALBUQUERQUE – O Ministério Público Federal em Sergipe está de luto pelo falecimento da procuradora da República Aldirla Pereira de Albuquerque, ocorrido nesta segunda-feira (14). O expediente foi suspenso e o luto oficial decretado por três dias. Aldirla, sergipana de origem e procuradora desde 2013, atuou em diversos estados e teve papel de destaque em Sergipe como Procuradora Regional Eleitoral e coordenadora da Tutela Coletiva. O velório aconteceu na sede do MPF/SE, no Bairro Jardins e o sepultamento no Cemitério Colina da Saudade que contou com. A presença de diversas autoridades.

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