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André escuta, matuta e joga no tempo certo 

Política em Sergipe não se faz no aperreio não, se faz na calma, no ouvido atento e na resenha bem feita. Na chegada de André Moura, já teve gente querendo montar a chapa na pressa, como quem quer cozinhar feijão sem fogo. Surgiu logo o comentário de que ele colocaria uma mulher como segunda suplente ao Senado, e o nome de Silvany Mamlak começou a rodar de boca em boca, na feira, no cafezinho e nos grupos que sabem de tudo antes mesmo de acontecer.

André, porém, não é de cair nessa agonia. Ele escuta, matuta e só depois decide. Fica ali quieto, parecendo que não está vendo nada, mas está enxergando tudo. É aquele tipo de político que não fala muito, mas quando fala já vem com o negócio resolvido. Enquanto uns se apressam, ele vai no tempo dele, com calma de quem conhece o terreno e sabe onde pisa.

Silvany Mamlak não apareceu nesse papo por acaso. É nome que tem peso, tem história e tem voto. Já mostrou serviço em Capela, conhece o povo, sabe chegar e conversar, e isso em Sergipe vale mais do que muito discurso bonito. É daquelas figuras que entram em qualquer lugar e não ficam perdidas, porque têm estrada e têm respeito.

No fim, a decisão ainda não saiu, e nem vai sair na base do empurra empurra. Vai sair na cabeça de André, no tempo dele e do jeito dele. Enquanto isso, o povo vai acompanhando, comentando e dando risada dessas pressas todas. Porque no sertão já se sabe, quem corre demais tropeça, e quem sabe esperar, chega primeiro.

Uma resposta

  1. André já carrega em suas costas processos, condenações e citações em duas cpi’s.
    O quesito que põe o pré candidato ao Senado Alessandro Vieira como preferido pelo eleitorado sergipano é a honestidade.
    Silvany será mais uma carga nas costas de André.

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