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André Barros: a voz de um tempo que não se cala

Hoje Aracaju amanheceu mais silenciosa. Morreu André Barros, jornalista, publicitário, provocador por excelência e, acima de tudo, contador de histórias com a alma de quem sabe que a comunicação não é só trabalho, é resistência. Aos 63 anos, André partiu em Salvador, vítima de complicações renais, deixando um vácuo que nenhum release vai conseguir preencher.

Do microfone ao bastidor: uma trajetória feita de opinião

Começou nos anos 80, quando jornalismo ainda era café frio, papel carbono e coragem para cutucar o poder. E foi isso que ele fez: da redação à cabine de transmissão, da bancada de telejornal ao comando de estratégias de comunicação institucional. André não apenas noticiava os fatos — ele dava contexto, tirava da zona de conforto, espetava o leitor, o ouvinte, o telespectador.

Apresentou o Bom Dia Sergipe, dirigiu Balanço GeralCidade Alerta, e pilotou com maestria os microfones das rádios Jovem Pan FM, Transamérica e Nova Brasil FM. Não por acaso, ajudou a fundar boa parte dessa estrutura radiofônica em Aracaju. Não queria apenas um lugar para falar. Queria criar espaços para se ouvir a cidade.

Um jornalista que virou instituição

André Barros também estava por trás de uma das iniciativas mais marcantes da imprensa sergipana: o Jornal do Dia. Um projeto que não se limitava ao impresso, mas que desafiava as narrativas hegemônicas com a coragem de quem sabia que contar outra história é, muitas vezes, o único caminho possível.

No serviço público, levou sua experiência para o governo e para a Prefeitura de Aracaju, atuando como coordenador e até mesmo como secretário de Comunicação. Sempre com o mesmo estilo: incisivo, inquieto, nada protocolar.

Despedida com microfone aberto

André se foi, mas sua presença segue reverberando nas redações, nas salas de aula de jornalismo, nos bastidores da política, nos corredores da agência de publicidade que ele ajudou a consolidar. Seguimos ouvindo sua voz quando lembramos que jornalismo é tomar partido — o do fato, o da democracia, o da lucidez.

Hoje, não fazemos apenas uma matéria. Deixamos aqui um tributo. Um muito obrigado. E um aviso: vamos continuar.


Qual foi a sua memória com André Barros? Já ouviu alguma análise dele na rádio ou assistiu a seus programas na TV? Compartilhe nos comentários e ajude a manter viva essa história.


Fontes principais: FanF1, Infonet, Itnet

Uma resposta

  1. Deus Amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para todos que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Um bom comunicador agora pertence ao pai celestial! 🌟 Aracaju -sergipe Brasil 🇧🇷

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