Aracaju viveu um fim de semana turbulento que expõe, mais uma vez, feridas abertas na segurança e no amparo à população. Confira os principais acontecimentos que abalaram Sergipe:
Tragédia nas Estradas: Ônibus Escolar Cai de Ponte

Na tarde de domingo (27), um ônibus que transportava crianças e jovens para uma cerimônia de Crisma despencou de uma ponte no Povoado Borda da Mata, em Nossa Senhora das Dores. O acidente vitimou fatalmente uma criança de 11 anos e uma mulher de 55 anos, deixando ainda oito feridos.
Segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), o ônibus perdeu o freio durante uma descida, resultando na tragédia. Testemunhas relatam que o veículo estava superlotado e apresentava condições precárias de manutenção. Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e polícias Civil e Militar atuaram no socorro. A pergunta que ecoa é incômoda: até quando a negligência vai matar inocentes?
Luto na Música Sergipana: Adeus a Igor Rodsi

A cultura sergipana amanheceu mais pobre. Igor Rodsi, cantor com mais de duas décadas de carreira e sucessos como “Livre e Linda” e “Passarinho”, morreu aos 44 anos, após enfrentar uma luta intensa contra a leucemia mieloide aguda.
O artista vinha buscando tratamento desde dezembro de 2024 e chegou a ser homenageado em um show beneficente em março. A sua morte levanta um questionamento cruel: quem ampara nossos artistas fora dos holofotes?
O sepultamento está previsto para esta segunda-feira (28), no Cemitério São João Batista, em Aracaju. Fica o legado e a saudade de um talento que sempre acreditou na música como forma de resistência.
Violência em Evento de Samba: Quando a Diversão Termina em Tiroteio
O que era para ser uma noite de samba virou cena de tragédia no Bairro Atalaia. Durante um evento cultural no sábado (26), um jovem empresário de 41 anos foi baleado na cabeça.
O autor dos disparos? Um policial militar de folga, supostamente após um desentendimento banal. O suspeito foi contido por populares e levado para o Presídio Militar. A vítima permanece internada em estado estável no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).
O caso escancara a ausência de segurança em eventos culturais na capital e gera a pergunta inevitável: até quando a população vai se arriscar apenas para se divertir?
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