VILA DA CRIANÇA: BRINQUEDO PARA UNS, NEGÓCIO PARA OUTROS?
A Vila da Criança virou vitrine do governo de Sergipe: luzes, brinquedos e propaganda. Mas quem paga exige respostas. O projeto de 2026 previa captar R$ 7 milhões. É dinheiro demais para transparência de menos. Quem está fazendo a festa e quem está faturando?
Relatos apontam repetição de fornecedores de LED, som e estruturas, além de possíveis diferenças entre brinquedos contratados e instalados. São suspeitas ainda não comprovadas, mas que exigem documentos e fiscalização. Coincidência pode existir. Fiscalização de olhos fechados, não!
O Tribunal de Contas de Sergipe precisa abandonar a arquibancada e auditar licitações, contratos, atas, notas fiscais, pagamentos e entregas. Quem venceu? Houve disputa real? O que foi pago corresponde ao que foi instalado? Auditoria não é decoração de gabinete!
O governo de Sergipe e a FUNCAP devem abrir as contas. Se tudo estiver correto, provem. Se houver irregularidades, responsabilizem os envolvidos. Criança merece diversão; contribuinte, respeito. Na Vila da Criança, o único palhaço não pode ser o povo que paga a conta!
Cemitério em debate. Ricardo Marques cobrou explicações da Prefeitura de Aracaju sobre o novo cemitério. A discussão envolve localização, custos e impactos para moradores, que precisam conhecer o projeto antes que as máquinas avancem. Cemitério é assunto sério até para quem já não pode reclamar. A administração deve apresentar estudos e ouvir a comunidade; cobrança política não substitui prova de irregularidade.
Resposta da prefeita. Emília Corrêa detalhou a proposta de cemitério vertical ecológico e informou que receberá uma comissão de moradores do Santo Antônio. A promessa de diálogo abre espaço para perguntas sobre licenciamento, acesso, vizinhança e investimento. A audiência precisa produzir documentação, não apenas fotografia e cafezinho. O que for decidido deve ficar acessível à população.
Socorro no comando. Betinho, presidente da Câmara de Nossa Senhora do Socorro, assumiu interinamente a Prefeitura, conforme comunicação divulgada no dia 30. A troca temporária de comando chama atenção para a continuidade de serviços, assinaturas e atos administrativos. Interinidade não é férias da transparência. Vale acompanhar nomeações, pagamentos e eventuais decisões tomadas durante a substituição.
Sebrae na mira. A possível indicação para o comando do Sebrae em Sergipe entrou no noticiário de bastidores. Aliados do governador sinalizaram preferência por um nome, mas Fábio Mitidieri não confirmou a escolha. Enquanto não existe anúncio formal, candidatura de bastidor continua sendo especulação. O que interessa é a experiência de gestão e o compromisso com os pequenos negócios.
Senado em disputa. Laércio Oliveira apareceu no debate nacional ao levar a Davi Alcolumbre uma proposta de indulto relacionada a Jair Bolsonaro. O gesto conecta a política sergipana à disputa de forças em Brasília. A iniciativa não significa aprovação da medida, que depende do processo legislativo. O eleitor merece saber qual é a proposta, quais seus limites e suas consequências jurídicas.
Direita em articulação. Uma análise de domingo destacou o posicionamento de Laércio Oliveira e André Moura em torno de Flávio Bolsonaro e de seus desdobramentos nacionais. A aproximação é tema de debate político, não prova de acordo fechado para futuras eleições. Em Sergipe, cada movimento em Brasília repercute nas alianças locais. O tabuleiro é grande; a ata das negociações, quando existir, é que dará segurança à informação.
Capital no radar. Uma reportagem de domingo descreveu conversas entre PSD e PT sobre uma possível frente política para a Prefeitura de Aracaju. Katarina Feitoza e Candisse Carvalho apareceram entre nomes discutidos, mas não há chapa anunciada. A eleição municipal ainda está distante. Quem já vende composição pronta está colocando o carro da campanha antes do calendário.
