O AGIR apresentou apenas dois candidatos a deputado federal: Izabela Morais e Felipe de Rocha. A legislação permite. A matemática eleitoral também não proíbe. O problema é que Sergipe exige perto de 150 mil votos para um quociente, e o partido resolveu enfrentar essa montanha com uma dupla. Não montou uma chapa. Montou quase uma carona.
Felipe de Rocha é uma pessoa boa, agricultor, nascido em Neópolis e profundamente ligado ao Baixo São Francisco. Apresenta-se como o representante da região, conhece seus municípios, seus problemas e pretende surpreender. A causa é legítima. O desafio é o tamanho da correnteza. Felipe teve 269 votos para deputado estadual em 2014 e 85 votos para prefeito de Ilha das Flores em 2024.
Izabela Morais ainda não possui histórico eleitoral público identificado. Com apenas dois nomes, cada candidato precisaria entregar, em média, mais de 70 mil votos para alcançar um quociente semelhante ao de 2022. O Baixo São Francisco tem água, história e identidade. O que não tem são 150 mil votos guardados num açude esperando o AGIR abrir a comporta.
Felipe pode crescer, defender sua região e ampliar sua presença política. O AGIR, contudo, não tem hoje qualquer caminho real para eleger um deputado federal. Entrou para participar, aparecer na propaganda e dizer que esteve na disputa. Com dois candidatos, precisará agir, correr, nadar e ainda pedir ajuda à calculadora..




