Na chegada para votar, André Moura resumiu a própria campanha de um jeito que muita gente entendeu sem precisar de tradução: “Nós, em momento algum, atacamos ninguém”. Foi assim que ele quis chegar à urna, depois de meses de críticas, provocações e bate boca político. Enquanto muita campanha virou disputa para saber quem gritava mais alto, André Moura preferiu andar pelos municípios, conversar com gente, apertar mão e deixar o eleitor tirar a própria conclusão.
E ataque não faltou. André virou alvo de adversários de fora e recebeu críticas até de gente que estava no mesmo ambiente político. Alessandro Vieira fez dele um dos principais alvos na reta final, e outros também entraram na roda. André chamou parte disso de “modo desespero” e disse que sofreu com informações falsas. O eleitor assistiu a esse embate quase todos os dias. Vídeo daqui, resposta dali, acusação acolá. Teve hora em que parecia que a campanha precisava menos de marqueteiro e mais de juiz de boxe.
Mesmo assim, André Moura tentou manter outro tom. Falou em “boa política”, evitou transformar toda crítica em guerra e seguiu aparecendo em carreata, caminhada, reunião e conversa com eleitor. Isso não quer dizer que ficou calado ou que não respondeu quando achou necessário. Quer dizer que, na imagem que construiu, preferiu não fazer do ataque o prato principal. E num tempo em que qualquer postagem vira incêndio, manter a cabeça fria também virou parte da campanha.
Agora, na hora do voto, é essa imagem que ele leva consigo. O eleitor viu as brigas, viu os ataques e viu também quem entrou mais ou menos nesse jogo. André encerra a campanha tentando ficar com a marca de quem passou pelo fogo cruzado sem transformar cada esquina numa arena. Os adversários naturalmente contam outra história. Mas uma coisa é certa: quando a campanha acabou, ele escolheu falar em respeito, tranquilidade e proposta. E para o eleitor cansado de tanto barulho, isso também fala muito.