Emília reorganiza. Também entrou no noticiário a tentativa de Emília Corrêa de reorganizar a sustentação política depois das eleições gerais. Há especulações sobre mudanças na gestão e aproveitamento de aliados que não conquistaram mandato. Nada disso equivale a nomeação. Cada eventual convite precisará ser confirmado por ato oficial; por enquanto, é conversa de bastidor, não composição administrativa concluída.
Thiago no horizonte. O nome do deputado Thiago de Joaldo, que não renovou o mandato federal, foi mencionado em especulações sobre um possível espaço na administração de Aracaju. Não há indicação oficial de cargo aceito ou convite formalizado. A pergunta é qual função pública ele poderia desempenhar e com que atribuições. Secretariado não deve virar estacionamento automático de candidaturas derrotadas.
Água em cobrança. Moradores do Alto Sertão e do Agreste voltaram a relatar falta de água no fim de semana, e a concessionária Iguá apresentou posicionamento. O assunto é político porque envolve fiscalização, metas contratuais e a vida diária de famílias e comerciantes. A explicação técnica é necessária, mas não mata a sede. Prefeituras, Agrese e governo precisam acompanhar interrupções, prazos e medidas de contingência.
Intervenção suspensa. A Iguá comunicou a suspensão de intervenção programada para hoje. Mudança de cronograma exige informação clara aos consumidores sobre possíveis efeitos no abastecimento. Serviços essenciais não podem funcionar em regime de adivinhação. A população precisa receber aviso prévio confiável, orientação de armazenamento quando necessária e atualização sobre qualquer nova programação.
Rio em alerta. Denúncias sobre impactos ambientais no Rio Poxim e prejuízos à comunidade pesqueira ganharam espaço no fim de semana. Os relatos merecem exame técnico de qualidade da água e identificação de possíveis fontes de poluição, sem atribuição precipitada de culpa. O rio não consegue protocolar reclamação; pescadores, moradores e órgãos ambientais podem. Transparência nos laudos é o mínimo.
Moradia em Socorro. Foram anunciadas inscrições presenciais para programa habitacional em Nossa Senhora do Socorro com início marcado para esta terça-feira. A notícia interessa às famílias que buscam moradia, mas exige regras claras de elegibilidade, critérios de seleção e canais de recurso. Habitação social não combina com fila obscura. Lista pública e fiscalização tornam o processo menos vulnerável a favorecimentos.
Turismo de feriado. O feriadão de Finados mobilizou expectativa de negócios em Aracaju, com eventos e movimento nos serviços. O governo estadual destacou o potencial econômico do período e a Maratona de Aracaju reuniu programação de grande porte. A movimentação deve ser medida por ocupação, vendas e empregos, não apenas pela animação de discursos. Turismo também pede mobilidade, limpeza e estrutura.
Conta na mesa. O TRE-SE marcou para hoje o fim do prazo de prestação de contas do primeiro turno para candidaturas e partidos abrangidos pela regra. Acabou a eleição, mas a planilha continua votando. A documentação é instrumento de controle do financiamento das campanhas. Omissão e divergência precisam seguir o devido processo, sem confundir prazo com julgamento concluído.
Motoristas lembrados. Aracaju celebra em 3 de novembro o Dia do Motorista de Aplicativo, instituído por lei de autoria de Ricardo Vasconcelos. A data dá visibilidade à categoria que atravessa a capital diariamente. Reconhecimento é importante, mas não substitui debate sobre segurança, pontos de apoio, circulação e condições de trabalho. Homenagem rende aplauso; política pública exige execução.
Pastor na tribuna. A agenda da Câmara de Aracaju prevê para hoje sessão especial sobre a Reforma Protestante, proposta pelo vereador Pastor Diego. O debate integra a programação legislativa, mas é importante preservar o caráter plural do poder público. Celebrações culturais e religiosas podem ser discutidas com respeito a todas as crenças. A Câmara também precisa manter atenção às demandas práticas da cidade.
