A novela da “anistia patriótica” que a extrema direita tentou empurrar goela abaixo do Congresso começou a perder fôlego. Depois de semanas de gritaria em redes sociais, abaixo-assinados e discursos inflamados com bandeira no ombro, o projeto que buscava perdoar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro simplesmente… derreteu.
PL grita, mas ninguém escuta
O Partido Liberal bem que tentou: quis emplacar um pedido de urgência para votar a anistia e bancar a tese de que “manifestante de bem” merece perdão. Só esqueceram de combinar com o resto do Congresso. Precisavam de 257 assinaturas. Conseguiram 163. É como tentar puxar um trio elétrico com um carrinho de mão.
A reação foi clara: nem o Centrão quis carregar esse piano. Não é só falta de convicção — é medo de associação com o bolsonarismo tóxico que derrete votos em ano eleitoral. E quando a base do governo e até líderes da direita tradicional sinalizam que essa pauta não cola, o recado está dado.
Anistia sem povo e sem moral
A desculpa oficial era “diferenciar o manifestante do criminoso”. Mas no fundo, o que se queria mesmo era salvar a pele de aliados, influenciadores e talvez até um certo ex-presidente que agora é réu por tentativa de golpe.
Só que o povo não caiu nessa. Pesquisa da AtlasIntel mostrou que 56% dos brasileiros são contra a anistia. Mais da metade também aprova a decisão do STF de transformar Bolsonaro em réu. Ou seja: a narrativa do “coitadinho injustiçado” não convenceu nem quem acreditou no golpe.
Davi e Hugo lavam as mãos
Davi Alcolumbre, que já tinha ventilado a ideia de uma anistia “parcial”, agora joga para escanteio. Hugo Motta, presidente da Câmara, também recuou. Disse que prefere “construir consenso”. Tradução: engavetou o projeto porque percebeu que insistir nisso seria abraçar a impopularidade.
E enquanto isso, a oposição segue se autoimplodindo: atritos internos, obstrução sem rumo e líderes irritados com a estratégia do PL de atrasar tudo. Resultado? A base do governo agradece e foca em outras pautas, como a CPI do INSS e mudanças ambientais.
Perdeu, golpista
O recado está claro: não vai ter anistia. Pelo menos, não agora. O Congresso entendeu que pagar esse mico custaria caro — em votos, em reputação e talvez em processos.
Mais que uma derrota política, o derretimento da anistia é um sintoma. Aquele 8 de janeiro que muitos tentaram relativizar virou um divisor de águas. Quem ainda tenta justificar já não encontra plateia. E se seguir insistindo, vai descobrir que o Brasil de 2025 não tem mais paciência para encenação golpista travestida de patriotismo.
E você, o que acha?
A tentativa de anistia foi só jogada política ou há risco real de impunidade? Comente e compartilhe com quem ainda acha que “foi só protesto”.
Fontes Principais:
- Congresso em Foco
- InfoMoney
- O Globo




