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Aumento da água pela Iguá: 7,837% já em 1º de setembro

conta de água vai subir em Sergipe. A Agrese autorizou, por portaria, o aumento da água pela Iguá de 7,837% a partir de 1º de setembro de 2025. Eu sei: a promessa era eficiência e serviço de primeira. O que chegou primeiro foi o reajuste.

A Iguá assumiu a operação plena em 1º de maio. Quatro meses depois, o consumidor recebe a primeira “boas-vindas” na fatura. A pressa para corrigir tarifas contrasta com a lentidão para corrigir o que importa: água chegando com regularidade e atendimento que resolve.

O que muda com o aumento da água pela Iguá

Na prática, a fatura sobe 7,837% em todas as categorias atendidas pela concessionária. A justificativa é o kit clássico: inflação, custos de energia, produtos químicos, mão de obra e investimentos.

Eu até entendo a matemática. O que não dá é vender modernização e, de cara, empurrar o reajuste enquanto a população ainda enfrenta torneira seca, intermitências e filas em canais de atendimento que não respondem.

Reclamações da população não param

Desde a transição, pipocam relatos de falta d’água, cobranças inesperadas e atendimento insuficiente. O leitor descreve o mesmo roteiro: bairro passa dias sem abastecimento, a conta chega do mesmo jeito e a resolução demora.

Na Assembleia Legislativa, o tom subiu. Deputados denunciaram desabastecimento e contas fora da curva e classificaram o reajuste como, no mínimo, inoportuno. Não é “mimimi”. É a realidade de quem abre o chuveiro e vê ar passando.

Por que agora?

A agência reguladora alega que o reajuste é anual e contratual. Ou seja, estava previsto. No papel, tudo certo. No cotidiano, não. A pergunta é simples: se a prioridade é melhorar serviço, por que o primeiro grande movimento é mexer no bolso do usuário?

Quando a empresa assume um sistema com gargalos históricos, o mínimo esperado é uma sequência de entregas técnicas — redução de perdas, equipes nas ruas, plano de contingência para bairros crônicos, cronograma público de obras. Reajuste sem percepção de melhora vira combustível para revolta.

Como contestar cobrança e denunciar falhas

Eu defendo consumidor organizado e com prova na mão. O passo a passo é direto:

  1. Protocole na Iguá (app, site ou 0800) e guarde evidências: números de protocolos, fotos do medidor, registros da falta d’água e da data.
  2. Acione a Agrese com o histórico se a concessionária não resolver no prazo.
  3. Procure o Procon do seu município para mediação e orientação sobre revisão de fatura.
  4. Informe o Ministério Público quando o problema for coletivo (bairros inteiros sem água, esgoto a céu aberto, danos à saúde pública).

Quer medir se a empresa está entregando? Acompanhe indicadores de continuidade do serviço, perdas, tempo médio de restabelecimento e índice de reclamações respondidas. Sem evolução nisso, o discurso de “recomposição de custos” perde a graça.

Aumento da água pela Iguá: o recado ao leitor

Eu não quero tarifa congelada com sistema quebrado. Eu quero resultado. Se a Iguá veio para profissionalizar, que faça por merecer: água na torneira, previsibilidade no cronograma, transparência nos dados e respeito ao consumidor. Sem isso, aumento vira provocação — e terá resposta.


Para se aprofundar (leitura relacionada do nosso portal)


O que aconteceu na sua rua depois que a Iguá chegou? Faltou água? A conta disparou? Conte nos comentários. Seu relato ajuda a cobrar transparência e pressiona quem decide.


Fontes Principais

Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese)
Iguá Saneamento
Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese)
F5 News
Portal A8SE
Reclame AQUI
Governo de Sergipe

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