Prevenção nas escolas. A Câmara aprovou proposta de Levi Oliveira para ampliar a conscientização sobre prevenção da violência e o sinal silencioso de pedido de ajuda nas escolas. O projeto tem conteúdo educativo relevante, mas sua aplicação dependerá de orientação e formação adequadas. Lei sem implementação é cartaz bonito na parede. É preciso verificar tramitação restante, sanção e planejamento pedagógico..
Multas sob lupa. A CPI da Câmara que examina a aplicação de recursos provenientes de multas de trânsito, no período de 2017 a 2024, remarcou sua décima reunião para 10 de novembro. A comissão pretende ouvir dirigentes e ex-dirigentes da SMTT sobre respostas pendentes. Fiscalização séria exige documentos e cronologia. Adiamento não equivale a encerramento da apuração.
Prazo cobrado. O requerimento da CPI de multas aponta descumprimento de prazos e ausência de respostas anteriores, motivando novas convocações. A comissão é presidida por Sargento Byron e inclui vereadores de diferentes posições políticas. A discussão não autoriza concluir desvio de dinheiro. O que se cobra agora é entrega de informações e prestação de contas sobre a destinação dos recursos.
Expansão travada. O TCE divulgou cautelar que impõe restrições ao uso de estudo ambiental simplificado para fundamentar decisões relacionadas ao emissário da estação de tratamento de esgoto da Zona de Expansão de Aracaju. Técnicos identificaram insuficiências que precisam ser sanadas. A obra não foi declarada ilegal em sua totalidade. O recado é concreto: primeiro, documentação adequada; depois, avanço compatível com a decisão.
Esgoto com estudo. A mesma cautelar exige complementação de estudos de viabilidade ambiental, técnica e econômica do emissário, incluindo alternativas de localização e riscos ao corpo receptor. Os órgãos responsáveis receberam prazos para apresentar providências. Em obra dessa escala, improviso pode custar caro ao contribuinte e ao ambiente. Licenciamento não deve ser tratado como carimbo automático.
Canindé multado. No balanço da sessão divulgado em 30 de outubro, o TCE informou julgamento pela irregularidade de contas do Fundo Municipal de Saúde de Canindé do São Francisco referentes a 2023, com multa de R$ 10 mil. O caso exige leitura do acórdão para delimitar responsáveis e fundamentos. Saúde pública precisa de atendimento e de contabilidade verificável. Uma irregularidade contábil não deve ser confundida automaticamente com desvio.
Trânsito em Estância. O Tribunal de Contas registrou voto pela irregularidade das contas de 2023 da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Estância, com multa de R$ 10 mil. A análise deve observar a natureza do julgamento e eventuais recursos. Gestão de trânsito não se resume a placa e fiscalização de rua. O controle dos recursos do órgão também precisa de sinalização clara.
Saúde de Riachuelo. O Fundo Municipal de Saúde de Riachuelo, relativo a 2019, também apareceu no balanço do TCE com julgamento pela irregularidade e multa de R$ 10 mil. A distância entre exercício examinado e publicação atual mostra como o controle pode ser demorado. A população precisa saber o motivo da decisão e quais correções ocorreram desde então. Sem essa ponte, o passado vira arquivo sem aprendizado.
Conta detalhada. Linda Brasil cobrou esclarecimentos sobre investimentos, renúncias fiscais e valorização dos servidores durante audiência da Secretaria da Fazenda na Alese. A deputada questionou a falta de detalhes sobre a destinação de recursos apresentados no balanço fiscal. A pergunta é legítima: quanto foi prometido, quanto foi empenhado e quanto chegou ao cidadão? Orçamento sem explicação é um idioma que só a burocracia parece compreender.
Netinho no interior. Um novo retrato da votação de Netinho Guimarães mostrou 30.937 votos e presença em todos os municípios sergipanos. Japoatã, São Francisco e General Maynard aparecem como cidades em que liderou o resultado para deputado estadual. O levantamento ajuda a explicar a geografia política do mandato que começa em 2027. Para o eleitor dessas localidades, o teste será menos sobre quantas caravanas passaram na campanha e mais sobre o que volta em serviços e investimentos.




