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Emília fecha com Valadares e Amorim para o Senado. Mas e para deputado federal?

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), jogou a primeira cartada do xadrez eleitoral de 2026: declarou apoio aos nomes de Rodrigo Valadares e Eduardo Amorim para o Senado. Atitude previsível? Sim. Mas o movimento acende outro questionamento que está no ar, especialmente entre os caciques da base aliada: quem vai ser o federal de Emília?

Até aqui, ela não cravou nenhum nome. E não se trata de detalhe. A disputa por esse apadrinhamento virou uma guerra fria entre quatro nomes que orbitam o tabuleiro de Sergipe: Ícaro de Valmir, Thiago de Joaldo, Moema Valadares e Ricardo Marques. Todos especulados, nenhum confirmado. Enquanto isso, Emília faz suspense.

O Senado já tem dono

Na coletiva do dia 1º de julho, Emília fez questão de mostrar alinhamento com seus apadrinhados. Eduardo Amorim (sem partido até aqui) ganhou destaque com o discurso de “tradição e serviço prestado”. Rodrigo Valadares, por sua vez, foi citado como “um nome que a gente respeita muito”. O recado é claro: Emília aposta em dupla para o Senado, de olho no eleitorado conservador e na fidelização da base bolsonarista.

Mas enquanto o Senado já tem seus nomes, o buraco é mais embaixo quando se fala em deputado federal.

PL, PP ou neutralidade?

O nome natural seria Ícaro de Valmir (PL). Filho de Valmir de Francisquinho, ex-prefeito de Itabaiana, Ícaro está numa montanha-russa jurídica: teve o mandato cassado pelo TRE/SE em 2024 e segue pendurado em recursos. Ainda assim, é figura popular no interior e tem o peso do partido da prefeita.

Thiago de Joaldo (PP), por outro lado, corre por fora. Foi eleito em 2022, mas tem pouca projeção fora de Aracaju. Ainda assim, é nome lembrado quando se fala em alianças locais. Moema Valadares, ligada ao grupo de Rodrigo Valadares, também surge como opção especulada. E tem ainda Ricardo Marques, vice da gestão municipal, que pode se vender como continuidade do projeto de Emília.

Mas ela, por enquanto, não se comprometeu. Estratégia? Provável. Com três vagas em jogo para o Senado, Emília talvez esteja guardando munição para negociar no segundo tempo.

O que está em jogo

O apoio de Emília pode ser decisivo. Em Aracaju, ela tem um eleitorado cativo que mistura voto de opinião, conservadorismo e rejeição à velha política. Quem levar essa bênção tem chances reais de subir nas pesquisas. E é justamente por isso que o silêncio dela ecoa tão alto.

Resta saber até quando ela vai manter esse jogo de cena. O eleitor observa, os bastidores fervem e, no meio do fogo cruzado, Emília segue jogando xadrez enquanto todos esperam uma jogada de dama.

E você, acha que Emília deve apoiar um nome do PL ou lançar um nome novo? Comente e compartilhe!


Fontes Principais: FANF1, Folha de Sergipe, Imprensa 24h

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